sábado, 30 de dezembro de 2006

Mercado produtor de derivados de Cannabis torna-se o agronegócio mais lucrativo dos últimos 20 anos nos EUA

Roberto Arnaz Nova York, 30 dez (EFE).
Contra todas as previsões, e escapando das proibições, o cultivo de maconha nos Estados Unidos tem crescido de maneira destacada nos últimos 20 anos para se transformar no mais rentável do país, com uma produção anual de US$ 35,8 bilhões.É o que diz um estudo elaborado por Jon Gettman, líder da Coalizão para a Requalificação do "Cannabis". O relatório revela que a maconha é a colheita que mais dinheiro gera no país, acima da soma da receita do milho e do trigo.A associação se dedica a tentar tirar da clandestinidade a maconha. O objetivo para 2007 é reabrir o debate sobre a legalização do uso médico da droga no Congresso dos EUA.
O estudo é baseado em números oficiais do Governo americano obtidos em relatórios de diversas agências federais. Agora, Gettman e sua associação pretendem reavivar um assunto abandonado desde 2002, época da última tentativa frustrada de legalização da maconha com fins médicos.
Em 2005, as forças policiais americanas só conseguiram confiscar 282 toneladas, menos de 3% do total. "Após o fracasso dos planos de erradicação intensiva, chegou o momento de considerar seriamente a legalização da maconha nos EUA", diz o documento, acrescentando que "a maconha se tornou uma parte onipresente da economia nacional". O relatório sugere que a legalização do uso terapêutico deixaria nos cofres do estado uma elevada soma de impostos. O dinheiro serviria, além disso, para compensar o custo social e sanitário de seu uso para outros fins.A coalizão pede que o Governo considere o fato de que a ilegalidade da droga, a mais usada pelos americanos segundo a DEA, leva grandes quantidades de dinheiro para quadrilhas criminosas.Na opinião de Gettman, o valor da "erva" aumenta pelo fato de sua ilegalidade dificultar a produção e distribuição. O estudo avalia em US$ 3.500 o valor de um quilo de maconha.Segundo os documentos policiais, o preço na rua varia entre US$ 4.500 e US$ 9 mil.Apesar das dificuldades, Gettman e sua associação não perdem a esperança em 2007. Eles já trabalham para reabrir o debate nas instituições do país.

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