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domingo, 28 de março de 2010

Legalização e controle estatal de todas as drogas

Legalização e controle estatal de todas as drogas para a constituição de um fundo social para a saúde pública

Henrique Carneiro

Uma política sobre drogas deve abranger os três circuitos de circulação das drogas psicoativas existentes na sociedade contemporânea: o das substâncias ilícitas, o das lícitas de uso recreacional e o das lícitas de uso terapêutico.

A divisão estrita entre estes três campos é recente e sempre vem se alterando. O álcool já foi remédio, tornou-se droga proibida e voltou a ser substância de uso lícito controlado. Outras, como os derivados da Cannabis, que por milênios fizeram parte de inúmeras farmacopéias, foram objeto de uma proscrição oficial no século XX, a ponto de a ONU querer “erradicar” essa planta, assim como outras tais como a coca e a papoula produtora de ópio. Hoje a Cannabis, entretanto, tem uso medicinal reconhecido em muitos estados norte-americanos e em outros países.

Qual a fronteira conceitual estrita, no entanto, que separa essas drogas? LSD, DMT ou MDMA, não possuem usos terapêuticos? O que é recreacional e o que é terapêutico? Esse último campo deve estar submetido apenas a monopólios de especialistas ou deve também abranger um amplo uso de técnicas de auto-cura?

Pretendo, neste texto, defender um regime mais “equalizador” em relação aos três tipos de substâncias mencionadas e, ao mesmo tempo que antiproibicionista, mais severo em relação a interdição da publicidade e da facilidade do acesso. Como “substâncias essenciais” devem ser objeto de um tipo de emprendimento que não permita a intensificação do estímulo contínuo ao consumo e, consequentemente, lucros sempre crescentes, inerentes ao interesse privado. Defendo assim, a criação de um “fundo social” constituído com o faturamento de um mercado legalizado e estatizado de produção de drogas psicoativas em geral, tanto as ilícitas como as legais.

Leia o texto completo no site do Coletivo DAR - Desentorpecendo a Razão

sábado, 1 de agosto de 2009

Henrique Carneiro participa de Reunião da ANANDA


Na reunião da ANANDA do último dia 15 de julho tivemos a presença iluminada do historiador Henrique Carneio, pesquisador do NEIP e professor do Departamento de História da USP. Conheci Henrique quando participei de um curso promovido pelo NEIP - Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos, em 2006, após o qual passei a fazer parte do Núcleo. Desde então temos mantido correspondência e ele tem mostrado muito interesse no trabalho da ANANDA. Aproveitando uma passagem a trabalho por Salvador, Henrique nos deu a oportunidade de dar sua colaboração às idéias e atividades do grupo e pode entender um pouco melhor nossas propostas e formas de atuação.

Na reunião, discutimos diversos assuntos, entre eles: A participação de Luana Malheiro na CLAT5; As formas de atuação no CONUNE (ainda desconheciamos que a passagem havia sido cancelada); Os próximos debates que vamos organizar e participar em agosto e setembro; A reestruturação do layout do site e de algumas campanhas atualmente em andamento; A participação da ANANDA no Congresso da ABRAMD, entre outros assuntos sobre posicionamentos políticos e ideológicos sobre diversas questões relacionadas à temática de trabalho.

Esperamos poder em breve tê-lo mais uma vez entre nós compartilhando suas idéias e sua enorme energia em trabalhar por políticas e leis sobre drogas mais justas e eficientes. Grande abraço companheiro!