Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de abril de 2015

3 WorkShops de Cultivo e uma aula pública sobre História do Proibicionismo no Brasil

A partir do dia 20 de abril começam a ocorrer em diferentes cidades as Marchas da Maconha, promovidas por diferentes coletivos antiproibicionistas para marcar a luta pela legalização da maconha no Brasil. A lista completa de manifestações pode ser vista no site www.marchadamaconha.org

Em sintonia com o momento político, Sergio Vidal foi convidado a participar de diversas atividades relacionadas com o tema que se iniciaram no último dia 10 (sexta-feira), em São Paulo, com uma Oficina de Cultivo ministrada na sede da Associação Cultural Cannábica de São Paulo - ACUCA.

Aula na sede da ACUCA-SP 
No próximo dia 17 (sexta-feira), às 14hs, Sergio ministrará uma aula pública na Universdidade Católica do Salvador (Salvador, Bahia) com o título "Usos e Abusos das Políticas e Leis sobre Substâncias Psicoativas no Brasil", a convite do advogado e professor Cacá Ribeiro. Maiores informações 

Ainda na sexta-feira, às 19hs, Sergio participará da II Reunião de Organização da Marcha da Maconha de Salvador, que ocorrerá na sede do Diretório Central de Estudantes da UFBA (Rua Caetano Moura, n. 142. Saiba mais no link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/880006935378659/

No sábado, dia 18, participará do I Seminário Libertando-se do Tráfico: plantio caseiro de cannabis medicinal, organizado pelo ativista Cultivador de Estrelas. Na ocasião terá a honra de dialogar com os ilustres ativistas antiproibicionistas André Kiepper, Emílio Figueiredo e Orlando Zaccone. Para saber mais, visite a página do evento no Facebook: 


Nos dias 24 e 25 (sexta e Sábado) irá apresentar WorkShops sobre cultivo indoor e outdoor na loja Green Power, que está inaugurando sua filial em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Maiores informações pelo link do evento no Facebook ou no site da GreenPower:


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Faltam 4 dias para a Marcha da Maconha! Divulgue e compareça nas Oficinas!


O QUE: Caminhada Pelo Respeito à Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos na Elaboração de Políticas Públicas e Leis sobre Drogas.

QUANDO: 5 de dezembro - sábado (Concentração às 16hs)

ONDE: FAROL DA BARRA

RELEASE: CLIQUE AQUI

ORKUT - CLIQUE AQUI

HISTÓRICO - CLIQUE AQUI

CONTATOS: (71) 81771488 ou contatoananda@gmail.com

AVISO: Por se tratar de uma manifestação que tem por objetivo alterar a legislação, que proíbe e criminaliza o uso e a comercialização de substancias psicoativas, sugerimos que menores de 18 anos compareçam a manifestação acompanhados de seus responsáveis.

Avisamos também que enquanto a legislação não for alterada, continua sendo proibido o porte e uso destas substancia, e que a não observação destas normas permanece sendo considerado um crime em nossa sociedade. (Lei Anti-drogas - 11.343)

Oficinas de Arte e Ativismo

As Oficinas são espaços para criação de cartazes, faixas, fantasias e outras formas de expressão artística e política para serem expostas na Marcha. Além disso, as Oficinas também são espaços para troca de experiências sobre ativismo e ciber-ativismo e discussões sobre as políticas e leis sobre a maconha e outras drogas.

Quando: Quinta-feira, 18hs e sábado, 10hs
Onde: Sede do DCE/UFBA. Federação, em frente à Fac. de Arquitetura.
O que levar?
Material de Consumo: EVA; Kami; Cartolina; Papel (A4, A3, 'metro' e outros); ; Tintas de todas as cores, principalmente verde, vermelho e preto; Cola branca; Tubos de cola quente; Pregos; fita adesiva; E tudo mais que sua imaginação mandar...

Material reciclavél: Garrafas PET; Caixas de Papelão; Cabos de vassoura; E tudo mais que sua imaginação mandar...

Material de uso: Tesoura, grampeador, pincel (vários tamanhos), lápis, caneta, caneta-piloto, estilete, martelo, E tudo mais que sua imaginação mandar...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os males do baseado, nada sério quando comparado ao álcool!

O jornal espanhol “el mundo” divulgou uma matéria apresentando os resultados de uma pesquisa realizada pela The Lancet- http://www.thelancet.com indicando os males da marijuana. “Crises de ansiedade, reações de pânico e aparições de sintomas psicóticos são os efeitos adversos registrados, principalmente nos consumidores iniciantes”. Os usuários de maconha, segundo eles, apresentam risco consideravelmente mais alto de ter problemas respiratórios. Continuam afirmando que déficits de atenção, memória e aprendizagem são comuns entre pessoas que abusam de maconha. Também são citados os riscos de acidentes e traumatismos pelo consumo da droga.

Tudo isso sem novidades! Novidade mesmo é a campanha do grupo de ativista Marijuana Policy Project - http://www.mpp.org/ que deu inicio a uma campanha oferecendo dez mil dólares para quem provar que a maconha é mais prejudicial que o álcool. O grupo tenta dessa forma levantar a polêmica e trazer a reflexão dos motivos reais para a proibição da maconha, droga menos nociva que o álcool, consumido em larga escala em nossa sociedade.

Veja o anuncio no youtube:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ativistas protestam plantando maconha na sede do DEA

Ativistas que participavam da Convenção Anual da Hemp Industries Association (HIA) promoveram uma manifestação polêmico, um verdadeiro ato de desobediência civil. Na frente da sede do Museu do DEA - Drug Enforcement Agency, fazendeiros, advogados, empresários e outros cidadãos que lutam pela legalização do uso do cânhamo plantaram sementes de Cannabis sativa, para lembra as intervenções federais contra o uso industrial e medicinal da planta em Estados onde isso é permitido.

Leia na íntegra: StopTheDrugWar
Assista o vídeo:

sábado, 19 de setembro de 2009

LUTO: Morre Jack Herer - The Cannabis Hero


Jack Herer - Cannabis Hero (Herói da Cannabis)


Segundo informações dos sites CannabisNews e Examiner, um dos maiores ativistas pró-legalização da maconha, autor de diversos livros sobre o tema, Jack Herer, morreu no último dia 15 de setembro, após um ataque cardíaco. Jack Herer é um dos responsáveis pelo atual cenário de ativismo e cultura canábica, pois atua na área desde a década de 70, quando a repressão à discussão era bem maior.

Herer deixa saudades. O Cannabis Hero - Herói da Cannabis - como era chamado, foi um paladino que nunca se deixou abater pelas dificuldades de pregar as idéias certas numa época em que tais idéias são consideradas perigosas. Herer foi perseguido, censurado, maldito, dentre muitas outras atrocidades cometidas em nome da Guerra às Drogas.

Herer batalhou tanto pela causa da Maria, que uma linhagem da planta foi desenvolvida especialmente para levar seu nome: Jack Herer - A plantinha em close à esquerda.

Agora, nos resta lembrar das grandes lições deixadas por esse mestre, manter acesa a chama das suas batalhas e permitir que Jack Herer e suas idéias continuem iluminando nosso caminho. Boa travessia Jack - Missão cumprida!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Marijuana em intervenção urbana



Mais adequado ao nosso contexto, impossível. Em meio a campanhas marqueteiras "antidrogas" criminosas,irresponsáveis e até mesmo mentirosas, vale comentar esta bela iniciativa na cultura canábica de Porto Alegre. Um artista, apropriando um slogan famoso, trabalhou nas ruas exatamente a necessidade de diferençarmos padrões de uso entre as drogas tornadas ilícitas.


LEIA NA ÍNTEGRA: PRINCÍPIO ATIVO


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ananda na Festa Aquarius - CE

Rafael Baquit, integrantes da Ananda em visita à sua terra natal decidiu não largar a função. Logo se articulou com a galera e promoveu uma ação de redução de danos e informação sobre drogas na festa Aquarius, ocorrida no último dia 5 de setembro. Baquistones nos enviou a foto abaixo pra comprovar que estava na função! Abraço e saudades, Baquistones man!

Cartaz da Campanha "Pelo Fim de uma Farsa!"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Em que pé andam as Ações da Procuradoria Geral da República?

No dia 22 de julho a Procuradora-geral da República, Deborah Duprat, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), alegando desrespeito a direitos fundamentais, como liberdade de expressão e de reunião, através da proibição de atos públicos a favor da legalização das drogas.

O Processo está correndo e já contamos com algumas manifestações relativas a ADI, como a da Câmara dos Deputados, que relata que "não há o que esta Presidência informar" e a da Presidência da República.

A manifestação da Presidência da República faz várias considerações: reconhece que a participação em um evento pela mudança na lei relativa ao uso de uma substância considerada ilegal hoje não pode ser considerada apologia ao crime, mas afirma que há uma linha tênue entre o tipo penal e a liberdade de expressão pela mudança legislativa, sendo necessária a análise de caso a caso. Por fim, entende que "a presente ação não deve ser conhecida".

Para acompanhar o andamento basta entrar no site do STF e ir no ícone de Acompanhamento Processual. Digite o número do processo (4274 ou 187) e selecione ADI/4274 ou ADPF 187. Clique no ícone em vermelho "Peças Eletrônicas" e tenha acesso a todos os documentos já disponibilizados pelo STF.

Encod no Festival Paredes de Coura 2009



A Encod - Coligação Européia por Políticas de Drogas Justas e Eficazes estave presente no Festival Paredes de Coura 2009, na região norte de Portugal. A Encod manteve um stand durante o evento para oferecer informações e conhecimentos a respeito das políticas e leis sobre drogas, do movimento antiproibicionista e de práticas de redução de danos e cuidado com a saúde.

Segundo Jorge Roque, da Encod, foi surpreendente a quantidade de pessoas que se identificaram com as mensagens do grupo, mas que ainda desconheciam a existência de organizações que atuavam para a mudança nas políticas e leis sobre drogas e que estava disposta a escutá-los.

A Encod sugere a tod@s @s ativistas no mundo inteiro que procurem se aproximar de organizadores de eventos e festivais como esse, para aproveitar o enorme potencial de mobilização e difusão de informação que essas oportunidades proporcionam. A Encod se coloca a disposição para ajudar no que for possível, para viabilizar a participação de ativistas nesse tipo de eventos e sugere que esse tipo de ação seja planejada e negociada com meses de antecedência.

VEJA FOTOS DO EVENTO: CLIQUE AQUI

*Essa matéria foi enviada por Jorge Roque e adaptada para o português por Sergio Vidal

sábado, 8 de agosto de 2009

A Folha Entrevista: Ethan Nadelman

Postagem simultânea (Growroom & Ananda)

Hoje, 3 jornalistas da equipe da Folha da Cannabis tiveram uma experiência muito enriquecedora: tivemos a oportunidade de conhecer e entrevistar Ethan Nadelman, Diretor Executivo da Drugs Policy Alliance, entidade que atua promovendo discussões sobre políticas e leis sobre drogas no mundo todo. A conversa abordou temas ligados à essas políticas e leis e a realidade atual brasileira. Ethan abordou temas como o cultivo para consumo próprio, a regulamentação do porte, plantio e comercialização, o modelo Cannabis Social Clubs e o potencial terapêutico da erva.

Além disso, falamos para ele um pouco a respeito da atual cena de ativismo e cultura canábica no Brasil, dando ênfase à apresentação do Growroom, da Ananda, da Marcha da Maconha e, é claro, da Folha. Ethan ganhou de presente uma camiseta da Ananda e uma edição do livro O Fino da Massa.

Pois é turma. A Folha está crescendo, amadurecendo. Em breve chegará a hora de colhermos bons frutos. Aguardem a primeira edição da Folha da Cannabis com a entrevista exclusiva na íntegra realizada com Ethan.

sábado, 1 de agosto de 2009

Henrique Carneiro participa de Reunião da ANANDA


Na reunião da ANANDA do último dia 15 de julho tivemos a presença iluminada do historiador Henrique Carneio, pesquisador do NEIP e professor do Departamento de História da USP. Conheci Henrique quando participei de um curso promovido pelo NEIP - Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos, em 2006, após o qual passei a fazer parte do Núcleo. Desde então temos mantido correspondência e ele tem mostrado muito interesse no trabalho da ANANDA. Aproveitando uma passagem a trabalho por Salvador, Henrique nos deu a oportunidade de dar sua colaboração às idéias e atividades do grupo e pode entender um pouco melhor nossas propostas e formas de atuação.

Na reunião, discutimos diversos assuntos, entre eles: A participação de Luana Malheiro na CLAT5; As formas de atuação no CONUNE (ainda desconheciamos que a passagem havia sido cancelada); Os próximos debates que vamos organizar e participar em agosto e setembro; A reestruturação do layout do site e de algumas campanhas atualmente em andamento; A participação da ANANDA no Congresso da ABRAMD, entre outros assuntos sobre posicionamentos políticos e ideológicos sobre diversas questões relacionadas à temática de trabalho.

Esperamos poder em breve tê-lo mais uma vez entre nós compartilhando suas idéias e sua enorme energia em trabalhar por políticas e leis sobre drogas mais justas e eficientes. Grande abraço companheiro!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ananda lança Loja Virtual

Sempre buscando uma ampliação das suas atividades, os integrantes da ANANDA decidiram tirar algumas fotos e montar uma espaço na net para as pessoas que tenham interesse em ajudar o grupo comprando nossos produtos possam conhecê-los antes de comprar. Os interessados podem visitar a loja CLICANDO AQUI.

terça-feira, 28 de julho de 2009

TV ANANDA


É com orgulho que a ANANDA - Ativistas, Redutores de Danos e Pesquisadores Associados anuncia o lançamento da TV Ananda, o Canal da Ananda no YouTube. Nesse canal poderão se encontrados vídeos dos mais variados temas relacionados com o trabalho do grupo. Desde apresentações de integrantes da ANANDA em programas de TV, passando por documentários e filmes sobre drogas, até matérias jornalísticas sobre o tema. Para acessar, basta visitar o endereço: www.youtube.com/contatoananda


segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Faze o que tu queres!" - Curta sobre a Manifestação contra a decisão judicial que proibiu a Marcha da Maconha Salvador 2008 de ocorrer

Esse vídeo é uma obra do vídeo-maker e artista plástico Flávio Lopes, membro da ANANDA - Ativistas, Redutores de Danos e Pesquisadores Associados. O vídeo retrata mais detalhes do dia 4 de maio de 2008, quando cerca de 50 pessoas estiveram na Praça Campo Grande para manifestar a insatisfação com a decisão da Juíza Rosemunda Barreto que acatou a liminar do Ministério Público do Estado da Bahia, solicitando a suspensão do evento. Sobre esse episódio, também assista o vídeo de outro colaborador nosso, Marcos Híbrido: PARTE I e PARTE II


domingo, 26 de julho de 2009

Violação de Direitos Humanos: O caso de Robson, um Rastafari na cidade de Salvador

Um dos integrantes da ANANDA, Robson Freitas, estudante de Direito e membro da União Rastafari da Bahia, vem passando por um processo muito delicado em sua vida. Tomamos conhecimento dessa sua história. Abaixo está um trecho relatado por ele , e mais abaixo, algumas considerações pertinentes sobre o caso. Robson conta com aconselhamento de um advogado no momento, mas se alguém se interessar em ajudar no caso será muito bem vindo:

_______________________________________

"Numa terça-feira, dia 13 de janeiro de 2009, depois de um dia de trabalho, eu, Robson Freitas, cidadão brasileiro e funcionário público concursado da EMBASA, cheguei em casa, tomei um banho e fui na reunião da Associação União Rastafári (ABENCULTURAS-Associação Beneficente Cultural e Recreativa União Rastafari).

Por volta das 22h e 30minutos, quando voltava para casa, na Ladeira da Independência, bairro Nazaré, fui abordado por sete cidadãos que não se apresentaram e de forma hostil perguntaram:

- Está com os documentos aí?

A bexiga, que já estava muito cheia, apertou ainda mais. Disseram:

- Mão na parede!

Respondi:

- Preciso mijar.

Virei para a parede abrindo o zíper. Começei a ser agredido fisicamente, me bateram no pescoço e nuca. Respondi com o poder da Palavra, único escudo que o Senhor me permitia no momento:

- Me respeitem! Vocês não têm motivos para me agredir fisicamente e a Constituição não lhes dá tal Direito!

Pararam as agressões; consegui a dignidade de poder urinar. Quando terminei, um deles, prontamente, enfiou a sua mão no bolso esquerdo da frente da minha calça, retirando pequena quantidade de Ganjah.

Os sete me arrastaram pelos pés, me deixando de ponta-cabeça. Minhas chaves, carteira com o documentos e o aparelho de telefone celular caíram no chão. Em seguida me colocaram deitado no chão, pisando nos meus pés e na minha cabeça.

No decorrer destas agressividades, eu, utilizando apenas do Poder da Palavra, atingia-os verbalmente citando a nossa Constituição Federal. Disse-lhes que pelo Art. 5°, inciso III- ninguém será submetido a tortura nem tratamento desumano ou degradante; Que pela Lei 11.343, em seu Art. 28 eles teriam que me conduzir à uma Delegacia para lavrar o Termo Circunstanciado e não ficar me batendo.

Cheguei a dizer-lhes, alertando-os da gravidade de suas condutas:

- Olha, lembrem da Ditadura Militar e das agressões físicas e políticas.

Apesar disso, o tratamento não mudou me fazendo entender o sentido real da Palavra pelourinho. (continua...)"

_______________________________________

Robson contou que foi conduzido a DELTUR - Delgacia de Proteção ao Turista - no Pelourinho, e continuou sofrendo agressões. Após esses fatos, em 15/01/2009, procurou acionar a Justiça. Inicialmente foi ao Ministério Público do Estado da Bahia, para prestar queixa crime contra as agressões sofridas e o abuso de autoridade. Foi aconselhado no Ministério Público a prestar queixa também na Corregedoria da Polícia Civil e a realizar exame de lesões corporais no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. O exame apontou como lesões ainda presentes, mesmo dois dias depois do ocorrido: equimose arroxeada no braço, e escoriações e edema na face.

Em seguida, procurou a Corregedoria da Polícia Civil da Bahia para prestar queixa por agressão física, tendo sido designada uma audiência para o dia 23/01/2009. Neste dia, compareceu e fez a tentativa de reconhecimento dos agressores, o que não foi possível devido a má qualidade das fotos apresentadas (fotocópias em preto e branco).

Em 6/03/2009, recebeu um mandado de intimação para comparecer ao 1º Juizado Especial Criminal na próxima quarta-feira (29/07), às 10:30, para Audiência Preliminar a respeito do fato de no dito dia 13/01 ter infringido o Art. 28 da Lei 11.343/2006. Nesse caso, ele está sendo considerado “autor do fato” e a vítima em questão é “a sociedade”. Vale lembrar que em processos criminais relacionados com o uso de drogas, a sociedade é considerada vítima porque o usuário é interpretado como alguém que atenta contra a Saúde Pública e a Ordem Pública, entendidos como um Bem Público.

Diante de tudo isso, surge como questões principais:

O que é realmente mais danoso e custoso para a sociedade e o Estado: permitir que um cidadão utilize uma planta considerada Sagrada por ele ou mobilizar diversas instâncias do Estado ao considerar que efetuando esse uso ele cometeu um crime? O cidadão que, apesar de todas as oposições, procura manter sua rotina religiosa, ou o Estado, que utiliza recursos públicos para obstruir direitos fundamentais como: ir i vir, liberdade religiosa e tratamento digno, dentre outros?

Onde e em quais condutas está realmente o atentado à Ordem e Saúde Pública? Nessas circunstâncias: quem é a vítima? A sociedade ou o cidadão Robson? Uma vez que como cidadão, não apresenta em sua conduta nenhum ato que realmente represente um risco à Ordem ou Saúde Pública, sofreu tratamento indigno, foi exposto à situação vexatória e também não teve reconhecida sua identidade religiosa.

Considera-se que houve um atentado a Bem Público. O cidadão ou cidadã brasileira, em sua individualidade, também é um Bem Público? O cerceamento das liberdades e direitos e as agressões físicas sofridas por Robson também devem ser considerados como atentados a um Bem Público.

Essas perguntas fazem refletir a respeito da lei e política sobre drogas e sobre o pleno exercício de nossos direitos. É um caso atual na cidade de Salvador, Estado da Bahia, Brasil. Cada um de nós pode ler este relato de forma cuidadosa ou despretensiosa.

Podemos tirar conclusões sérias que motivem atuações e posicionamentos reais, ou podemos apenas considerar mais um texto informativo sobre a tal “Guerra as Drogas”. Mas, para o cidadão Robson todos os fatos e essas perguntas só serão respondidas de acordo com a interpretação de quem for Julgar-lhe na próxima quarta-feira (29/07), as 10:30. Para ele e para nós, todas as interpretações são válidas e importantes. Mas as únicas que determinarão como será os próximos meses da vida de Roson é a daqueles que o Julgarem.

Oxalá a Justiça seja feita. E para ela, que é cega, não faça diferença a cor da pele, o tipo de cabelo, a crença religiosa e outras características culturais e tradicionais da vida de Robson.

sábado, 25 de julho de 2009

CNN debate proibição da maconha nos EUA

Enviado pelo usuário bWd do Growroom,

No dia 27, segunda-feira, às 23:00 (horario de Brasilia) o Anderson Cooper 360 Show na CNN, a maior rede de noticias nos Estados Unidos, vai discutir quais sao os argumentos principais dos grupos que apoiam e dos que não apoiam a legalizacao da Maconha nos Estados Unidos. Deve ser interessante quem eles vao entrevistar. Com certeza devem falar com os políticos e ativistas que estao criando essas iniciativas em São Francisco. Aposto que os lobistas que são contra a legalização vão querer desmerecer a Cannabis e dizer que não tem valor nenhum terapêutico ou medicinal (mesmo não sendo médicos) e que é uma substância muito perigosa (mesmo que ninguém tenha morrido por uso da maconha). O mais importante é que está sendo discutido e, quando aparece na CNN, muita gente ouve. Tomara que esse show ajude a educar muita gente. Vamos torcer!

Mais informações: SKY HDTV
Reprises: 28, 29, 30 e 31 também às 23hs.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Marcha da Maconha liberada?! Êba!

Os integrantes da ANANDA aguardavam pelo julgamento do Habeas Corpus (34358-4/2009) impetrado em 2ª instância no TJ-BA dia 29 de maio, quando fomos surpreendidos com uma ótima notícia saindo fresquinha do site da Procuradoria Geral da República. Parece que agora nem precisamos mais esperar para saber se nosso julgamento é ou não favorável, resultado que talvez saia amanhã. Em breve teremos a nova data para a nossa tão aguardada manifestação:

A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, enviou hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) e uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) para que aquela instituição interprete conforme a Constituição Federal o artigo 287 do Código Penal e o artigo 33, parágrafo 2º, da Lei 11.343/06, que instituiu o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.

De acordo com a procuradora-geral, a interpretação dos referidos dispositivos está gerando indevidas restrições aos direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião. Ela explica que, nos últimos tempos, diversas decisões judiciais têm proibido atos públicos em favor da legalização das drogas, empregando o equivocado argumento de que a defesa dessa ideia constituiria apologia de crime.

Debora Duprat quer que o STF conceda medida cautelar, para suspender, até o julgamento final da ação, a possibilidade de que qualquer autoridade judicial ou administrativa dê, ao artigo 287 do Código Penal e do artigo 33, parágrafo 2º, da Lei 11.343, interpretação que possa ensejar a criminalização da defesa da legalização das drogas, ou de qualquer substância entorpecente específica, inclusive por meio de manifestações e eventos públicos.

Ela explica que pediu a medida cautelar porque pessoas são submetidas a prisões em flagrante, inquéritos, ações penais e outros constrangimentos apenas por exercitarem seus direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião. “Essas medidas causam danos morais e lesam bens extrapatrimoniais que não são suscetíveis de reparação ao final do processo”.

Censura - Além disso, complementa a procuradora-geral, a interpretação “pode conduzir – e tem conduzido – à censura de manifestações públicas em defesa da legalização das drogas, não só violando os direitos das pessoas e grupos censurados, como também asfixiando o debate público em tema tão relevante. Os danos aos direitos fundamentais dos envolvidos e à democracia serão também irreparáveis ao final do processo, pela sua própria natureza”.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Email de um brasileiro na Califórnia

E-mail recebido hoje no contadoananda@gmail.com,


Enviado por Luiz Diego Burza - Formado pela Oaksterdam University L.A, membro da Medical Cannabis Association, paciente regulamentado, residente na Califórnia.


"Primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa da Carta Aberta e pedir inclusão do meu nome na mesma e parabenizar também os organizadores das Marchas da Maconha.

Aqui na Califórnia, temos passado por uma série de mudanças positivas em relação ao uso da maconha medicinal e também do uso adulto. Tivemos a THC Expo L.A. que foi um grande evento, como também temos tido várias festas, encontros e reuniões voltadas à conscientização.


A maconha medicinal tem um poder terapêutico incomparável a muitos químicos. Convivo com outros pacientes que tem a maconha como algo indispensável ao lidar com dores, enjôos e outros sintomas.


Escrevi para alguns grupos de pacientes brasileiros que poderiam se beneficiar da maconha medicinal perguntando sobre estudos no Brasil, mas somente tive respostas negativas. A palavra que uso é pesada, mas é Medíocre e Imatura a mentalidade da sociedade brasileira que somente visualiza a maconha como uma droga que queima neurônios. Não, muito pelo contrario e o mesmo país que antes condenava (EUA), têm hoje a patente dos resultados de pesquisas provando os avanços na cura do Mal de Alzheimer.


Já que acreditamos nas mentiras que este mesmo EUA jogaram ao mundo como prova o filme "Grass: The history of marijuana", é hora de acreditarmos novamente nas mudanças que vem ocorrendo aqui. Não somente porque a maconha não nos faz mal algum, sobretudo porque ela melhoraria e muito a qualidade de vida de muitos brasileiros que hoje nem sabem da existência do uso terapêutico. Maconha é para ser remédio barato, plantado em casa!


Boa Sorte na luta de vocês, ativistas da minha pátria amada!


Abraços, Luiz Diego"

domingo, 12 de julho de 2009

Itália: Ativistas aguardam julgamento por "tolerância ao consumo de drogas"

Hoje decidimos produzir um artigo especial, baseado a carta de Enrico Fletzer, que relata a informação de que, no próximo dia 24 de julho, Rosario Picciolo e mais 58 ativistas, incluindo Maria pia Scarciglia, advogada do grupo, irão a julgamento pelos crimes de "organizar eventos onde há tolerância ao uso de drogas".

Na Itália, tal acusação tem sido usada para criminalizar movimentos sociais que lutam por reformas nas políticas e leis sobre a maconha e outras drogas. Na prática, os eventos que eles estão sendo acusados de promover são passeatas antiproibicionistas e por reformas nas políticas e leis sobre drogas.

O grupo organiza manifestações há 10 anos, mas os problemas judiciais se inciaram em 2007, após a promoção do evento denominado "Zona Temporaneamente Liberata"ou "Zona Autônoma Temporária", que dispensa traduções. Nessa ocasião, 5.000 pessoas foram as ruas para manifestar publicamente suas opiniões sobre o tema e mostrar a cultura do consumo para a sociedade em geral. Esse conceito é baseado nos trabalhos do ativista e anarquista Hakim Bey.

O caso nos interessa e acompanharemos de perto, na medida do possível, pois é uma criminalização do mesmo tipo que os indivíduos e instituições que organizam as Marchas da Maconha no Brasil estão sofrendo. Eles podem pegar sentenças de mais de 4 anos de prisão e uma grande multa, numa jornada política e judicial que promete se prolongar por muito tempo, visando desmantelar o movimento antiproibicionista italiano. Segundo Enrico, essa iniciativa é liderada pelo prefeito Sergio Cofferati e por juizes ligados ao Partido Democrata.

Precedentes da Repressão na Itália

Essa não é a primeira vez que o Governo Italiano atua contra militantes. No primeiro semestre de 2007 sites e blogs foram fechados por ordem judicial e em novembro, o ativista Aldo Bianzino morreu em condições violentas e misteriosas, após ser detido e conduzido à uma delegacia por cultivar plantas de maconha. A militância de Aldo baseava-se em cultivar Cannabis e pesquisar em seu sítio suas propriedades medicinais produzindo remédios e óleos caseiros à base de extratos de partes não-psicoativas e psicoativas da planta. Apesar de nunca ter havido provas de que ele vendia maconha, Aldo foi brutalmente assassinado sem direito a julgamento simplesmente por cultivar plantas de maconha e divulgar as propriedades medicinais da erva.

Colaboraram com essa matéria: Luana Malheiro, Daniel de Araújo, Dênis Petuco, Luísa Saad e Sergio Vidal

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ananda de cara nova!

A ANANDA - Ativistas, Redutores de Danos e Pesquisadores Associados gostaria de agradecer publicamente o lindo presente que ganhou de um dos seus integrantes, o pesquisador e designer gráfico Bruno Rodhe: A nova marca do grupo. A marca agrega símbolos relacionados com plantas e fungos que fazem parte de culturas e civilizações humanas há milhares de anos, alguma delas atualmente consideras proíbidas no Brasil. Na marca, encontram-se em sequência: Cannabis sativa, Psychotria viridis, Amanita muscaria e Nicotiana tabacum.