quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A mudança na legislação e na política de drogas é urgente
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Seminário aponta para políticas de saúde e prevenção ao abuso de drogas
O seminário “Drogas, Redução de Danos, Legislação e Intersetorialidade” reuniu nos últimos dias 20 e 21, na Câmara dos Deputados, deputados, membros do Poder Executivo, pesquisadores, entidades da sociedade civil, representantes de usuários de drogas e de seus familiares. O encontro foi proposto pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos a pedido de seu presidente, o deputado Luiz Couto (PT-PB).
O encontro, que reuniu 12 deputados federais, contou com o apoio dos ministérios da Justiça e da Saúde, das secretarias nacionais de Políticas sobre Drogas e de Direitos Humanos, do Gabinete de Segurança Institucional, da Unaids e do Unodc. Centenas de pessoas acompanharam a abertura na terça-feira e as quatro mesas redondas da quarta-feira.
Os palestrantes defenderam uma política que dê maior destaque para a prevenção ao abuso de drogas e com políticas de saúde para os usuários, inclusive a redução de danos. Para chegar a este objetivo, defenderam mudanças na política sobre drogas e na legislação.
Os principais pontos jurídicos deste debate são evitar que os usuários sejam criminalizados e que pequenos traficantes – que agem sozinhos, foram flagrados com pequenas quantidades de drogas e estavam desarmados – recebam penas tão duras quanto àquelas a que estão sujeitos os grandes traficantes, que fazem parte de organizações criminosas, que dominam regiões das cidades.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A saúde do baseado - O lobby da marijuana sai às ruas
Em um ato de sanidade piedosa, a administração Obama cumpriu sua promessa de parar de interferir em estados que permitem o uso médico de marijuana.
Tim-tim, saúde, et cetera, et cetera.
O anúncio do Procurador Geral Eric Holder certamente chega como um alívio para muitos dos que dependem da cannabis para diminuir o sofrimento de várias condições clínicas. Essa abordagem nova, não tão rígida, não deixa os traficantes de drogas fora de alcance da lei. Ela significa apenas que os 14 estados que permitem algum uso médico de marijuana não precisam mais temer batidas federais em dispensários e usuários que agem de acordo com leis estaduais.
É uma ótima iniciativa, há muito necessária. Mas é suficiente? Não mesmo.
O debate sobre se os americanos deveriam ter o direito de ser estúpidos - ou de fazer outros parecerem mais interessantes - continua vivo depois de 40 anos da (falhada) "guerra contra as drogas".
Argumentos contra e a favor da descriminalização de algumas ou de todas as drogas já são familiares. Destilados ao básico: a guerra das drogas aumentou o poder de criminosos ao mesmo tempo em que criminalizou cidadãos que cumpriam todas as outras leis, e desperdiçou bilhões que poderiam ter sido melhor empregados em educação e reabilitação.
Em números cada vez maiores, os americanos apóiam a descriminalização pelo menos da marijuana, que milhões admitem ter usado, incluindo um par de presidentes e um juiz da Suprema Corte. Uma pesquisa recente do Instituto Gallup descobriu que 44 por cento dos americanos aprovam a legalização para qualquer propósito, não apenas para uso medicinal, contra 31 por cento em 2000.
O mais alto nível de apoio, sem surpresa, está nos estados da costa oeste e entre pessoas que se autodefinem como liberais, com 78 por cento dos liberais concordando com a descriminalização. Mas a mudança em direção a uma política nacional mais sensível já não está confinada à esquerda. Nem a cara do novo lobby pró-baseado é mais a do cabeludo chapado. A ativista de hoje se depila, e tem filhos.
Entre os recém-incorporados à diminuta multidão conservadora, liderada em outros tempos pelo anti-proibicionista William F. Buckley, está Jessica Corry, do Colorado, uma mulher republicana casada, contrária ao aborto e mãe do "lutador da liberdade do mês" da revista High Times [uma revista patriótica de direita].
Espectadores recentes sem dúvida terão que esfregar seus olhos e olhar novamente quando virem Corry, que discursou no mês passado em uma conferência da NORML [pronuncia-se "normal"], a Organização Nacional pela Reforma das Leis sobre Marijuana, em São Francisco, usando um broche com a bandeira americana, um colar de pérolas com três voltas e um broche dourado com a folha de marijuana.
Um outro dia, um outro estereótipo na lata do lixo.
Além de escrever e falar a favor do fim da proibição da marijuana, Corry, que não fuma maconha, está tentando organizar mulheres republicanas em torno da causa. Até agora, ela tem o compromisso de outras 20 mulheres do Colorado, a maioria das quais advogada, como Corry. Seu marido, também advogado, representa usuários médicos de marijuana.
Os argumentos de Corry não enfocam apenas a desumanidade de punir ainda mais pessoas doentes que buscam alívio no uso da maconha, mas também a necessidade de proteger suas crianças caso elas decidam experimentar maconha algum dia. Não há nada como imaginar suas próprias crianças sendo tratadas como "criminosas" para colocar leis irracionais em perspectiva.
Corry dificilmente estará sozinha, e, na verdade, ela pode ser parte de um "ponto de inflexão". (Já há alguma droga para o "estresse pré-mudança"?) Em sua edição de outubro, a revista Marie Claire publicou "Stiletto Stoners", um artigo sobre mulheres bem-sucedidas profissionalmente que preferem relaxar com maconha. Uma capa da revista Fortune, "Is Pot Already Legal?", examinou o assunto. Em abril de 2006 a Miss Nova Jérsei, Georgine DiMaria, assumiu-se como usuária secreta de marijuana para o tratamento de sua asma.
As direitas dos estados e o conservadorismo costumam ser bons amigos - mas às vezes não são. Embora mutos republicanos nutram um certo libertarianismo [doutrina da primazia dos direitos individuais sobre o Estado], o partido tem sido seletivo em seu apoio a princípios federalistas. A administração de George W. Bush se recusou a respeitar os estados que autorizavam usos medicinais da maconha, por exemplo, mas tentou devolver as questões relativas ao aborto e ao casamento à jurisdição dos estados.
Em uma coluna para o jornal Colorado Daily, Corry argumenta que os princípios conservadores de governo mínimo estão em conflito com leis que tentam controlar o que colocamos para dentro de nossos corpos. Álcool e cigarros - para não falar de xisbúrgueres com 700 calorias - são sem a menor dúvida mais prejudiciais que um pequeno baseado, escreve ela.
A decisão de não invadir dispensários ou punir pessoas que se beneficiam do uso de marijuana, embora laudável, está muito aquém do que é necessário. Para ficar no mínimo, quando empregos e dinheiro estão difíceis, legalizar a marijuana parece tanto prudente quanto benéfico. Em 1929, a Organização de Mulheres para a Reforma da Proibição Nacional liderou o movimento para acabar com a lei seca. Será que as mulheres liderarão a próxima revolução na autonomia pessoal?
Mantenham suas maricas e narguilés (e bongs?) à mão.
Tradução: Fábio Baqueiro
Fonte: Washington Post
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Os males do baseado, nada sério quando comparado ao álcool!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Governo dos EUA flexibiliza luta contra uso da maconha com finalidade médica
Ativistas protestam plantando maconha na sede do DEA
terça-feira, 13 de outubro de 2009
CONEP assina a Carta Aberta à Sociedade Brasileira

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Drogas, modos de usar - ou a peneira, o sol, o jornalista e o deputado reaça
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Maestro Fred Dantas e Orquestra apresentam "Orquestra Bob Marley" em Salvador/BA
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Uso de drogas é tema de seminário do Departamento de Sociologia
Do UFBA em pauta,
O Departamento de Sociologia da UFBA, o Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Substâncias Psicoativas (Giesp) e o Laboratório de Estudos em Segurança Pública e Cidadania e Solidariedade (Lassos) realizam seminário no dia 16 de outubro (sexta-feira), das 8h30 às 12h30, no auditório do Centro de Recursos Humanos, novo pavilhão de aulas da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, em São Lázaro. Os trabalhos serão conduzidos por expositores como Prof. Edward MacRae (UFBA) – “A criminalização da droga como controle social”; Prof. Eduardo Paes-Machado (UFBA) – “Violência e mercados de drogas”; Luana Malheiro (graduanda de CISO-UFBA) – “Sociabilidade, cultura entre pessoas que usam crack no Centro Histórico de Salvador”; Sergio Vidal (graduando de CISO-UFBA; membro do Growroom e da Ananda) – “O papel do usuário na repolitização do debate público sobre drogas”; e Sérgio Trad (Ministério da Justiça/Pronasci) – “Políticas públicas de drogas no Brasil: aspectos teóricos e institucionais do controle estatal das drogas”. As inscrições podem ser feitas através do e-mail giesp_ufba@yahoo.com.br.
ACM Neto! O meu voto, nunca mais!
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
I SEMINÁRIO SOBRE CONTROLE SOCIAL, VIOLÊNCIAS E MERCADOS DE DROGAS
16 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, DE 8:30hs ÀS 12:30hs.
Prof. Edward MacRae (UFBA) - A Criminalização da Droga como Controle Social
Prof. Eduardo Paes-Machado (UFBA) - Violência e Mercados de Drogas
Luana Malheiro (graduanda de CISO-UFBA) - Sociabilidade, Cultura entre Pesosas que usam de Crack no Centro Histórico de Salvador
Sergio Vidal (graduando de CISO-UFBA; membro do Growroom e da Ananda) – O papel do Usuário na Repolitização do Debate Público sobre Drogas
- Sérgio Trad (Ministério da Justiça/Pronasci) - Políticas Públicas de
Drogas no Brasil: Aspectos Teóricos e Institucionais do Controle
Estatal das Drogas.
ORGANIZAÇÃO:
DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA - UFBA
GRUPO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDOS SOBRE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS - GIESP
LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM SEGURANÇA PÚBLICA, CIDADANIA E
SOLIDARIEDADE – LASSOS
INSCRICÕES: giesp_ufba@yahoo.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Chegou a hora de legalizarem a maconha?
Wálter Maierovitch foi Secretário Nacional Antidrogas no segundo governo FHC, entre 1999 e 2000. Dois anos depois, entrevistei-o sobre a política brasileira para drogas, para um livro que eu estava escrevendo sobre maconha.
Ele me contou que, durante seu período na secretaria, ele juntou esforços ao governo português para buscar para os dois países uma política de drogas mais liberal, que não criminalize o usuário, principalmente para drogas leves. O esforço foi em frente em Portugal, mas foi abruptamente interrompido aqui no Brasil. Por quê? Aparentemente porque, a uma determinada altura, o chefe de Maierovitch, FHC, barrou a mudança da lei. E por que FHC, que escolheu Maierovitch e parecia apoiar uma lei mais racional, mudou de ideia? Maierovitch não me respondeu diretamente, mas deu a entender que tinha certeza de que o presidente brasileiro tinha sofrido pressão do grandão do norte. Na opinião dele, o Brasil não descriminalizou o uso de drogas porque os Estados Unidos de Clinton não quiseram.
