quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Vereadora recua contra Marcha da Maconha
domingo, 23 de agosto de 2009
CARTA PÚBLICA: COORDENAÇÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE PSICOLOGIA E COMISSÃO ORGANIZADORA DO XXII ENEP
sábado, 1 de agosto de 2009
A reação cidadã
segunda-feira, 29 de junho de 2009
ANANDA: Cultura, Política e Informação sobre maconha nas ruas de Salvador
"Integrantes da ANANDA apresentam o material para a Polícia Civil e Militar"
Começamos distribuindo alguns cartazes pelo chão e fincando as interrogações verdes para iniciar a composição do cenário para o funeral da Maria da Legalização, nossa musa da Marcha em Salvador, que só irá sair do caixão onde padece junto com a Constituição Federal quando a Marcha puder ser realizada. Nesse momento, um representante da Polícia Militar nos procurou para consultar se tínhamos conhecimento da manutenção da decisão da Juíza proibindo a Marcha e se sabíamos dos riscos de incorrer no crime de apologia. Informamos a ele que sabíamos da decisão judicial e dos limites legais para a realização da Manifestação, mas que todo nosso material encontrava-se dentro desse limite que estávamos ali dispostos a mostrar todo o conteúdo do Ato para ser apreciado. Distribuímos os restos dos cartazes e demos a ele um dos nossos panfletos, da campanha “Pelo Fim de uma Farsa!”. Ele concordou não haver apologia nos nossos conteúdos e ficou acompanhando a Manifestação, junto com outros polícias militares. No total, além dos 5 agentes da Polícia Civil, tinham 3 viaturas da Polícia Militar e um helicóptero da Política Militar chegou a sobrevoar o Farol da Barra.
"Trechos do Art. 5º da Constitução Federal"
"Biblioteca Intinerante da ANANDA"
Mas essa é apenas uma batalha numa Guerra muito difícil, penosa e sem muitas recompensas, contra uma política que tem raízes recentes na história, menos de 100 anos, mas que tem deixado marcas muito profundas e dolorosas em toda a sociedade. Nessa luta não adianta apenas contar com o apoio do Estado, ou da Polícia, ou de instituições como a ANANDA, mas é preciso que toda Sociedade se envolva, tome a questão para si. Só assim poderemos mudar alguma coisa na realidade social.
Basta clicar no ícone “Consultas Processuais”, selecionar as opções: 2ª Grau; por número do processo; adicionar o número 34358-4/2009 e acionar a busca.
domingo, 21 de junho de 2009
Justiça Seja Feita!
Ao chegarmos lá, a primeira resposta foi de que só poderíamos consultar a decisão e os outros documentos com um advogado. Atualmente já contamos com ajuda de uma advogada, mas contestamos essa informação, pois, já que ainda não estamos sendo julgados e nem fomos indiciados, não precisamos obrigatoriamente de um advogado ou defensor. O Juiz presente na hora foi consultado e decidiu que poderíamos ter acesso ao processo, mas só poderiam ser feitas fotocópias da decisão e não de todos os documentos.
Lemos muitos trechos dos documentos e vimos que as acusações levantadas contra nós são totalmente infundadas. A principal acusação é de que a Ananda seria uma organização de atuação clandestina relacionada com o tráfico de drogas e interessada em incentivar o uso de maconha, através da realização da Marcha da Maconha. No entanto, os documentos anexados ao processo para justificar tais acusações não a endossam de forma alguma, pelo contrário, demonstram que a Ananda tem uma atuação eminentemente técnica e política, o que fica explícito nos conteúdos de apresentação do nosso trabalho e na forma ética e idonêa com a qual são selecionadas e publicadas todas as informações em artigos e notícias tanto em nosso blog - www.noticiascanabicas.blogspot.com, quanto nos dos site da Marcha Brasil - www.marchadamaconha.org, muitos dos quais anexados aos autos do processo.
Os integrantes da Ananda gostariam de deixar claro que de forma alguma têm procurado o anonimato como forma de escapar à qualquer responsabilidade. Muito pelo contrário, procuramos desde o princípio expor às claras nosso trabalho. Se quiséssemos nos manter ocultos não estaríamos organizando manifestações públicas, debates, palestras, exposições de foto, vídeo, arte, nem estaríamos aceitando os muitos convites recebidos para participar de eventos na Bahia e
Agora, o que não podemos admitir é que mesmo mantendo nossos trabalhos, objetivos e formas de atuação às claras, sejamos acusados de envolvimento com atividades clandestinas ou criminosas. Nosso trabalho é sério e gostaríamos de ter o mesmo nível de respeito dedicado à outras instituições que, como nós, são reconhecidas publicamente por também fazerem trabalhos relevantes nessa área temática.
A fotocópia da decisão (nº2572030-7/2009) será anexada ao Habeas Corpus (nº 34358-4/2009) protocolado no dia 29 de maio. A consulta ao processo do Hábeas Corpus pode ser feita através do site www.tj.ba.gov.br, no ícone “Consultas Processuais”. Basta selecionar as opções: 2ª Grau; por número do Habeas Corpus processo; adicionar o número do documento e acionar a busca.
A Ananda entende que promover o acesso a informações a respeito dos trâmites necessários para realização de um diálogo com a Justiça que possibilitem a realização de manifestações a respeito do tema é também uma ação que fortalece a autonomia dos cidadãos, auxiliando-os na difícil tarefa de assegurar seus direitos fundamentais.
Nesse sentido, decidimos colocar a disposição dos interessados o documento do pedido de Hábeas Corpus para que seja adaptado e usado de acordo com as necessidade da militância local em cada cidade. Para acessar o documento do Habeas Corpus: CLIQUE AQUI.
Agora, é uma questão de tempo, crença na Democracia e no trabalho sólido, digno e eficaz que sempre realizamos, para que a Justiça seja feita... Por todos nós, cidadãos que construímos diariamente não só a Justiça, mas toda essa Nação.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Uma audiência histórica...
Nenhuma das instituições ou indivíduos que organizam ou apenas frequentam as Marchas da Maconha acham que o uso de maconha deva ser estimulado, muito menos propagandeado ou incentivado em massa, como atualmente ocorre com o álcool e o tabaco. Somos cidadãos responsavéis e a cada dia que passa o número crescente de pessoas que apoiam nosso trabalho só ajuda a reafirmar isso. O Excelentissímo Ministro Carlos Minc apenas percebeu o que a cada dia mais instituições e indivíduos têm percebido: A humanidade convive com o uso de maconha e outras drogas há mais de 10.000 anos e isso só se tornou um problema grave após ser decretada uma Guerra de extermínio às drogas e aos seus produtores e consumidores.
O ideal de um mundo sem drogas é um fracasso reconhecido até mesmo pelos atuais membros do Conselho e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. É exatamente isso do que se trata a Marcha da Maconha: Lembrar que as atuais leis e políticas são inspiradas num modelo fracassado e amparado por dados científicos equivocados, exigindo por isso mudanças na forma de lidar com a questão. Chamar atenção de que tratar usuários de drogas como criminosos não resolve o problema da violência e que eles não querem infringir mal a si mesmos ou aos outros, apenas querem ter seus direitos assegurados com todo cidadão. Reconhecer que alguns usam por hábito, curiosidade, busca de prazer, inclusão, outros por compulsão, mas condená-los, seja qualquer tipo de uso, à marginalização social e legal é uma violência contra os indivíduos muito maior do que qualquer uso abusivo. Denunciar que numa sociedade menos miope e violenta, já teríamos ao menos autorizado e até mesmo incentivado o debate público a respeito do tema.
Mas no Brasil, o que tem ocorrido é a articulação de grupos que se opõem não apenas à revisão das formas de tratamento dadas aos usuários, mas à realização de debates e manifestações públicas sobre as políticas e leis sobre drogas. É uma demonstração pública de organização que assusta as pessoas atualmente interessadas em cuidar prestar atenção, cuidados e informação aos usuários de drogas, ajudando-o a ter maior autonomia sobre sua existência e sobre o acesso à saúde e cidadania.
Hoje, Carlos Minc falará aos Deputados os motivos pelos quais acredita ser importante discutir a descriminalização da maconha. Será uma audiência histórica e espero que seja o início de uma série de audiências históricas sobre o tema. Tenho certeza que o Minc saberá expor muito bem os inúmeros motivos mais do que conhecidos das pessoas mais antenadas à atualidade para os nosso Excelentíssimos Deputados. Mas acredito que esse pronunciamento só poderá se tornar realmente importante se todos tivermos condições de assísti-lo. Infelizmente eu não tenho como gravar, nem como assistir. Mas como tenho fé na Era da Informação, aguardo ansioso pelo ativistas individuais que certamente gravarão as falas do Ministro e dos Deputados de alguma forma, seja na mente, nos corações, em uma blogada, ou em DVD mesmo. O importante é que esses discursos se multipliquem e que o processo de desencantamento da repressão, para usar uma expressão do saudoso Gey Espinheira, se torne ainda mais agudo, como deve ser.
