Quando a maconha foi proibida em todo planeta após diferentes países assinarem o Tratado Internacional sobre Drogas (1961), foi deixada uma brecha para que esses países signatários pudessem continuar cultivando cânhamo e explorando essa indústria milenar, algo que ocorre até os dias de hoje em diferentes países. O cânhamo é uma linhagem da cannabis que produz quantidades muito baixas de THC, não ultrapassando 1% da composição da resina. Por outro lado, essas linhagens de cannabis produzem grandes quantidades de fibras que podem ser utilizadas para diferentes finalidades. O cânhamo também é conhecido por produzir uma grande quantidade de CBD, outro fitocannabinóide com propriedades medicinais. Hoje em dia existe um mercado mundial de produtos à base de cânhamo sustentado por diferentes países produtores, dos quais falaremos um pouco mais detalhadamente nas próximas linhas.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Como funciona a indústria do cânhamo, a maconha que não chapa
Quando a maconha foi proibida em todo planeta após diferentes países assinarem o Tratado Internacional sobre Drogas (1961), foi deixada uma brecha para que esses países signatários pudessem continuar cultivando cânhamo e explorando essa indústria milenar, algo que ocorre até os dias de hoje em diferentes países. O cânhamo é uma linhagem da cannabis que produz quantidades muito baixas de THC, não ultrapassando 1% da composição da resina. Por outro lado, essas linhagens de cannabis produzem grandes quantidades de fibras que podem ser utilizadas para diferentes finalidades. O cânhamo também é conhecido por produzir uma grande quantidade de CBD, outro fitocannabinóide com propriedades medicinais. Hoje em dia existe um mercado mundial de produtos à base de cânhamo sustentado por diferentes países produtores, dos quais falaremos um pouco mais detalhadamente nas próximas linhas.terça-feira, 26 de maio de 2015
Documentário Ilegal - A Vida Não Espera
Katiele Fischer, de 33 anos, é mãe de Anny Bortoli Fischer. A menina de 5 anos desenvolveu uma doença rara - a síndrome CDKL5, problema genético raro que causa epilepsia grave e sem cura - e constantemente sofre com convulsões. Na luta contra o sofrimento da filha, Katiele encontra apenas uma substância que pode tratar sua filha, o CBD, devirado da Cannabis sativa. Ela precisa trazer a substância ilegalmente ao Brasil, pois qualquer produto com origem na planta da maconha é proibido no país.
Além de Katiele e Anny, diversos outros pacientes e familiarem vivem situações parecidas, onde seu tratamento é impedido pelo proibicionismo, desinformação e preconceito.
O filme é parte do projeto REPENSE, que pretende trazer informação e debate em torno do uso da Maconha medicinal.
Confira essas histórias e reflita, a regulamentação da maconha medicinal é urgente e necessária.
Filme ILEGAL:
https://www.facebook.com/ilegalofilme
Campanha REPENSE:
https://www.facebook.com/repensemaconhamedicinal
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Guia de Referência: Terapia com Maconha Medicinal de A a Z - INTRODUÇÃO
Guia de Referência: Terapia com Maconha Medicinal de A a Z
Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo
Introdução:
Atualmente, segundo a Lei 11.343 em vigor desde 2006, a União, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pode autorizar o uso da maconha exclusivamente para fins medicinais e científicos.
Hoje são inúmeras doenças e sintomas que podem ser tratados ou curados com o uso medicinal dos princípios ativos produzidos pela maconha e qualquer busca mais detalhada sobre tema pode revelar isso. A partir de hoje, iremos publicar aqui no blog a lista das diferentes doenças e sintomas que podem ser tratadas com o uso da maconha e remédios à base da erva. Começaremos com uma breve introdução, falando mais a respeito a planta e das diferentes formas de administração dos seus princípios ativos.
ATENÇÃO: A maconha, seus extratos ou qualquer produto feito com a planta só podem ser usados para fins medicinais por pessoas que tenham prescrição de um(a) médico(a) e sejam autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Não recomendamos a nenhuma pessoa fazer uso por conta própria, sem recomendação e prescrição de um profissional de medicina, muito menos sem autorização da ANVISA. Todas as informações contidas nesta página servem apenas para informar a respeito do potencial terapêutico da planta e orientar na busca de informações adicionais. O uso de maconha e derivados ou de qualquer outro medicamento deve ser realizado apenas sob supervisão, prescrição e orientação de um(a) médico(a).
Caso você ou seu médico precise, a AMEMM pode auxiliar fornecendo informações sobre o uso medicinal da maconha ou te ajudando a encontrar um médico que prescreva próximo a você. Saiba mais: Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal (AMEMM), ou escreva para contatoamemm@gmail.com
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
O uso do cannabidiol (CBD) para o tratamento de eplepsia
- O que é o cannabidiol?A Cannabis sativa é uma planta que contém aproximadamente 60 compostos farmacologicamente ativos (figura 1). O cannabidiol é um destes componentes, foi identificado em 19631. Tem as características de ser não psicoativo (não causa alterações psicosensoriais) e de ter baixa toxicidade e alta tolerabilidade em seres humanos e animais2.Figura 1. Planta Cannabis sativa
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
O poder da maconha medicinal, os limites do uso do CBD isolado e um pouco de história
por Sergio Vidal, Presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal e autor do livro "Cannabis Medicinal introdução ao cultivo indoor"
O que chamamos maconha são as flores das plantas fêmeas da espécie Cannabis sativa, em qualquer uma de suas variedades. Todas as variedades de maconha produzem plantas machos e fêmeas. As fêmeas produzem em suas flores uma grande quantidade de uma resina pegajosa. A maconha sintetiza naturalmente um número acima de 500 compostos, dos quais mais de 90 tipos produzidos exclusivamente por plantas dessa espécie, os chamados cannabinóides. Entre os mais conhecidos estão o THC 9, THC 8, CBN, THCV, CBC e o CBD, também como Cannabidiol, que atualmente é o que tem ganho maior destaque na mídia e foi liberado para uso medicinal e científico no país.
A maconha é usada pelos seres humanos para diversas finalidades medicinais e terapêuticas, dentre outras, há milhares de anos. A farmacopéia mais antiga da humanidade (livro medicinal contendo relação de doenças e respectivos remédios), escrito no ano de 3.750 antes de Cristo, já recomendava a erva para o tratamento de diferentes doenças e sintomas.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Usando maconha medicinal legalmente
Essa semana vou mudar um pouco o foco dessa coluna, deixando de falar diretamente sobre cultivo para falar um pouco do uso medicinal da maconha e de como é possível realiza-lo no Brasil. Decidi falar sobre esse tema porque todos os dias recebo mensagens de pessoas ou que tem alguma alguma doença, ou que conhece algum paciente, que poderia se beneficiar com o uso medicinal da maconha ou dos seus derivados.
Apesar do uso da maconha para fins científicos e medicinais já ser legalizado, conforme a Lei 11.343, em vigor desde outubro de 2006, somente em janeiro do ano passado é que a ANVISA, agência nacional de vigilância sanitária, passou a ser pressionada por diferentes atores políticos, por uma imediata regulamentação dos usos medicinais. Com o aumento da demanda a anvisa se viu obrigada a criar os protocolos necessários para regulamentação de diferentes formas de distribuição do medicamento. No entanto, restringiu apenas a produtos importados, que não contenham THC. Isso porque o THC tem propriedades psicoativas, ou seja, ele chapa. Por isso, ele é o motivo pelo qual a regulamentação no Brasil esta sendo tão capenga e atingindo apenas o CBD importado. Aliás, falando honestamete, a culpa não é do THC e sim do preconceito e ignorância a respeito dos usos medicinais da maconha.
Por conta disso hoje, muitas pessoas que precisam de produtos à base de CBD já encontram na ANVISA protocolos mais ou menos estabelecidos, para uma pequena variedade de produtos contendo o princípio ativo. Já para as pessoas que precisam se produtos que contenham THC o caminho tem sido obstruído, restando apenas a via judicial.
Para qualquer paciente que necessite da maconha medicinal eu sugiro o seguinte caminho:
1) Pesquise ao máximo as aplicações da Cannabis para a enfermidade ou sintomas em questão e junte as publicações científicas que encontrar sobre o tema. Nem tudo é tratado com maconha, apesar dela poder ser utilizada para uma variada quantidade de situações. Mesmo assim, cada caso exige uma combinação específica de princípios ativos e forma de administração que seja mais eficiente;
2) Junte cópia de todos os exames, receita dos remédios que toma (caso já tome algo para o mesmo fim), do laudo e tudo mais que puder comprovar o quadro atual do paciente;
3) Você precisa ser honest@ com @ médic@ que acompanha seu caso e falar sobre sua intenção de tentar a maconha medicinal, se houver resistência, tente outr@s profissionais;
4) A prescrição d@ profissional médic@ é o passo inicial do processo para requerer a autorização especial da ANVISA. Se tiver dificuldade em conseguir, entre em contato que podemos ajudar;
5) Seja necessidade por produtos contendo apenas CBD, ou que também contenham THC, todo processo começa encaminhando toda a documentação citada acima para a ANVISA, dando início ao pedido da autorização especial;
6) É muito importante contar com a ajuda de um advogado ou defensor público, especialmente nos casos que demandam THC e, portanto, disputa judicial;
7) Nos casos que demandam exclusivamente CBD o protocolo e relativamente mais simples, mas as autorizações estão sendo emitidas apenas para a importação, já que ainda não existem empresas comercializando no Brasil, o que deve ocorrer em breve já que algumas empresas já fizeram o pedido junto a ANVISA;
8) Caso o paciente seja de baixa renda é necessário entrar com um processo na justiça para solicitar que o estado arque com os gastos, o que já vem ocorrendo em alguns casos.
Espero ter ajudado a esclarecer um pouco mais sobre um tema tão importante e ao mesmo tempo polêmico. Por se tratar de um tema ainda novo e ainda em disputa político e burocratica, tudo depende ainda da interpretação dos órgãos públicos e dos seus funcionários, bem como dos atores do Poder Judiciário.
Seja como for, atualmente, diferentes ativistas e coletivos em todo o país estão engajados na luta da maconha medicinal e certamente alguém perto de você pode ajudar. Nós da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal estamos abertos a todo tipo de pacientes e pessoas interessadas. Caso precise de ajuda, conte conosco.
Envie sua duvida para hempadao@gmail.com
Abraço e até semana que vem.
+info: publicado originalmente no blog parceiro Hempadão
Opinião: Precisamos regulamentar e nacionalizar com urgência a produção de maconha medicinal
Por Sergio Vidal
Hoje, inúmeros cientistas em diferentes países aceitam o uso de remédios feitos à base de maconha como eficazes para tratar doenças e aliviar sintomas variados, entre as quais: AIDS, anemia falciforme, anorexia, ansiedade, artrite, ataxia, câncer, dependência por drogas, desordens digestivas, doença de crohn, distonia, dores crônicas, enxaqueca, cólicas, epilepsias, esclerose múltipla, esclerose amiotrófica lateral, espasticidade, glaucoma, reumatismo, dentre outras.
No Brasil, milhões de pessoas poderiam se beneficiar com o uso de fármacos contendo os princípios ativos da planta. Porém, cada doença e enfermidade exige um equilíbrio bioquímico específico entre cannabinóis, terpenos, um modo de administração singular, e cada variedade genética de maconha tem uma combinação específica dos compostos naturais. São mais de 85 moléculas produzidas exclusivamente por plantas de maconha, além do THC e CBD, os mais conhecidos.
Qualquer pessoa que tenha se aprofundado um pouco mais na história do Brasil que não contam nas escolas sabe que, desde o início da colonização até quase o século XX, muitos brasileiros cultivaram legalmente maconha em diversas regiões do país, inclusive o próprio governo, por meio da Real Feitoria do Linho-Cânhamo. As produções tinham como objetivo principal a extração das fibras das plantas. À época, principal cultivo têxtil no mundo. Mas o cultivo era tão difundido culturalmente que também havia muitos usos para fins medicinais, e suas sementes, embora não tendo princípios ativos, mas apenas nutrientes benéficos e óleos vegetais, eram usadas como alimento humano e matéria-prima do óleo combustível para lamparinas, dentre outros usos registrados em documentos.
Nessa época, havia o uso medicinal tradicional feito pela população com a erva comprada nas feiras e boticários, ou cultivada em casa, e também o uso medicinal oficial, com médicos prescrevendo diferentes remédios à base da resina da maconha, para variadas enfermidades e sintomas, vendidos nas farmácias com autorização do Estado.
Em 1932, alguns políticos, ignorando os apelos feitos na época por médicos e farmacêuticos, proibiram totalmente a maconha, com o objetivo de conter o consumo recreativo, e “regular” os usos medicinais, científicos e industriais. Fizeram isso sem sequer levar em conta as inúmeras pessoas que sofreriam por falta de acesso aos medicamentos. No entanto, a violenta política proibicionista teve como consequência o fato de que o uso industrial das fibras e o uso medicinal foram totalmente extintos por conta da burocracia impeditiva, enquanto, por outro lado, a produção clandestina voltada para o uso recreativo não foi contida; ao contrário, se expandiu.
Hoje (14), em reunião especial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende discutir a regulamentação do uso de produtos exclusivamente à base de CBD, ou que contenham quantidade muito reduzida de THC ou outros compostos. Porém, apenas um número limitado de pacientes necessita de remédios contendo apenas CBD. A grande maioria das doenças precisa de uma combinação do CBD com as outras moléculas, e alguns precisam inclusive de grandes doses de THC. Além disso, a agência se propôs a discutir apenas a importação de produtos, excluindo a possibilidade da produção nacional.
Essa atitude afeta milhões de pessoas que necessitam de remédios com cannabinnóides que continuarão proibidos e também aqueles que não têm o dinheiro para arcar com os altos custos da importação. Cabe agora à sociedade civil organizada pressionar para que o governo e a Anvisa não cometam o mesmo erro do passado e tornem impeditivo o cultivo e produção nacional para fins de pesquisa e uso medicinal, algo que já está previsto desde 2006, quando entrou em vigor a Lei 11.343.
As leis jamais deveriam ser feitas para bloquear o acesso de pessoas doentes aos medicamentos. O que realmente precisamos é de uma regulamentação dos usos da maconha para fins científicos e medicinais que seja plena e inclusiva e não atenda somente a alguns interesses específicos. É preciso que todos os tipos de remédios à base da planta, indicados para todas as enfermidades, estejam acessíveis a todos. E não é regulamentando exclusivamente a importação de CBD que vamos fazer isso.
+info: originalmente publicado na Revista Fórum, janeiro, 2015
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É suficiente legalizar apenas o Cannabidiol?
Por Sergio Vidal
No último dia 14 de janeiro a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decidiu regular os usos do cannabidiol (CBD). Em breve empresas, órgãos governamentais e instituições sem fins lucrativos poderão requerer autorização para cultivar maconha e produzir medicamentos à base da planta, desde que contenham exclusivamente CBD.
A maconha sintetiza naturalmente um número acima de 500 compostos, dos quais mais de 90 tipos são produzidos exclusivamente por plantas dessa espécie, os chamados cannabinóides. Entre os mais conhecidos estão o THC 9, THC 8, THCA, CBN, THCV, CBC, CBDA e o CBD, único liberado pela ANVISA para uso medicinal e pesquisas científicas.
A maconha é usada pelos seres humanos para diversas finalidades medicinais e terapêuticas há milhares de anos. A farmacopéia mais antiga da humanidade (livro medicinal contendo relação de doenças e respectivos remédios), datada de 3.750 antes de Cristo, já recomendava a erva para o tratamento de diferentes doenças e sintomas. Hoje, inúmeros cientistas em diferentes países aceitam o uso de remédios feitos à base de maconha como eficazes para tratar doenças e aliviar sintomas variados, entre as quais: AIDS, anemia falciforme, anorexia, ansiedade, artrite, ataxia, câncer, dependência por drogas, desordens digestivas, doença de crohn, distonia, dores crônicas, enxaqueca, cólicas, epilepsias, esclerose múltipla, esclerose amiotrófica lateral, espasticidade, glaucoma, reumatismo, dentre outras.
No Brasil, milhões de pessoas poderiam se beneficiar com o uso de fármacos contendo os princípios ativos da planta. No entanto, cada doença e enfermidade exige um equilíbrio bioquímico específico entre cannabinóides e um modo de administração próprio. Além disso cada variedade genética de maconha produz uma combinação específica desses compostos naturais.
Muitos estudos apontam o uso do cannabidiol isolado ou em combinação com diferentes doses de outros cannabinóides como muito eficiente no tratamento de algumas das doenças citadas. No entanto, apenas um número limitado de pacientes necessita de remédios contendo exclusivamente CBD. A grande maioria das doenças precisa de uma combinação dele com os outros compostos e alguns precisam inclusive de grandes doses de THC.
A regulamentação aprovada na última reunião da ANVISA é muito restritiva excluindo milhões de pessoas que necessitam de remédios com cannabinnóides que continuarão proibidos e também aqueles que não têm o dinheiro para arcar com os altos custos da importação. Cabe agora à sociedade civil organizada pressionar para que o governo e a Anvisa não mantenham essa regulamentação impeditiva e autorize o cultivo e produção nacional para fins de pesquisa e uso medicinal de todos os tipos de plantas de cannabis, com seus diferentes tipos de compostos medicinais.
As leis jamais deveriam ser feitas para bloquear o acesso de pessoas doentes aos medicamentos. O que realmente precisamos é de uma regulamentação dos usos da maconha para fins científicos e medicinais que seja plena e inclusiva e não atenda somente a alguns interesses específicos. É preciso que todos os tipos de remédios à base da planta, indicados para todas as enfermidades, estejam acessível e disponível a todos, inclusive através do Sistema Único de Saúde.
+Info: Publicado originalmente no jornal sergipano Cinform, e também no blog parceiro Hempadão
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