
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Guerra às Drogas: Uma forma de controlar a democratização

Turistas "banidos" dos Coffe-shops? Na verdade, ainda não!
O que realmente está acontecendo é bem diferente da imagem pintada pelos jornais. "Não há nenhuma decisão ainda. É a intenção do atual governo fazer isso. Debates parlamentares vão ocorrer neste outono, e mesmo que o Parlamento aprove, eu acho que haverá muitas possibilidades para processos na justiça, porque este é essencialmente um caso de discriminação", explica Joep Oomen, coordenador da ENCOD.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
ACM Neto diz que é contra a descriminalização da maconha
Clique aqui e ouça a opinião de ACM Neto em debate promovido pela Folha Online.
sábado, 26 de setembro de 2009
Maconha em Debate: Legalização, Cidadania e Livre Expressão

sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Fotos da Ação da ANANDA no XIII ENEARTE
A beleza do passe de bola na roda da criação - XIII ENEARTE
Fotos: Txhelo
Primeiro: Pequena roda formada diante de um lúdico mirante. No mastro, uma bandeira com flores primaveris sorridentes dá o tom de mais um dia no Encontro Nacional de Estudantes de Arte. Paira no ar aquela sensação maravilhosa das infinitas possibilidades da vida. Estamos num período fértil: uma geração artística em sintonia, exalando magia e criatividade. Admirável o contato travado com a própria realidade. Nas oficinas, é possível encontrar manifestações jamais reconhecidas formalmente pela academia, como o Dub, Grafitti, Capoeira e Tecido. Nas idéias, uma consciência ampliada da contribuição que cada artista tem pra dar na infinita roda da criação. A noite de festa começa com a trupe que desce as escadarias rumo ao picadeiro; perna de pau, clowns, atores, malabaristas, músicos, mágicos vão comungar juntos à magia do picadeiro.
Segundo: Intervalo para acompanhar de perto uma partida de ping-pong freestyle. Aqui o esporte ocupa duas quadras, dentro da quadra principal do evento. Sem o som característico das raquetes, nesta modalidade os jogadores fazem uso das mãos para rebater com maestria artística as jogadas vindas do outro lado. No clima de camaradagem da noite, as duplas costumam vão sendo formadas na hora. Mais do que de repente, um ator de rua baiano e um artista plástico - até então desconhecidos um do outro - se tornam grandes parceiros no tempo e vencem três partidas. Aqui todos ganham em risos e satisfação.
Terceiro: “Maconha, olha a Maconha... aqui, informações(!) sobre a Maconha”, entoa a voz no megafone. Estamos no estande da Ananda, grupo anti-proibicionista baiano que acendendo as pontas conquistou o direito de expressão dos cannabistas em Salvador. A edição da Marcha aqui na cidade está marcada para o dia 5 de dezembro, no Porto da Barra. Daqui pra lá o grupo promove oficinas criativas e arrecada verbas para a confecção de material. Todos os broches com a folha da Cannabis foram vendidos. O estande, localizado ao lado do picadeiro, reservou um espaço também para leitura, disponibilizando um riquíssimo acervo da cultura canábica, dentre eles uma compilação de tiras do Metous, camisetas da grife lombra e edições do livro O Fino da Massa. “ A Maconha é objeto de consumo cultural, ela atua dentro de contextos culturais. Ela é alimento da alma e do espírito da sociabilidade”, afirma Sérgio Vidal, pesquisador da ANANDA.
O cantinho é receptivo as tantas manifestações artísticas presentes, de modo que o visitante sempre leva uma nova informação sobre a ganja. “A Maconha pode ser estudo de várias outras áreas do conhecimento, mas faz parte do processo de estudo mesmo o campo artístico. É impossível dissociar”, afirma Neco Tabosa, jornalista responsável pelo o livro O Fino da Massa e editor do blog Filipeta da Massa.
Quarto: Navegamos pro palco, onde neste momento o encontro abre espaço para a manifestação da cultura rastafári com a apresentação da banda Aliança. Loas do reggae meditation e nyambinghi embalam a dança mágica dos leões guerreiros. Quem já foi num show de reggae sabe do elo que se forma entre a platéia e a banda, numa troca de vibrações alquímica. A intensidade é tanta que é comum você encontrar pessoas em pleno transe contemplativo da existência. Em meio aos chamados de Jah, teve maluco do Maranhão que achou até que tava na ilha... Com a cabeça feita, ficamos por aqui.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ananda no Fórum Brasileiro de ONG´s e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade
A Ananda recebeu um convite para participar do Fórum Brasileiro de Ong´s e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente - FBOMS, que aconteceu em Brasília, entre os dias 14 e 16 de setembro. A pauta principal das reuniões foi a mudança climática no Brasil e no mundo. Como forma de promover transformações nesta realidade destrutiva do planeta, ações e trabalhos que pensem a sustentabilidade tornaram-se necessárias.
Para ampliar as contribuições da Ananda na discussão do assunto, estive na palestra apresentada pela Senadora Marina Silva que aconteceu no auditório da UNB no dia 16 do mesmo mês. A senadora falou sobre a atual “crise ambiental” e a necessidade de formulações de políticas que visem um desenvolvimento pautado pela sustentabilidade.
A sustentabilidade para ela implica uma re-significação do homem consigo mesmo, com a natureza e política, um reposicionamento do homem e das formas de produção, consumo e sociedade para que as ações de hoje possibilitem o viver e a qualidade de vida para as próximas gerações. Significa então crescer e se desenvolver pensando nas gerações futuras. Sustentabilidade é um tema complexo e envolve reconstrução de paradigmas da nossa sociedade atual, questionamento de modelos antigos e construção de novos modelos sociais e políticos.
Desta forma a Ananda entende que uma mudança da sociedade de consumo, envolvendo consumo consciente e sustentável, deve considerar mudanças no consumo ilegal de drogas. A legalização das drogas, para nós, implica novas estratégias de consumo (mais consciente e sem envolver situações de violência e de opressão aos pobres) provocando uma sociedade mais distante do crime, construindo uma sociedade melhor para o futuro. Entendemos que não se pode desejar uma modificação nas estruturas de consumo e na vida em sociedade sem considerar a legalização das drogas neste debate.
Ficamos muito felizes por ter tido a oportunidade de participar desse evento e agradecemos o convite. Certamente o debate sobre sustentabilidade e mudança de paradigmas é muito importante e tema transversal às discussões sobre políticas e leis de drogas. Parabéns aos organizadores do evento e aos movimentos sociais do país. Estamos juntos na luta por um mundo melhor.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ananda e Filipeta da Massa no XIII ENEARTE
sábado, 19 de setembro de 2009
LUTO: Morre Jack Herer - The Cannabis Hero


quinta-feira, 17 de setembro de 2009
"AS DEZ PIORES DROGAS"
1) Heroína: droga produzida e derivada do ópio, que é extraído do fruto de algumas espécies de papoula. Pode ser injetada na forma líquida ou inalada.
2) Cocaína: droga alcalóide derivada do arbusto Erythroxylum coca Lamarck, estimulante com alto poder de causar dependência, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos. Pode ser consumida de várias formas mas o modo mais comum é pela aspiração.
3) Barbitúricos: sedativos e calmantes usados em remédios para dor de cabeça, hipnose, epilepsia, controle de úlceras pépticas, pressão sanguínea alta e em medicamentos para dormir. Provocam dependência física e psicológica, diminuição em várias áreas do cérebro, depressão na respiração e no sistema nervoso central, depressão na medula, depressão do centro do hipotálamo, vertigem, redução da urina, espasmo da laringe, crise de soluço, sedação e alteração motora.
4) Metadona (ópio): suco espesso que se extrai dos frutos imaturos de várias espécies de papoulas soníferas. O uso repetido conduz ao hábito, à dependência química e a uma decadência física. Pode ser mascado, fumado ou utilizado como comprimido e supositório.
5) Álcool: droga mais vendida no planeta. O consumo moderado está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina no peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, câncer no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite.
6) Cetamina ou Quetamina: droga dissociativa usada para fins de anestesia, com efeito hipnótico e características analgésicas. Conhecido remédio para cavalo, pode ser inalada, engolida ou injetada direto nas veias sanguíneas. Aumenta a pressão arterial e o consumo de oxigênio pelo coração, podendo levar a um infarto fulminante do miocárdio.
7) Benzodiazepinas: do grupo de fármacos ansiolíticos, esta droga é usada no tratamento sintomático da ansiedade e insônia. Seu uso causa dependência psicológica e física.
8) Anfetamina: ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos, também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó, igual a cocaína. Tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite.
9) Tabaco: aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças, como por exemplo infarto do miocárdio, bronquite crônica, efisema pulmonar, derrame cerebral , úlcera digestiva, etc. Tem um potencial muito grande de provocar câncer, já que o fumo contém cerca de 80 substâncias cancerígenas.
10) Buprenorfina: droga derivada da heroína que serve como substituta para os usuários de ópio e heroína durante o tratamento de abstinência.
Fonte: Redação Yahoo! Notícias
Vereadora recua contra Marcha da Maconha
Programas pró-maconha tomam conta da TV Americana
Rejeitado por uma emissora de TV, mas rapidamente aceito por outra, o "Cannabis Planet" é evidência televisionada de como a maconha está engendrada na cultura californiana e é um potente exemplo da forma como a subcultura da maconha tem avançado no palco nacional.
"Nós tentamos mostrar a legitimidade desta planta", disse Brad Lane, produtor executivo do programa de meia hora.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Do plantio para uso próprio (e outros avanços): desmitificando "caretices"...

A notícia da proposta de alteração da Lei 11.343/06 (também conhecida como LEI DOS TÓCHICO), encabeçada por pessoas como o Deputado Paulo Teixeira (PT/SP), coloca em debate a importância do plantio de maconha para uso próprio em pequenas quantidades, e a mudança de enfoque em direção a políticas de drogas mais sérias. Se isso muito interessa às pessoas canabistas (também conhecidas como MACONHEIRAS), também deveria interessar a cidadãos e cidadãs em geral. Contudo, a idéia de que usuári@s de ilícitos não serão mais pres@s parece, para muita gente, o fim dos tempos. Muitas pessoas caretas (principalmente as que acham que drogas são todas iguais & servem ao demônio) costumam imaginar que terão de fumar passivamente dentro de elevadores, supermercados e durante as viagens da terceira classe. Vale lembrar que ser careta não tem nada a ver com estar em abstinência, mas sim em ter uma certa visão de mundo fechada - o que comprova o dito popular de que usar drogas não é remédio para a caretice.
Marijuana em intervenção urbana

O debate sobre a Cannabis na Holanda
Mas o tempo está a nosso favor. Naqueles países onde foi instalado uma política de drogas que não esteja baseada na proibição total, a própria realidade demonstra que a única maneira de avançar é através de um contínuo desmantelamento deste regime. Tal é o caso dos Países Baixos, onde a venda de pequenas quantidades de cannabis para o uso pessoal em coffeeshops foi tolerada desde 1976. Isso significa que uma geração inteira cresceu rodeada por um clima em que o acesso à cannabis para adultos esteve relativamente normalizado. Praticamente todos os problemas com a cannabis (em relação à saúde ou à segurança pública) podem ser reduzidos ao facto que a cannabis continua a ser um produto ilegal. Por isso o cultivo a grande escala e a distribuição comercial fora dos coffeeshops seguem em mãos de organizações criminais. Esta verdade está completamente óbvia para todos os trabalhadores de saúde, autoridades locais, políticos e até um importante sector da força policial. Como tal será de esperar que o próprio país estaria disposto para o próximo passo, que seria a legalização total.
Leia na íntegra: CLIQUE AQUI
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Um apelo pela arte, em especial, a sétima (sobre o Hemp)

Recebi um email com um pedido de ajuda que decidi divulgar no blog, por se tratar de um filme cuja temática me interessou muito. A mensagem pede ajuda para a finalização do filme, sugerindo que os interessados podem comprar camisetas e adiquir um selo de patrocinador do filme. Achei a iniciativa maravilhosa e certamente vou plagiar em breve!
COLABOREM!!
Ficha Técnica
ASSISTA TRECHOS: CLIQUE AQUI
Duração: 75`
Produção/Direção: Cid César
Fotografia/Câmera/Som: Alberto Bellezia
Montagem: Pedro Vinícius
Edição/Mixagem som: Gabriel D`Angelo / Leandro Lima
Produção Executiva: Cid César/ Christoph Reisky

Quase colado à agitada Zona Sul carioca, um homem se mantém alheio ao corre-corre da vida urbana. Durante um dia inteiro, o documentarista Cid César acompanhou a insólita rotina deste homem: Guilherme de Souza, o Hemp. Morando numa casa sem energia elétrica, onde bebe água da fonte, colhe vegetais em sua horta e usa o fogão a lenha para cozinhá-los, Hemp dedica a maior parte de seu tempo à pintura de quadros – geralmente, usando materiais reciclados como tela. Adepto de uma religião hindu, Hemp costuma fumar durante suas orações, três vezes ao dia – e corrige: “eu não fumo, faço cerimônia”.
É que, para ele, nada é por acaso, inclusive a própria escolha por esse estilo de vida. Hemp decidiu viver de forma simples após permanecer cinco anos nos Estados Unidos, onde se impressionou com o desperdício e o excesso de consumo provocados pela vida moderna. De volta ao Brasil, decidiu que morar “num caixote de cimento” (como define apartamentos), permanecer duas horas preso num engarrafamento ou passar a vida pagando contas não trariam felicidade. Ex-competidor de surf, acabou por instalar-se nessa casa no Alto da Boa Vista, cedida por um amigo.
O filme mostra que o estilo de vida de Hemp, que antes poderia ser considerado uma excentricidade, hoje se revela algo totalmente sintonizado com expressões como “sustentabilidade” e “preservação do Planeta”. Após assistir ao filme, ficará a dúvida: quem está vivendo de forma errada? Você ou Hemp?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
847.864 pessoas presas nos EUA em 2008 por envolvimento com a planta Cannabis sativa
Diplo traz debate sobre o fracasso da proibição das drogas
Do Blog do Paulo Teixeira
A edição brasileira do jornal Le Monde Diplomatique traz, em sua edição de setembro, uma série de artigos e entrevistas sobre o fracasso da política de proibição de drogas como forma de combater o consumo destas substâncias.
Os textos são do comandante John Grieve, que dirigiu a unidade de inteligência criminal da Scotland Yard, do professor Thiago Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense), o cientista social Marco Magri, dos coletivos Marcha da Maconha e DAR (Desentorpecendo a Razão), da professora de Direito Penal Luciana Boiteux, do Grupo de Pesquisas de Política de Drogas e Direitos Humanos da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do psiquiatra Victor Palomo, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica.
Leia na íntegra: Paulo Teixeira
Ananda na Festa Aquarius - CE

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