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sexta-feira, 24 de março de 2017

Orgânicos ou Químicos? Dicas do Homem Planta direto da Califórnia

Originalmente publicado em 2011 no Hempadão, revisado e atualizado

Em 2011 eu bati um papo bem interessante com um cultivador brasileiro que vive na Califórnia. Eu ainda estava iniciando os estudos sobre o tema do cultivo e uma das dúvidas mais recorrentes era a respeito das vantagens e desvantagens no uso de fertilizantes orgânicos ou químicos, com uma forte rejeição de alguns aos químicos, sem um maior aprofundamento da questão. Na época ele me disse:

“Desbalanço de nutrientes pode matar a vida do solo, mas a presença de nutrientes já mineralizados e quelatados não faz nada de mal para o solo. Quanto a gosto e etc, isso depende de quem está plantando, tem gente que não tira fumo bom nem de orgânico, eu por exemplo, tiro fumo melhor que muitos dos orgânicos do clube com meu GH (General Hidroponics).

Quanto a diferença entre orgânico e químico, na minha visão a diferença vai estar apenas nas mãos no cultivador. Se o cara não souber ser um nutricionista para as plantas, elas vão sofrer se ele for usar fertilizante químico.
  
Os fertilizantes "químicos" não são nada mais que os mesmos materiais presentes em um solo compostado, já mineralizados, selecionados e quelatados. O que significa que sua estrutura está formada para a melhor absorção pela planta. Agrupando os minerais e metais juntos para uma absorção e fotossintetisação mais rapida.

O que já não acontece no cultivo orgânico onde os nutrientes vão sendo liberando de acordo com o desenvolvimento da rizosfera pois a mineralização dos mesmos depende da simbiose natural dos fungos e das bactérias ali presentes no solo. Que como a gente sabe, vai ocorrer de acordo com a troca de carboidratos com a planta. Aquela velha simbiose que mantem o solo e as plantas vivos na natureza.”

As pontas das folhas estão queimando, o que pode ser? Overfert, pH, Flush...

Esse texto foi originalmente publicado no site Hempadão, na coluna Cultivo Vital
Publicado em junho de 2012, revisado e atualizado.

Primeiro queria me desculpar pela falta de texto nas últimas 2 semanas. Estive na Marcha da Maconha de Brasília dia 25 de maio e, em seguida, fui à de João Pessoa, dia 26, onde fiquei até o dia 29. Por causa desses e de outros compromissos acabei não podendo escrever o texto a tempo e só agora estou retomando a coluna. Essa semana vou tentar responder a dúvida de um leitor que nos mandou sua foto.

“Boa tarde galera.. Será que podem me ajudar? As minhas plantinhas estão florando e as folhas estão queimadas nas pontas, isso é normal? Existe algo que possa fazer para evitar ou reverter o processo? Segue a foto.. Desde já , obrigado”

Não sei se poderei ajudar, pois é difícil fazer um diagnóstico preciso apenas olhando as folhas. Também seria importante ver a planta como um todo, para ver se isso se apresenta em todas as folhas, ou apenas nas mais novas. Na foto eu vi que tem uma folha mais antiga que não apresenta essa “queimação” nas pontas.

Seria muito importante também saber o que há no solo no qual a planta está sendo cultivada e qual o regime de nutrição. Se o solo for inerte, ou seja, sem qualquer substrato com nutrientes, muito provavelmente pode ser uma escassez de micro-nutrientes. Essa é uma das suspeitas, pois aparentemente as folhas mais velhas estão bem, com um verde mais escuro, e se mostrando mais saudáveis e sem essas pontas queimadas. Mas precisaria saber o que há no solo. O solo precisa ser rico em Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Magnésio (Mg) e Cálcio (Ca), além de conter micronutrientes como Boro, Ferro, Zinco, dentre outros. Se o solo é inerte o cultivador precisa ficar muito atento, pois é necessário suprir todas as necessidades da planta com fertilizantes. Quando o solo é preparado com substratos ricos em nutrientes, como estercos, farinhas, tortas, dentre outros, há uma quantidade grande de diversos nutrientes que formam uma reserva que a planta pode utilizar, sem precisar recorrer à alimentação extra via fertilizantes, ao menos no período vegetativo.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Maconha Medicinal: Aspectos Legais, Teraêuticos, Cultivo e Redução de Danos

Na próxima sexta-feira, dia 29, às 18hs, ocorrerá o evento: Maconha Medicinal: Aspectos Legais, Teraêuticos, Cultivo e Redução de Danos. Que ocorrerá Diretório Central dos Estudantes (Rua Caetano Moura, em frente à Faculdade de Arquitetura da UFBA, na Federação).

Entrada Gratuita

Haverá venda do livro Cannabis Medicinal Introdução ao Cultivo e bate papo sobre cultivo medicinal. Se você é paciente ou tem alguém próximo que precisa do remédio compareça e divulgue!

Participação: 
Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal Introdução ao Cultivo Indoor e presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal
Cacá Ribeiro (Advogado, professor da UCSAL - Universidade Católica do Salvador, mestrando em políticas sociais e cidadania, militante antiproibiciobista e abolicionista penal)
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1020720281272308/

Mais Informações:

A cannabis é uma planta utilizada pelos seres humanos para diversas finalidades há milhares de anos, especialmente para tratar e curar doenças ou aliviar sintomas. Nas últimas décadas a ciência moderna tem redescoberto seu potencial medicinal e seus usos têm ganhado destaque em diferentes espaços de debate.

Desde 2006, com a Lei 11.343, que o uso medicinal está legalizado, porém só a partir do ano passado, após intensa pressão popular, o governo iniciou a regulamentação, ainda que a passos muito lentos. Esse bate-papo pretende falar sobre diferentes aspectos relacionados com o tema maconha medicinal, abaixo alguns dos principais:

- A Lei 11.343 e as possibilidades legais de cultivo;
- Quais as possibilidades legais de cultivar e produzir maconha no Brasil;
- Pesquisa e Medicina
- Cânhamo e uso industrial;
- Uso Religioso/Tradicional;
- Quem pode requerer Autorização
- Universidade e Instituições de Pesquisa
- Empresas;
- Associações;
- Como um paciente pode ter acesso ao medicamento;
- O paciente pode cultivar? A via Judicial
- Aspectos Botânicos da Cannabis (cultivo)
- Usos medicinais da Cannabis

quarta-feira, 11 de março de 2015

Preparando o jardim para a floração no cultivo com o Sol

Hoje recebi uma mensagem de um leitor bastante aplicado nos estudos, que descreveu em detalhes o que está fazendo em seu cultivo e enviou também umas fotos bem bacanas, mostrando como sua planta está bastante saudável e prontinha, esperando a mudança do fotoperíodo. Com certeza não apenas ele está se preparando para colocar sua plantinha em floração, pensando já no início do outono dia 20 de março, mas todos os cultivadores e cultivadoras do país, especialmente os que moram nas latitude a partir da região sudeste, conforme a tabela abaixo:

Variação do fotoperíodo em função da latitude e época do ano no Brasil:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Otimizando o jardim de maconha medicinal em ambientes fechados

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo


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Dessa vez vez o leitor seguiu nossas recomendações e enviou uma descrição detalhada do que tem feito na estufa e nas plantas e também algumas fotos. Quanto mais informações que me ajudem a entender o problema melhor.
Os detalhes da planta, ph e solo foram passados pessoalmente via áudio. Somente as imagens foram reproduzidas.
Quando cultivamos cannabis para uso medicinal, especialmente quando usamos lâmpadas, o que envolve custos de energia elétrica, devemos ter em conta que a etapa mais importante é o planejamento.
O planejamento é importante em todos os tipos de cultivo, mas no que usa lâmpadas em ambientes fechados é ainda mais importante. Em todos os jardins é necessário adotar uma logística de produção que atenda ao requisito de gerar o máximo de colheita com o mínimo de espaço, custo e tempo. Quanto menor o jardim e menos recursos o paciente tiver mais importante melhorar sua logística.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Dicas para obter o melhor das suas flores na colheita de maconha medicinal

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo

Muitas das perguntas dos leitores se referem a como iniciar seus jardins, ou como obter as melhores flores. Sinto na maioria das mensagens certa ansiedade de quem precisa de todas as respostas para atuar em algo do qual pouco se sabe.
É óbvio que um dos fatores principais para se obter as melhores flores é manter, desde o início do cultivo todos os cuidados em níveis ótimos. Usar um bom solo para germinar as plantas; transplantá-las para um vaso maior no tempo certo; garantir que elas tenham um bom crescimento vegetativo e um crescimento radicular excelente; todas são ótimas maneiras de preparar a planta para a floração perfeita.

Pragas + Deficiência nutricional? O que está acontecendo no meu jardim de maconha medicinal?

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo

Essa semana vamos responder à dúvida de um leitor que enviou até alguma fotos para ajudar no diagnóstico dos problemas do jardim, fotos de muito boa qualidade, mas ainda assim faltaram todas as outras informações que poderiam ajudar no diagnóstico da planta . Aproveito para reforçar, mais uma vez, o pedido a tod@s que enviarem suas dúvidas que mandem junto algumas fotos, de diferentes ângulos e especialmente dediquem algum tempo a construir uma descrição geral do cultivo que seja mais completa, para me ajudar a entender melhor o que se passa com a planta (tipo de luz usada, quantidade de lâmpadas, quantas horas de luz direta por dia, que tipo de nutrientes está usando e com qual frequência, como é o solo no qual a planta está sendo cultivada, se há ou não sistema de circulação de ar, e todos os detalhes que possam auxiliar na hora que eu for usar a sua dúvida para poder dar uma resposta o mais precisa possível, Assim posso dar opiniões precisas e não apenas especular sobre o que se passa com a planta. Agora vamos à mensagem do leitor:

Prevenção e combate aos pulgões num jardim de maconha medicinal

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo


“bom dia sergiao.. tudo na paz? cara preciso de um help
tem alguma praga detonando minha safra. parece uns insetos que ficam aglomerados no caule da planta. as folhas estao ficando todas amareladas e meladas. parece que foi molhada mas na verdade é um negocio anormal. parece que fica um monte de casca marrom no caule.. .. fora que a maiorio hermafroditou. me ferrei.. de 6 ficou apenas 2 femeas..uma das piores safras que tive.. estou passando mals perrengues no in door. quando eu cultivei no outdoor nunca tive problemas.. mas agora que mudei pro ape.. eu nao estou conseguindo acertar. eu mandei oleo de neem até a fase de floracao. ai parei. sempre vi algumas moscas. tentei tirar.. mas é difícil. e agora começou a dar formiga”

O cuidado com a saúde das raízes no jardim de maconha medicinal

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo
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Quando cuidamos de uma plantação de maconha medicinal o que mais queremos e ver nossas queridinhas saudáveis, com folhas bem verdosas e cheias veias e serrilhados perfeitos, talos e caules grossos e, principalmente flores gordas e pegajosas. Mas, pouca gente lembra-se de colocar nessa lista de qualidades que buscamos um crescimento das raízes vigoroso e abundante. O fato é que pouca gente se lembra da parte da planta que fica escondida debaixo da terra. A maioria só pensa que a raízes são apenas um meio para alcançar o fim, que é dar água e nutrientes ao resto da planta, a parte que nos interessa mais. Mas não é bem assim.

Qual a hora certa para fazer "clones" da planta?

“Grande Vidal. Bom dia.
Mais uma vez estou aqui com as minhas dúvidas. E desta vez são duas:
A primeira é com relação ao sexo das plantas. Meu jardim está finalizando a 7ª semana de vega e eu gostaria de saber em que momento o sexo começa a aparecer. Sei que vou precisar de usar lupas para identificar mas não tenho ideia de quando vou poder fazer. Apesar de ter comprado de bancos que "garantiam" que 99% das sementes são feminimizadas, eu gostaria de verificar.
A outra dúvida é saber quando fazer clones. Talvez não no manuzeio de corte (vou ter certeza quando fizer), mas mais de onde retirá-los. Essa dúvida surge devido à estrutura de minhas plantas que não dispontam de galhos ramificados diretos do tronco ou os que surgem junto as folhas são muito pequenos e não parecem que irão crescer mais. Devo esperar mais? Estou utilizando fertilizante orgânico e sei que o processo de crescimento é mais lento. Só agora que adquiri um bom medidor de pH para tentar estabilizar o solo.
Desde já grato pela atenção e ao Hempadão por ajudar levantar nossa bandeira.
Jah guide.”

Dá para cultivar maconha medicinal em solos 100% inertes?

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo
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Essa semana responderei a carta do leitor PK, que me escreveu a seguinte mensagem por email.
"Olá Sergio, sou do interior de Pernambuco e estou com um indoor tem umas semanas e esta é minha situação: Tenho uma lâmpada de 250w, cultivo em solos 100% sunshine mix, e tenho dado fertilizante para hidropônia da Photogenesis, na dose recomendada de 4ml por litro de água. O pH está em 6,1 em média, mas mesmo assim as plantas estão amarelando, conforme a foto. Você pode me ajudar?"
Há algumas pistas do que está ocorrendo. Seu solo é 100% inerte, ou seja, não contém quase nenhum nutriente. Tudo que ele faz é reter água e nutrientes que são administrados pelo jardineiro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tutorial de Clonagem: Perpetuando a Colheita Perfeita

Por Sergio Vidal, autor do livro Cannabis Medicinal introdução ao Cultivo

“Vidal beleza? Tirei uns clones, cortei coloquei num copo com água uns 5 min, depois raspei o talo um pouco e passei no clonex e coloquei no palet, ja desde dia 10/11, porém parece que tão todos mortos, que fazer? Devia ter deixado mais tempo na água, ainda não coloquei pra florir, melhor tirar outras mudas?”
Para clonar uma planta é preciso estar atento aos detalhes do procedimento. O primeiro fator a ser observado é que os clones devem ser retirados preferencialmente de plantas saudáveis, que mostrem vigor. Isso porque durante alguns dias o galho que será arrancado para se tornar um clone terá que sobreviver por alguns dias sem raízes que lhes supra de nutrientes, ao mesmo tempo que irá destinar boa parte da sua energia para produzir as novas raízes.

Dicas de Segurança para Cultivador@s.

Essa semana recebemos uma mensagem muito interessante de um anônimo trazendo questões sobre o tema segurança durante a prática de cultivo de cannabis.
“Pesquisei por todo o site e não sei se acabei passando por cima ou se realmente não existe aqui no Hempadao algum tipo de indicações/precauções para homegrowers. Por exemplo:
Vejo que há pelo menos uma loja internacional de sementes que possui um banner aqui no site, existe algum crime/cuidado que devo ter ao comprar sementes online?
Legalmente, ter uma, duas, três plantas para uso pessoal é considerado um crime?
Se eu plantar em parques públicos e for pego colhendo/plantando/etc isso é considerado crime?
Há muitos outros exemplos de perguntas que podem surgir na cabeça de um leitor e que podem fazer a diferença entre belos camarões e uma prisão por tráfico. Um guia para que as pessoas não passem por grandes problemas seria super importante no Hempadão para evitar histórias ruins dos leitores. Abraços!”
Sobre a segurança na hora de comprar sementes dedicamos dois artigos o ano passado, que podem ser consultados aqui e aqui. De lá para cá se fez aumentar o número de pessoas comprando sementes pela internet e a quantidade de apreensões de encomendas realizadas. E eu continuo acreditando que a melhor forma de proteger a si mesmo do risco de ser preso comprando sementes e tentar conseguir sementes ou clones com amigos. Mesmo sementes de cruzamento caseiro podem ser uma boa opção pra quem está iniciando.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

#CultivoVital Dúvidas de Cultivo Respondidas Semanalmente no Hempadão



INTRODUÇÃO

Cultivando a baixo custo? Sim, isso é possível!

Dicas Básicas de Cultivo

Regras Básicas de Cultivo

A importância da energia luminosa

Qual a importância da circulação de ar no jardim?

É normal a planta crescer muito rápido?

Posso cortar as folhas para camulhar a planta?


Posso reaproveitar o solo do cultivo? 

Posso usar genéticas de maconha diferentes numa mesma estufa?

SEGURANÇA

Guia de Segurança para Cultivador@s


Qual o risco de rodar comprando sementes? Parte I e Parte II
Como faço para ocultar o cheiro da floração?

SEMENTES E GERMINAÇÃO

Germinando

CULTIVO "INDOOR" 

É possível levar todo o cultivo dentro de um "PC Grow"?

Fluorescentes X Vapor de Sódio = Qual a melhor opção para cultivar?

Quais as melhores lâmpadas para o cultivo?

CULTIVO COM O SOL

O poder do Rei Sol

Posso completar a luz do sol com lâmpadas para adiar a floração?

É melhor usar ou não uma estufa do estilo "green house"?

No vaso ou direto no chão, qual o melhor?


Dicas para guerrilheir@s urbanos

SOLO, SUBSTRATOS, NUTRIENTES, PH, ETC

Orgânicos ou Químicos, qual o melhor? 

Orgânicos ou Químicos? O importante é cultivar! 
 
FLORAÇÃO / SEXO

É possível ajudar a planta a iniciar a floração?
 
Quais cuidados devo ter durante a floração?

Como faço para atrasar a floração da planta?

Preparando o jardim para a floração

Posso arrancar folhas que fazem sombra para os galhos inferiores?

Sexualidade da maconha: Qual a diferença entre machos e fêmeas e porque essa informação é importante

Sementes feminizadas e sexo da cannabis

Posso interferir na produção de THC e CBD da planta?


REPRODUÇÃO - CLONES, SEMENTES, ETC

Qual o melhormomento para tirar clones?

Clonagem - perpetuando a colheita perfeita

É verdade que sementes de hermafroditas serão 100% fêmeas?

COLHEITA, SECAGEM & CURA

Qual a hora certa para colher?

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Pontas das folhas queimando. O que pode ser?

Combatendo as pragas no jardim

O que está acontecendo com meu jardim?

Convivendo com o calor e a seca num jardim de cannabis


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Portal Growroom lança campanha pela regulamentação do cultivo caseiro de maconha

Saiu a primeira fornada dos adesivos da campanha do Growroom - seu espaço para crescer: "Você sabia que o cultivo caseiro de Cannabis combate o crime organizado?". Em breve estarão espalhados por todo o Brasil! Confira as primeiras fotos!
Quer adquirir sua cota? Escreva para growroom@growroom.net
Valores: 25 adesivos - R$ 15; 50 adesivos - R$ 25; 100 adesivos - R$ 35

PARA COMPRAR: CLIQUE AQUI





quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cultivo pra consumo próprio será debatido em Congresso Científico

Nos próximos dias 5 a 8 de agosto será realizado o II Congresso da ABRAMD - Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas.

Na quinta-feira, dia 6, às 15:30, na Mesa 1 o antropólogo e membro da ANANDA, Sergio Vidal, apresentará o trabalho "A regulamentação do porte, plantio e distribuição não-comercial de maconha: Um paradigma legal de redução de danos".

Leia resumo da apresentação: CLIQUE AQUI

Veja a programação completa do Evento: CLIQUE AQUI


sábado, 20 de junho de 2009

Por uma política de redução de danos voltada para os usuários de maconha

O vídeo curta do diretor Renato Falzoni está disponível para o público no site do Youtube. O vídeo, em tom de manifesto, propõem uma política de redução de danos voltada para a maconha que inclua a discussão do cultivo para consumo próprio. Essa é uma idéia que tem ganhado cada vez mais folêgo no Brasil. Desde 2002 o Portal Growroom discute o tema de forma franca e sem hipocrisias, mantendo um fórum on-line onde cidadãos maiores de 18 anos podem discutir a respeito do tema, desde que respeitadas as regras de comportamento. A lei 11.343, de outubro de 2006, prevê para aqueles que plantam para consumo próprio as mesmas penas do usuário que porta ou guarda para consumo próprio. Esse ano, a Editora da Universidade Federal da Bahia publico o livro "Toxicomanias: Incidências Clínicas e Sócio-antropológicas", que traz um artigo onde o cultivo para consumo próprio é discutido como um modelo de redução de danos para maconha.

Vale a pena conferir o vídeo:

terça-feira, 20 de março de 2007

Governos da Inglaterra e Austrália adotam tolerância ao cultivo doméstico como estratégia de Redução de Danos


Segundo os dados dos relatórios publicados, em 2003, pela Fundação Joseph Rowntree, uma instituição de pesquisa na Inglaterra, e em 2005 e 2006, pelo National Drug Law Enforcement Research Fund (NDLERF), órgão do Dep. de Saúde do governo australiano, é possível afirmar que as políticas públicas que têm tolerado o cultivo de pequenas quantidades de cannabis, além do óbvio aumento da qualidade do produto consumido, têm conseguido principalmente diminuir os índices relação entre o mercado consumidor de maconha e as práticas de violência e outros tipos de crimes.

Não se trata de experiências de tolerância e permissividade sem regulamentação detalhada, como a Holanda e a Espanha, que toleram o consumo apenas para afastar os indivíduos de drogas consideradas ‘duras’. No caso da Inglaterra, essas pesquisas têm concluído que a transformação no mercado fornecedor da maconha, que atualmente têm se especializado em cultivos de pequena escala, tem tornado o tráfico no país menos violento.

No caso australiano é um pouco diferente. O Governo do país, desde 2000, passou a adotar uma série de medidas visando diminuir os danos relacionados com a legislação e o mercado relacionados à cannabis. Ou seja, o Estado australiano, legislativo e executivo, se empreendeu no esforço de diminuir as conseqüências negativas que eram oriundas da proibição, que influenciava a qualidade do fumo e a forma como a produção e distribuição da substância ocorria. Assim, a legislação foi alterada de forma consciente para que abrigasse mecanismos de tolerância ao porte e o plantio de pequenas quantidades para consumo próprio, e os policiais e outros profissionais que se relacionam com pessoas que fumam maconha foram treinados para se adequarem à nova realidade e a intenção do projeto. Os resultados foram expostos pelos relatórios de 2005 e 2006, e mostram que, além da diminuição da violência na distribuição da substância, que passou para a mão de produtores de média-escala, muitas pessoas passaram a cultivar para consumo próprio o que torna o mercado produtor menos atrativo para grandes produtores.

O curioso é que a legislação brasileira atualmente em vigor prevê que a pessoa que porta ou cultiva uma pequena quantidade não pode ser encarcerada, sendo passível apenas de punição com uma medida sócio-educativa, que também não pode gerar um registro em ficha criminal. Dessa forma, na prática, o que a Lei brasileira fez foi se aproximar da lei australiana, mas sem que isso tenha sido fruto de algum tipo de reflexão mais voltada para um planejamento ou intenção mais articulada com os interesses das pessoas que consomem drogas ou das autoridades de saúde. Nesse caso, a comparação entre Brasil e Austrália é bastante interessante, no que se refere a dois países com legislações semelhantes, sendo que um planejou exatamente o que gostaria de atingir com ela e o outro não. Tanto que, as mudanças na lei brasileira foram muito difíceis de serem implementadas no texto, inclusive sendo alvo de muita disputa política, de interesses que não queriam ver essas reformas sendo instauradas, mas agora, mesmo depois de aprovadas as mudanças, elas não estão sendo planejadas corretamente no âmbito de sua aplicação, o que pode gerar complicações na relação entre meros consumidores e policiais não preparados para a nova realidade legislativa.
Referências:

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Nova Lei Brasileira sobre Drogas e os consumidores de Cannabis


No último dia 8 de outubro de 2006, entrou em vigor no Brasil a nova lei sobre ‘substâncias psicoativas’ nº 11.343, substituindo a antiga Lei 6.368 que estava em vigor desde 1976. A nova legislação trouxe avanços importantes, principalmente no que diz respeito ao tratamento dado aos consumidores de ‘drogas’ e na definição do que seja ‘prevenção ao abuso’, que agora está mais abrangente e contempla o conceito de ‘redução de danos’. A antiga Lei nº 6.368, fruto do período de repressão política atravessado pelo país durante a Ditadura Militar (1964-1985), não fazia distinções claras entre as figuras de ‘usuários’ e ‘traficantes’. Essa Lei previa pena de prisão de até 2 anos para usuários, independente das quantidades encontradas em sua posse e sujeitava à qualquer tipo de prática de ‘semear, cultivar, colher’ plantas psicoativas, às mesmas penas destinadas a traficantes. Além disso, historicamente o tráfico no Brasil sempre foi associado à violência e a jurisprudência procurou sanar os problemas associados ao tráfico aumentando as penas, e desde 1988 que práticas de comércio de substâncias psicoativas ilícitas são consideradas ‘crimes hediondos’, entrando na mesma categoria que homicídio, seqüestro, estupro, sendo passível de até 15 anos de prisão. A nova Lei, ainda que se mostre teoricamente mais tolerante, na prática ainda enfrenta o sério desafio de ser absorvida da forma como foi planejada para atuar pelos parlamentares que supostamente estariam representando os anseios dos seus eleitores. O que tem acontecido de fato é que muitos policiais, usuários, e até mesmo delegados, desconhecem os pormenores da legislação atualmente em vigor, ou muitas vezes ignoram sua existência, ainda atuando através das regras estabelecidas durante a vigência da antiga Lei, mas essa é uma realidade que vem mudando aos poucos.

Principais avanços da Lei 11.343

A situação dos indivíduos que consomem substâncias psicoativas é a retirada do encarceramento como possibilidade de pena para o porte de substâncias ilícitas que tenham como finalidade o consumo pessoal. O status ilícito do ato permanece, mas agora o porte para consumo pessoal é punível apenas com uma medida de caráter sócio-educativo, como serviços à comunidade, advertência, indicação para tratamento e multa. Essa mudança inclui também a alteração do status do plantio para consumo próprio que passa a ser interpretado como porte para uso pessoal, ou seja, também não é passível de encarceramento. A má notícia é que, para mostrar que ainda mantém o compromisso com a política do ‘War on Drugs’, os legisladores recrudesceram as penas para o comércio de substâncias ilícitas, que passa a poder chegar até 20 anos, e mantiveram penalidades de encarceramento para a prática de ‘doar, ou compartilhar, mesmo que para juntos consumirem’, o que pode vir a se tornar um foco de problemas, uma vez que o hábito de compartilhar os baseados em rodas-de-fumo é bastante difundido no país, e, ao que se sabe, o consumo de substâncias geralmente ocorre em ambiente sociais. “Isso desencoraja a prática de compartilhamento de colheitas, tão comum aos cultivadores de cannabis, o que não significa que seja tráfico, uma vez que não visa lucro, e coloca muitos de nós em situação de risco”, afirma um usuário brasileiro do site Growroom.

Por outro lado, o capítulo que dispõem sobre as práticas de prevenção ao uso define-as como formas de promover fatores de proteção e diminuir fatores causadores de risco. Assim, garantir acesso à informações a respeito da substância e assegurar espaços de convivência e troca de experiências para usuários de ‘drogas’ torna-se uma das maneiras menos custosas de fomentar essas condições de prevenção ao abuso e podem ser interpretadas como ações de redução de danos. “Não sei até que ponto os administradores de outros fóruns de convivência de usuários de drogas já refletiram sobre isso, mas os membros do Coletivo Growroom sempre entenderam que, ao manter a existência de um espaço no qual usuários podiam trocar experiências, socializar informações e discutir problemas, estava-mos atuando na melhoria das condições de vida desses indivíduos, ou seja, estávamos reduzindo danos”, afirma Alma Rastafari um dos administradores do Growroom. Ele completa: “é dentro dessa interpretação que procuramos agora trabalhar para oficializar o fórum enquanto uma iniciativa de redução de danos. Retiramos ele temporariamente do ar por causa do pedido feito pela polícia de Portugal, a respeito do site Horta da Couve. Ficamos assustados e achamos que seria melhor tirar do ar por um tempo e, aproveitando que coincidia com o período no qual a Lei estava sendo aprovada, resolvermos seguir a inspiração das associações espanholas e decidimos batalhar pela oficialização do movimento. No momento estamos terminando a confecção do Estatuto e buscando apoios no meio acadêmico, técnico-científico e político, que serão fundamentais para nos legitimar”.

O fato é que desde 1995 a Redução de Danos é política oficial do Ministério da Saúde brasileiro em relação ao tratamento dado aos usuários de drogas, mas só agora a legislação definiu esse conceito mais detalhadamente. Em todo caso, a Lei continua sendo uma referência normativa, uma abstração e é na prática que ela vai se firmando e ganhando os significados que definirão como será a sua aplicação na vida dos indivíduos e grupos sob os quais ela se debruça. No Brasil o consumo de maconha é amplamente popularizado, mas é estigmatizado e marginalizado na mesma proporção, e o seu uso é reprimido e denunciado com a mesma intensidade. Ou seja, ainda que a legislação tenha mudado e tenha trazido possibilidade de caminhos muito mais tolerantes, é necessário lembrar que, mesmo sem prever pena de prisão para consumo de drogas, na prática o contexto brasileiro ainda é muito diferente do Espanhol ou do de outro país onde a posse para uso pessoal não seja punível com encarceramento. Vamos aguardar com esperança que as práticas sejam alteradas ainda que superficialmente pelas novas definições jurídicas e que aos poucos possa ocorrer a transformação sugerida por um dos usuário do fórum brasileiro: “Meu consolo é que um dia tudo isso irá mudando aos poucos. Quem sabe agora o policial que se depare com uma cena envolvendo alguém fumando na praia, em uma praça ou em show qualquer, pense algumas vezes antes de se dar ao trabalho levar os ‘moleques’ para a delegacia, passar sua tarde fazendo um inquérito policial e depois ver eles ficarem soltos e pegarem penas de pintar uns muros ou ouvir uma bronca do juiz. Meu sonho é que, um dia eles prefiram virar a cara e seguir a caminhada até encontrar um criminoso de verdade, conscientes, como muitos já são, de que a maconha nunca deveria ter sido criminalizada”.

Que assim seja!