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sábado, 19 de setembro de 2009

LUTO: Morre Jack Herer - The Cannabis Hero


Jack Herer - Cannabis Hero (Herói da Cannabis)


Segundo informações dos sites CannabisNews e Examiner, um dos maiores ativistas pró-legalização da maconha, autor de diversos livros sobre o tema, Jack Herer, morreu no último dia 15 de setembro, após um ataque cardíaco. Jack Herer é um dos responsáveis pelo atual cenário de ativismo e cultura canábica, pois atua na área desde a década de 70, quando a repressão à discussão era bem maior.

Herer deixa saudades. O Cannabis Hero - Herói da Cannabis - como era chamado, foi um paladino que nunca se deixou abater pelas dificuldades de pregar as idéias certas numa época em que tais idéias são consideradas perigosas. Herer foi perseguido, censurado, maldito, dentre muitas outras atrocidades cometidas em nome da Guerra às Drogas.

Herer batalhou tanto pela causa da Maria, que uma linhagem da planta foi desenvolvida especialmente para levar seu nome: Jack Herer - A plantinha em close à esquerda.

Agora, nos resta lembrar das grandes lições deixadas por esse mestre, manter acesa a chama das suas batalhas e permitir que Jack Herer e suas idéias continuem iluminando nosso caminho. Boa travessia Jack - Missão cumprida!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

22/07: Dia em Memória das Vítimas da Guerra às Drogas

E-mail enviado pelo companheiro Dênis Petuco, educador popular, redutor de danos, terapeuta comunitário e cientista social. Dênis fez uma tradução rápida de uma carta recebida por um ativista na Dinamarca e disponibiliziu para nós uma versão. Acrescento apenas que à triste conta exibida na carta, poderia ser somado os dados de outros países. Milhares ou milhões de pessoas que já morreram, vítimas diretas ou indiretas da Guerra às Drogas e suas consequências - postura política oficialmente adotada por diversos países desde o início do século XX, incluindo o Brasil. Continuamos em luto por essas vítimas e, infelizmente, não temos perspectiva de quando esse luto poderá terminar.


"Copenhagen, 22 de julho de 2009 – Dia da Memória

Seis anos atrás, a União Dinamerquesa de Usuários de Drogas (BrugerForeningen) estabeleceu um monumento, na qual a marca o Dia Internacional da Lembrança para Usuários de Drogas. Uma pedra e inscritos em uma árvore na esquina de um pequeno pedaço de grama triangular, em uma rua paralela a uns dos principais locais de uso de drogas de Copenhagen.

Eu participei de todas estas cerimônias, e todos os anos um novo dispositivo é utilizado para indicar o número de registros oficiais de overdoses na Dinamarca. Este ano, a relva estava coberta com filas de pequenas cruzes brancas: 275 deles. Cada marcação triste lembra a gratuita perda de uma vida. Sentado no meio das cruzes antes da cerimônia, tentava pensar. Fiquei chocado com a obscenidade do espetáculo e do que ela representava. 275 vítimas de uma imoral e inútil guerra às drogas. Cada uma destas cruzes não representa uma morte relacionada à droga, mas à proibição, que com seus efeitos colaterais, causa estas mortes.


Eu tentei falar destas coisas, mas as palavras não me ajudaram muito. Vito Georgievski, da Macedônia, e o secretário-geral da INPUD (Rede Internacional de Pessoas que Usam Drogas), Mikael Johanesson, da União de Usuários de Drogas da Suécia, cada um falou da situação dos usuários de drogas em países com regimes de controle especialmente duros. Jørgen, Presidente da BrugerForeningen, falou da dificuldade para angariar apoio em torno dos debates sobre leis para heroína na Dinamarca.


Termino com um trecho de um canto de uma canção dinamarquesa de resistência ao nazismo; seu verso final é pungente, como nós, consumidores de drogas que continuamos resistindo à guerra que está sendo travada contra nós.

Luta por tudo o que você amar,

Combate à morte, se necessário,

Então, nem vida nem morte vão parecer demasiado duras.


Eliot Albert"