Mostrando postagens com marcador maconha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maconha. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

GANJA FARMA: A FARMÁCIA DE MACONHA DA COLÔMBIA

































Por Sergio Vidal


Esta estabelecimento colombiano se converteu na primeira farmácia canábica do país e atende mais de 450 pacientes com diferentes tipos de doenças e enfermidades. Na falta de uma regulamentação do governo para poderem trabalhar eles criaram as próprias regras para assegurar a qualidade da erva cultivada e dos remédios produzidos. seu objetivo é garantir o máximo de qualidade em todas as etapas do processo produtivo.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Com vocês a maconha, a planta mais polêmica da História



Por Sergio Vidal para o Ganja Talks

A maconha já faz parte da vida dos seres humanos há muitos milênios. Alguns cientistas defendem inclusive que a cannabis da atualidade é muito diferente do que era em sua origem. Segundo eles, a erva teria se modificado, adaptando-se de acordo com a convivência com os humanos à medida que era semeada em diferentes regiões e climas em todo planeta, ao longo dos milênios, num processo de seleção semelhante ao ocorrido com os cães. Os cães não existiam antes da relação com os humanos, que passaram a selecionar e domesticar lobos selvagens há alguns milênios, num processo que acabou gerando a inúmera variedades de cães domesticados existentes na atualidade.

Ao longo de todo esse tempo, até os dias de hoje, muitas histórias incríveis ocorreram por causa da relação dos humanos com essa planta tão especial. No texto de hoje contaremos um pouco dessa história, que demonstra o quanto é bastante variada a maneira com que a humanidade usou a cannabis, numa relação forte, profunda e complexa, que variou de polos tão opostos e intensos como amor ao ódio, entre períodos que a consideramos o vegetal mais importante do mundo até a decretação de que deveria ser uma planta extinta em nível mundial.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Guia de Referência: Terapia com Maconha Medicinal de A a Z - INTRODUÇÃO

Guia de Referência: Terapia com Maconha Medicinal de A a Z
Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo



Introdução:

Atualmente, segundo a Lei 11.343 em vigor desde 2006, a União, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pode autorizar o uso da maconha exclusivamente para fins medicinais e científicos.

Hoje são inúmeras doenças e sintomas que podem ser tratados ou curados com o uso medicinal dos princípios ativos produzidos pela maconha e qualquer busca mais detalhada sobre tema pode revelar isso. A partir de hoje, iremos publicar aqui no blog a lista das diferentes doenças e sintomas que podem ser tratadas com o uso da maconha e remédios à base da erva. Começaremos com uma breve introdução, falando mais a respeito a planta e das diferentes formas de administração dos seus princípios ativos.

ATENÇÃO: A maconha, seus extratos ou qualquer produto feito com a planta só podem ser usados para fins medicinais por pessoas que tenham prescrição de um(a) médico(a) e sejam autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Não recomendamos a nenhuma pessoa fazer uso por conta própria, sem recomendação e prescrição de um profissional de medicina, muito menos sem autorização da ANVISA. Todas as informações contidas nesta página servem apenas para informar a respeito do potencial terapêutico da planta e orientar na busca de informações adicionais. O uso de maconha e derivados ou de qualquer outro medicamento deve ser realizado apenas sob supervisão, prescrição e orientação de um(a) médico(a).
Caso você ou seu médico precise, a AMEMM pode auxiliar fornecendo informações sobre o uso medicinal da maconha ou te ajudando a encontrar um médico que prescreva próximo a você. Saiba mais: Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal (AMEMM), ou escreva para contatoamemm@gmail.com

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Existe forma de usar maconha legalmente no Brasil?

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo
Existe forma de usar maconha legalmente no Brasil? O que diz a Lei sobre os usos medicinais, científicos, religiosos, industriais e recreativos? Existem mesmo caminhos legais para cultivar a erva no país? Nesse artigo falaremos sobre essas e outras dúvidas e mostraremos que, ainda que seja um caminho longo, difícil e cheio de entraves legais, é sim possível fazer uso legal da maconha no Brasil, mas tudo depende de muito trabalho, luta e disposição para enfrentar batalhas políticas, burocráticas e judiciais.
Sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – ou de algum(a) Juíz(a) ninguém no Brasil pode semear, cultivar, beneficiar, importar ou fazer qualquer tipo de uso da maconha ou dos seus derivados. Porém, por mais que todo cenário político e social a sua volta lhe diga o contrário, você precisa acreditar nos fatos: Existem diversas maneiras de plantar e consumir maconha de forma legal dentro do nosso país, tanto para uso recreativo, industrial, medicinal, religioso e para fins de pesquisa. Porém, é preciso fazer um ALERTA: todos eles envolvem riscos, alguns não são considerados legais e serão legitimados apenas pela via jurídica, e mesmo os usos medicinais e científicos, que são legalizados, carecem de regulamentação. Nessa matéria falaremos a respeito de alguns das formas de organização que podem requerer autorização para cultivar legalmente ou se constituir legalmente e requerer autorização através do Poder Judicial. Por mais que seja virtualmente possível conseguir autorização da ANVISA ou da justiça para todas as situações, é importante ressaltar que jamais se deve praticar nenhumas das atividades previstas na Lei 11.343 sem ter a devida autorização em mãos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os riscos de consumir maconha no mercado Criminalizado!

Publicado originalmente por nosso parceiro Hempadão
Essa semana escolhi uma mensagem que me fez refletir sobre uma questão já antiga, para o qual inclusive fiz uma nota para uma edição da Revista Super Interessante, sobre Redução de Danos. O texto da revista é de 2008. A mensagem diz o seguinte:
“Oi Sergio, tudo bom? Comprei uma canetinha dessas vaporizadoras, marca pax, só que eu fumo prensado nela e mês passado fiquei com uma inflamação fudida nos pulmões e até hoje estou me recuperando. Não falei nada pra o médico, mas você acha que pode ter influenciado por ter sido vape e não baseado?”. 
De fato, quase toda maconha consumida atualmente no Brasil é altamente contaminada com variados fungos e bactérias e em qualquer forma de uso, seja baseado, vaporizador, ou comendo, você vai correr o risco de se contaminar. Claro que existe variações, e que algumas estarão muito mais estragadas que outras, mas todas têm algum grau de contaminação por patógenos. Eu não sei até que ponto fumar um baseado iria melhora a situação, caso a maconha não seja de procedência confiável. Mas, em todo caso, vaporizadores foram feitos para serem usados com maconha de verdade, ou seja, flores fêmeas ou os extratos de sua resina. JAMAIS deve ser consumida qualquer maconha com contaminação, sob risco de colocar a saúde em perigo. Num mercado legalizado, a maior parte da maconha vendida no Brasil não estaria disponível, ao contrário, seria apreendida pela ANVISA, mas não pela ilegalidade da planta, mas da má qualidade do produto.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

#CultivoVital Dúvidas de Cultivo Respondidas Semanalmente no Hempadão



INTRODUÇÃO

Cultivando a baixo custo? Sim, isso é possível!

Dicas Básicas de Cultivo

Regras Básicas de Cultivo

A importância da energia luminosa

Qual a importância da circulação de ar no jardim?

É normal a planta crescer muito rápido?

Posso cortar as folhas para camulhar a planta?


Posso reaproveitar o solo do cultivo? 

Posso usar genéticas de maconha diferentes numa mesma estufa?

SEGURANÇA

Guia de Segurança para Cultivador@s


Qual o risco de rodar comprando sementes? Parte I e Parte II
Como faço para ocultar o cheiro da floração?

SEMENTES E GERMINAÇÃO

Germinando

CULTIVO "INDOOR" 

É possível levar todo o cultivo dentro de um "PC Grow"?

Fluorescentes X Vapor de Sódio = Qual a melhor opção para cultivar?

Quais as melhores lâmpadas para o cultivo?

CULTIVO COM O SOL

O poder do Rei Sol

Posso completar a luz do sol com lâmpadas para adiar a floração?

É melhor usar ou não uma estufa do estilo "green house"?

No vaso ou direto no chão, qual o melhor?


Dicas para guerrilheir@s urbanos

SOLO, SUBSTRATOS, NUTRIENTES, PH, ETC

Orgânicos ou Químicos, qual o melhor? 

Orgânicos ou Químicos? O importante é cultivar! 
 
FLORAÇÃO / SEXO

É possível ajudar a planta a iniciar a floração?
 
Quais cuidados devo ter durante a floração?

Como faço para atrasar a floração da planta?

Preparando o jardim para a floração

Posso arrancar folhas que fazem sombra para os galhos inferiores?

Sexualidade da maconha: Qual a diferença entre machos e fêmeas e porque essa informação é importante

Sementes feminizadas e sexo da cannabis

Posso interferir na produção de THC e CBD da planta?


REPRODUÇÃO - CLONES, SEMENTES, ETC

Qual o melhormomento para tirar clones?

Clonagem - perpetuando a colheita perfeita

É verdade que sementes de hermafroditas serão 100% fêmeas?

COLHEITA, SECAGEM & CURA

Qual a hora certa para colher?

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Pontas das folhas queimando. O que pode ser?

Combatendo as pragas no jardim

O que está acontecendo com meu jardim?

Convivendo com o calor e a seca num jardim de cannabis


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Snoop Dogg: 'Fumo maconha para me divertir'

Cantor de hip hop está no Brasil para turnê que passa pelo Rio de Janeiro (9), Florianópolis (11) e no festival SWU (12)

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro

Uma hora após o horário marcado para a coletiva de imprensa, o cantor Snoop Dogg chega a piscina do Hotel Santa Tereza - onde está hospedado - de gorro listrado, óculos escuros, chinelos, meias pretas, calça e casaco verde bandeira. Bem à vontade. Sem as famosas correntes e anéis, comuns a qualquer rapper, mas com as gírias característica ao gênero, o americano se diz em casa.

“A primeira vez que vim aqui foi em 2003 para gravar o videoclipe de Beautiful porque queria saber do que esse lugar se tratava. Eu o via de longe...tão bonito. É tudo amor, sabe? Eu nunca tive um problema aqui. E quero conhecer o Brasil todo, não só do que se fala na América: das praias e das mulheres. Posso dizer que aqui se tornou uma casa”, afirmou ele, durante bate-papo, nessa segunda-feira (7).

Além de fazer apresentações no Rio (09) e em Florianópolis (11), o cantor é uma das principais atrações para o primeiro dia de shows do festival SWU Music and Arts Festival 2011, que acontece em entre 12 e 14 de novembro, em Paulínia (SP). "Quem tocar depois de mim estará em apuros", disse o rapper, entre risadas, citando a célebre frase de Muhammad Ali. “Sou jovem, sou rápido, sou bonito e não posso ser vencido".

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pedro 'Pedrada', da banda Ponto de Equilíbrio, deve ser solto nesta quarta-feira

O baixista da banda Ponto de Equilibrio, Pedro Caetano, preso sob acusação de tráfico de drogas no dia 1º de julho, será solto nesta quarta-feira. O músico foi detido em flagrante depois que a polícia encontrou 10 pés e 8 mudas de maconha em sua casa, em Niterói. Pedro foi enquadrado no artigo 33, que proíbe importar, vender, expor à venda e oferecer drogas ilicitas.

Em sua defesa, o artista se declarou como usuário e buscou ser enquadrado no artigo 28, que descriminaliza quem usa, semeia cultiva ou colhe plantas para consumo pessoal. Agora ele deve responder ao processo em liberdade.

O alvará de soltura já foi assinado pelo juiz da segunda Vara Criminal de Niterói, João Ziraldo Maia. Para Caetano ser solto, só depende da chegada do documento na Polinter do Grajaú, o que deve acontecer ainda nesta quarta-feira.

O irmão do artista, Tiago Caetano, tecladista da mesma banda, disse ao SRZD nesta tarde que a notícia é um alívio para a família. "O sentimento aqui na nossa casa é de justiça e grande alívio. Meu irmão não é traficante, e sim um grande músico. Ele planta para consumo próprio.", concluiu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Maconha: Entre Liberdade De Consumo E Financiamento Do Tráfico

OPINIÃO: O Globo
Artigo do leitor Sergio Vidal


Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado no último dia 23 de junho, 190 milhões de pessoas em todo o globo haviam fumado maconha ao menos uma vez na vida em 2008, número equivalente ao da população brasileira. Sendo a maconha a droga ilícita mais consumida, seus usuários são muitas vezes apontados como responsáveis por boa parte do financiamento do atual mercado, que em sua maioria tem forte relação com a criminalidade e com a violência.

Durante muitos anos, reproduzimos essa equação simplista sem maiores reflexões, recitando por aí o principal mantra do proibicionismo: "Os usuários são os principais responsáveis pelo financiamento da violência". Muitos devem lembrar que, em 2007, ano de lançamento do filme "Tropa de Elite", era comum ver Capitão Nascimento afirmando "Quem matou esse cara aqui foi você! É você que financia essa m...!" enquanto esbofeteava o maconheiro e era aplaudido pela plateia nos cinemas.

Mas será que essa afirmação é 100% verdadeira? Será que hoje em dia é assim tão fácil por a culpa nos usuários de maconha pela manutenção do poder econômico dos traficantes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MARCHA DA MACONHA: FALTAM 4 DIAS!!!

ATENÇÃO, GALERA!

FALTAM APENAS 4 DIAS PRA MARCHA MAIS ESPERADA DO ANO!


QUINTA-FEIRA ACONTECE A ÚLTIMA OFICINA PRÉ-MARCHA!
QUER SABER O QUE LEVAR PRA CONTRIBUIR? CLIQUE AQUI


VALE LEMBRAR QUE FUMAR AINDA CRIME!
SE ACENDER O BASEADO, VAI QUEIMAR O MOVIMENTO!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Estamos no olho do furacão!
Não podemos deixar que os "outros" continuem tomando para si o debate.
Momento importante na história de Salvador, pouco menos de uma semana antes da Marcha da Maconha (05/12) autorizada com Habeas Corpus!

Nos vemos por lá...



Convite


O Conselho Estadual de Entorpecentes tem a honra de convidar V.Sª. para participar de Audiência Pública para debater sobre a proposta de Descriminalização da Maconha.

Dia: 24 de novembro de 2009 (terça-feira)
Hora: 9h às 12h
Local: Auditório da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos
(4ª Avenida, nº 400, térreo)

Obs: Favor confirmar participação por meio do telefone 3115.8350
ou pelo e-mail conen@sjcdh.ba.gov.br.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A saúde do baseado - O lobby da marijuana sai às ruas

By Kathleen Parker

Em um ato de sanidade piedosa, a administração Obama cumpriu sua promessa de parar de interferir em estados que permitem o uso médico de marijuana.

Tim-tim, saúde, et cetera, et cetera.

O
anúncio do Procurador Geral Eric Holder certamente chega como um alívio para muitos dos que dependem da cannabis para diminuir o sofrimento de várias condições clínicas. Essa abordagem nova, não tão rígida, não deixa os traficantes de drogas fora de alcance da lei. Ela significa apenas que os 14 estados que permitem algum uso médico de marijuana não precisam mais temer batidas federais em dispensários e usuários que agem de acordo com leis estaduais.

É uma ótima iniciativa, há muito necessária. Mas é suficiente? Não mesmo.

O debate sobre se os americanos deveriam ter o direito de ser estúpidos - ou de fazer outros parecerem mais interessantes - continua vivo depois de 40 anos da (falhada) "guerra contra as drogas".
Argumentos contra e a favor da descriminalização de algumas ou de todas as drogas já são familiares. Destilados ao básico: a guerra das drogas aumentou o poder de criminosos ao mesmo tempo em que criminalizou cidadãos que cumpriam todas as outras leis, e desperdiçou bilhões que poderiam ter sido melhor empregados em educação e reabilitação.

Em números cada vez maiores, os americanos apóiam a descriminalização pelo menos da marijuana, que milhões admitem ter usado, incluindo um par de presidentes e um juiz da Suprema Corte. Uma
pesquisa recente do Instituto Gallup descobriu que 44 por cento dos americanos aprovam a legalização para qualquer propósito, não apenas para uso medicinal, contra 31 por cento em 2000.

O mais alto nível de apoio, sem surpresa, está nos estados da costa oeste e entre pessoas que se autodefinem como liberais, com 78 por cento dos liberais concordando com a descriminalização. Mas a mudança em direção a uma política nacional mais sensível já não está confinada à esquerda. Nem a cara do novo lobby pró-baseado é mais a do cabeludo chapado. A ativista de hoje se depila, e tem filhos.

Entre os recém-incorporados à diminuta multidão conservadora, liderada em outros tempos pelo anti-proibicionista William F. Buckley, está Jessica Corry, do Colorado, uma mulher republicana casada, contrária ao aborto e mãe do "lutador da liberdade do mês" da revista High Times [uma revista patriótica de direita].

Espectadores recentes sem dúvida terão que esfregar seus olhos e olhar novamente quando virem Corry, que discursou no mês passado em uma conferência da NORML [pronuncia-se "normal"], a Organização Nacional pela Reforma das Leis sobre Marijuana, em São Francisco, usando um broche com a bandeira americana, um colar de pérolas com três voltas e um broche dourado com a folha de marijuana.

Um outro dia, um outro estereótipo na lata do lixo.

Além de escrever e falar a favor do fim da proibição da marijuana, Corry, que não fuma maconha, está tentando organizar mulheres republicanas em torno da causa. Até agora, ela tem o compromisso de outras 20 mulheres do Colorado, a maioria das quais advogada, como Corry. Seu marido, também advogado, representa usuários médicos de marijuana.

Os argumentos de Corry não enfocam apenas a desumanidade de punir ainda mais pessoas doentes que buscam alívio no uso da maconha, mas também a necessidade de proteger suas crianças caso elas decidam experimentar maconha algum dia. Não há nada como imaginar suas próprias crianças sendo tratadas como "criminosas" para colocar leis irracionais em perspectiva.

Corry dificilmente estará sozinha, e, na verdade, ela pode ser parte de um "ponto de inflexão". (Já há alguma droga para o "estresse pré-mudança"?) Em sua edição de outubro, a revista Marie Claire publicou "
Stiletto Stoners", um artigo sobre mulheres bem-sucedidas profissionalmente que preferem relaxar com maconha. Uma capa da revista Fortune, "Is Pot Already Legal?", examinou o assunto. Em abril de 2006 a Miss Nova Jérsei, Georgine DiMaria, assumiu-se como usuária secreta de marijuana para o tratamento de sua asma.

As direitas dos estados e o conservadorismo costumam ser bons amigos - mas às vezes não são. Embora mutos republicanos nutram um certo libertarianismo [doutrina da primazia dos direitos individuais sobre o Estado], o partido tem sido seletivo em seu apoio a princípios federalistas. A administração de George W. Bush se recusou a respeitar os estados que autorizavam usos medicinais da maconha, por exemplo, mas tentou devolver as questões relativas ao aborto e ao casamento à jurisdição dos estados.

Em uma coluna para o jornal Colorado Daily, Corry argumenta que os princípios conservadores de governo mínimo estão em conflito com leis que tentam controlar o que colocamos para dentro de nossos corpos. Álcool e cigarros - para não falar de xisbúrgueres com 700 calorias - são sem a menor dúvida mais prejudiciais que um pequeno baseado, escreve ela.

A decisão de não invadir dispensários ou punir pessoas que se beneficiam do uso de marijuana, embora laudável, está muito aquém do que é necessário. Para ficar no mínimo, quando empregos e dinheiro estão difíceis, legalizar a marijuana parece tanto prudente quanto benéfico. Em 1929, a Organização de Mulheres para a Reforma da Proibição Nacional liderou o movimento para acabar com a lei seca. Será que as mulheres liderarão a próxima revolução na autonomia pessoal?

Mantenham suas maricas e narguilés (e bongs?) à mão.

Tradução: Fábio Baqueiro
Fonte:
Washington Post

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os males do baseado, nada sério quando comparado ao álcool!

O jornal espanhol “el mundo” divulgou uma matéria apresentando os resultados de uma pesquisa realizada pela The Lancet- http://www.thelancet.com indicando os males da marijuana. “Crises de ansiedade, reações de pânico e aparições de sintomas psicóticos são os efeitos adversos registrados, principalmente nos consumidores iniciantes”. Os usuários de maconha, segundo eles, apresentam risco consideravelmente mais alto de ter problemas respiratórios. Continuam afirmando que déficits de atenção, memória e aprendizagem são comuns entre pessoas que abusam de maconha. Também são citados os riscos de acidentes e traumatismos pelo consumo da droga.

Tudo isso sem novidades! Novidade mesmo é a campanha do grupo de ativista Marijuana Policy Project - http://www.mpp.org/ que deu inicio a uma campanha oferecendo dez mil dólares para quem provar que a maconha é mais prejudicial que o álcool. O grupo tenta dessa forma levantar a polêmica e trazer a reflexão dos motivos reais para a proibição da maconha, droga menos nociva que o álcool, consumido em larga escala em nossa sociedade.

Veja o anuncio no youtube:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chegou a hora de legalizarem a maconha?


Wálter Maierovitch foi Secretário Nacional Antidrogas no segundo governo FHC, entre 1999 e 2000. Dois anos depois, entrevistei-o sobre a política brasileira para drogas, para um livro que eu estava escrevendo sobre maconha.

Ele me contou que, durante seu período na secretaria, ele juntou esforços ao governo português para buscar para os dois países uma política de drogas mais liberal, que não criminalize o usuário, principalmente para drogas leves. O esforço foi em frente em Portugal, mas foi abruptamente interrompido aqui no Brasil. Por quê? Aparentemente porque, a uma determinada altura, o chefe de Maierovitch, FHC, barrou a mudança da lei. E por que FHC, que escolheu Maierovitch e parecia apoiar uma lei mais racional, mudou de ideia? Maierovitch não me respondeu diretamente, mas deu a entender que tinha certeza de que o presidente brasileiro tinha sofrido pressão do grandão do norte. Na opinião dele, o Brasil não descriminalizou o uso de drogas porque os Estados Unidos de Clinton não quiseram.

Leia na íntegra: Blog do Denis Russo

terça-feira, 29 de setembro de 2009

ACM Neto diz que é contra a descriminalização da maconha

Do site do ACM Neto

Contrário à liberação, o deputado ACM Neto (DEM-BA) diz que a descriminalização geraria uma ampliação inevitável da violência. "Primeiro, pela presença maior dos traficantes e das pessoas que lidam diariamente com a produção e comercialização de drogas ou também pelas consequências que isso trará à população mais pobre do nosso país. Quanto mais fácil for o acesso, mais pessoas vão consumir", avalia.

Clique aqui e ouça a opinião de ACM Neto em debate promovido pela Folha Online.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Marijuana em intervenção urbana



Mais adequado ao nosso contexto, impossível. Em meio a campanhas marqueteiras "antidrogas" criminosas,irresponsáveis e até mesmo mentirosas, vale comentar esta bela iniciativa na cultura canábica de Porto Alegre. Um artista, apropriando um slogan famoso, trabalhou nas ruas exatamente a necessidade de diferençarmos padrões de uso entre as drogas tornadas ilícitas.


LEIA NA ÍNTEGRA: PRINCÍPIO ATIVO


O debate sobre a Cannabis na Holanda


No momento em que os meios de comunicação e os que tomam as decisões políticas se derem conta do impacto real da proibição sobre os problemas relacionados com as drogas, a suposta legitimidade do regime proibicionista se irá desintegrar completamente. É esta a razão pela qual a Encod e outros grupos que trabalham pela reforma da política de drogas continuam os esforços para desafiar o status quo, organizando conferências e marchas, produzindo publicações e sítios web, assistindo a encontros internacionais onde fazemos perguntas críticas àqueles que são responsáveis para manter a proibição de drogas. Aparentemente sem sucesso notável, porque tanto as autoridades como os meios de comunicação continuam centrados sobre as drogas, sem nem sequer questionar o fato de que estão proibidas.

Mas o tempo está a nosso favor. Naqueles países onde foi instalado uma política de drogas que não esteja baseada na proibição total, a própria realidade demonstra que a única maneira de avançar é através de um contínuo desmantelamento deste regime. Tal é o caso dos Países Baixos, onde a venda de pequenas quantidades de cannabis para o uso pessoal em coffeeshops foi tolerada desde 1976. Isso significa que uma geração inteira cresceu rodeada por um clima em que o acesso à cannabis para adultos esteve relativamente normalizado. Praticamente todos os problemas com a cannabis (em relação à saúde ou à segurança pública) podem ser reduzidos ao facto que a cannabis continua a ser um produto ilegal. Por isso o cultivo a grande escala e a distribuição comercial fora dos coffeeshops seguem em mãos de organizações criminais. Esta verdade está completamente óbvia para todos os trabalhadores de saúde, autoridades locais, políticos e até um importante sector da força policial. Como tal será de esperar que o próprio país estaria disposto para o próximo passo, que seria a legalização total.

Leia na íntegra: CLIQUE AQUI

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

847.864 pessoas presas nos EUA em 2008 por envolvimento com a planta Cannabis sativa

De acordo dados do relatório anual do FBI - Federal Bureal of Investigation -, divulgados pela Norml, que atua na defesa da legalização da maconha nos EUA, 847.864 pessoas foram presas no ano de 2008 por crimes relacionados com maconha. Entre cultivadores, vendedores e consumidores, os criminosos canábicos somaram quase metade das prisões por drogas nos Estados Unidos da América - 49,8%.