quinta-feira, 31 de julho de 2008

Lançamento do livro Drogas e Cultura: Novas Perspectivas

Editora: Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba)

Apoio: Ministério da Cultura (MinC) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

Colaborador: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP)

Mais informaçõs: Alto das Estrelas

terça-feira, 29 de julho de 2008

Brasil: recorde de intoxicações por medicamentos

Quase 33 mil reações adversas foram registradas em 2006, diz relatório da FioCruz; São Paulo lidera ranking.Um antibiótico para dor de garganta e um xampu contra piolhos fizeram o ator Reynaldo Gianecchini e a pequena moradora da zona norte Jennifer Freire, de 3 anos, entrarem para a mesma turma. Na última semana, os dois foram vítimas de intoxicação por remédios e, agora, engrossam a estatística crescente desse tipo de reação adversa. O último relatório da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), ainda não publicado, revela que as intoxicações por remédio bateram recorde. Em todo País, foram 32.884 casos diagnosticados, uma média de três ocorrências por hora. São Paulo lidera a lista, com 41% dos casos (13.471). Desde o ano 2000, é a primeira vez que o número supera a marca das 10 mil reações. Os dados foram coletados em 2006. As primeiras informações apontam aumento de 30% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 25.179 casos no Brasil.
Leia na íntegra: OBID

domingo, 27 de julho de 2008

Lei altera nome da SENAD e do CONAD

Com a publicação da Lei 11.754, de 23 de julho de 2008, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (24), a Secretaria Nacional Antidrogas passa a se chamar Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD). A lei também altera o nome do Conselho Nacional Antidrogas para Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD). As siglas das instituições permanecem as mesmas.
Leia na íntegra: SENAD

sábado, 26 de julho de 2008

Estudantes participam de debate sobre drogas em encontro nacional

Nesta terça-feira (22/07), durante o Encontro Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (ENECS), realizado na cidade de Salvador, trinta estudantes e pesquisadores de várias universidades do país pautaram um debate sobre drogas.

Dentre as entidades ou grupos participantes, estiveram Sérgio Vidal, coordenador da ANANDA (Associação Interdisciplinar de Estudo sobre plantas Cannabaceae, de Salvador) e Rafael Gil, participante do rizoma Princípio Ativo, de Porto Alegre (RS). Também ali estiveram participantes das edições das Marchas da Maconha de João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Foram distribuídas cópias de um guia para a Redução de Danos voltado especificamente ao uso de maconha; num enfoque informativo sobre a nova lei, e nos direitos e deveres das pessoas que usam drogas.

O debate se tranformou em uma roda de diálogo

Dentre os assuntos em pauta, estiveram presentes o fenômeno da organização política das pessoas que usam drogas, no atual ambiente de criminalização (o caso das repressões às Marchas da Maconha em 2008), e os danos sociais e à saúde provenientes da filosofia de guerra às drogas - bem como a necessidade de pensar alternativas à mesma. Pensaram-se também as aproximações do movimento antiproibicionista com outros movimentos que também debatem o uso dos prazeres, práticas culturais ligadas ao corpo, como os movimentos feminista e LGBTTT. Entendeu-se como recente a abertura de diálogo sobre drogas, da mesma forma como é recente o diálogo sobre sexualidade; comparando-se o desenvolvimento das paradas gays e lésbicas conforme o amadurecimento político e o surgimento de associações ligadas em rede que fomentaram debates sobre gênero nas mais diversas arenas políticas da sociedade.

Sérgio Vidal traçou um histórico das políticas de drogas de países como Austrália, Inglaterra e Espanha, situando o contexto de alternativas buscadas por outros países, e sugerindo um debate sobre os pontos fortes e fracos. Também foram examinados aspectos da política de drogas holandesa, principalmente num sentido de desmistificar as imagens de “permissividade total” normalmente a ela atribuída. Diante disso, o debate foi propositivo, reconhecendo que a proibição das drogas, ao omitir a sua realidade (e não admitir que eliminá-las por completo é uma tarefa impossível) é um caminho que limita o campo de ações, seja na “redução de oferta ou demanda”, seja na promoção de saúde e direitos humanos das pessoas que usam drogas.

Destacaram-se as falas visando a mediação de conflitos, numa sociedade na qual o diálogo sobre drogas está ainda amadurecendo. Neste sentido se reconheceu como essencial a contribuição de olhares antropológicos, pensando nos valiosos saberes populares sobre usos de drogas (infelizmente hoje marginalizados) e no reconhecimento dos tabus relacionados ao tema, acolhendo uma realidade hoje negada. O importante papel de movimentos e grupos como a Marcha da Maconha, portanto, passou pelo seu potencial de gerar debates junto à sociedade como um todo, com o grande desafio de superar a fórmula do “ser contra ou ser a favor” - fórmula esta que, coincidentemente ou não, estava refletida no título que a organização do evento deu à mesa: “liberar ou reprimir”?

Como era de se esperar, o debate também teve contrapontos importantes, motivados em uma leitura da realidade de usos abusivos, notadamente de drogas como o crack. Levou-se em conta, diante disso, os recortes que podemos fazer entre diferentes classes sociais e condições de vida e usos de drogas em geral, assumindo que os processos de saúde e doença (e por extensão, as diversas relações com as drogas) são processos psico-sociais. As políticas de proibição também foram analisadas naquilo que contribuem para esta realidade, uma vez que fomentam a adulteração como via de lucro, a clandestinidade dos rituais de uso e, principalmente, a dificuldade na organização política das pessoas diretamente envolvidas com estas políticas: as pessoas que usam drogas. Diante desta dificuldade, nega-se uma dimensão principal para trabalhar, no âmbito da saúde, a relação das pessoas com as drogas que usam, que é a dimensão da autonomia.

O debate prosseguiu pelos corredores da UFBA
“Escolher” entre o que é apologia e o que é repressão torna-se um falso dilema, para o qual as Ciências Sociais poderia fornecer ferramentas valiosas na exploração das nuances e riquezas do objeto “droga”. E, como pressuposto, a reafirmação de que usos de drogas são práticas culturais milenares, devendo esta realidade ser cada vez menos negligenciada pela academia e por aqueles que nela transitam.

Observatório da Cannabis comemora 30.000 visitas

Hoje este Observatório alcançou a marca de 30.000 acessos e mais de 50.000 páginas visitadas. Ficamos feliz com esse número que reflete o reconhecimento do nosso trabalho e a importância de nos dedicarmos ainda mais à tarefa de trazer informações seguras, interessantes e originais para nossos leitores. O Observatório da Cannabis está no ar desde 16 novembro de 2006 quando iniciou sua caminhada lenta, mas gradual e segura, pelos caminhos da produção e difusão democrática de informações.
Esperamos continuar trilhando esse caminho por muitos anos e ampliando nosso diálogo com os leitores, que são o principal motivo pelo qual ainda estamos realizando esse trabalho.
Parabéns para o Observatório e para todos nós, leitores e autores, que fazemos desse trabalho merecedor desses números.
Vida Longa ao Observatório da Cannabis e à Ananda.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

V Seminário Estadual sobre Drogas

Quando:25/07/2008
Local: Fundação Luis Eduardo Magalhães - Centro Administrativo da Bahia

08:00 às 08:30 - Credenciamento

08:30 às 08:45 – Abertura
Marília Muricy - Secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e Presidente do CONEN/BA

08:45 às 09:00 – Cerimônia de Entrega do Diploma de Mérito pela Valorização da Vida

09:00 às 10:00 – Mesa Redonda "Álcool e Trânsito: A Nova Lei nº 11.705/08 ( Lei Seca)” .

Participantes
Antônio Nery Filho – Coordenador do CETAD
Dr. Cícero Coutinho – Supervisor do Juizado Especial de Trânsito – TJ-Ba

10:00 às 11:00 – Debate

11:00 às 12:00 - Apresentação do balé da FUNDAC

12:00 às 13:30 Intervalo para Almoço


13:30 às 14:30 - Mesa Redonda: “Abordagem do usuário de crack: novos tratamentos e intervenções psicossociais”

Participantes:
George Hamilton Soares - CETAD/UFBA/PREVIDROGAS – “Tratamento farmacológico do crack“;
Maria Luiza Mota Miranda - CETAD/UFBA/PREVIDROGAS “Dispositivos Institucionais para o tratamento de dependentes químicos“;
Maria Eugênia Nunes - “Redução de danos e crack”;
Renata Jones “Terapia ocupacional e usuários de crack – Reflexões de uma prática em um Centro de Atenção Psicossocial”.

Mediador: Esdras Cabus Moreira – Conselheiro do CONEN/BA

14:30 às 15:30 - Debate

15:30 às 15:50 Apresentação do Vídeo - Luis Felipe E DO VÍDEO

15:50 às 16:00 Intervalo


16:00 às 17:00 - Mesa Redonda – “Redução de Danos: Por quê? E para quem?”

Participantes:
Milena Passos - Associação de Travestis de Salvador – ATRAS;
Sergio Vidal - ANANDA - Redução de Danos: Um paradigma em expansão;
Drª Carolina Carvalho - Coordenadora do CAPS-AD - Feira de Santana
Redução de Danos nos Presídios.

Mediador: Tarcisio Matos de Andrade – Conselheiro do CONEN/BA

17:00 às 17:30 Debate

17:30 - Encerramento

terça-feira, 22 de julho de 2008

Europeus preferem Cannabis

Estudo realizado pelo Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (OEDT), divulgado por ocasião do Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas revela: que mais de 13 milhões de europeus usaram a substância no último mês
A cannabis é a droga mais consumida na União Europeia, mais de 13 milhões de europeus usaram-na no último mês, mantém a mesma potência há uma década e é associada a efeitos físicos e psicológicos adversos, escreve a Lusa.
Leia na íntegra: IOL Portugal Diário

domingo, 20 de julho de 2008

Quanto tempo uma experiência deve continuar até ser declarada um fracasso? (por exemplo, a proibição das drogas)

Por David Borden, diretor-executivo da StoptheDrugWar

Para a lei seca, nossa versão estadunidense, durou cerca de 13 anos. Entre os crimes da máfia, as intoxicações por bebidas adulteradas e a idade declinante em que o pessoal virava alcoólatra, os estadunidenses decidiram que a “Nobre Experiência” – quer deva mesmo ser considerada nobre ou não – era uma idéia ruim. E lhe deram fim.
Leia na íntegra: StoptheDrugWar

quarta-feira, 16 de julho de 2008

II ENCONTRO NORDESTE DE REDUTORES E REDUTORAS DE DANOS

A ABORDA (Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos), o Instituto PAPAI (PE) e o Grupo Solidariedade é Vida (MA), vêm por meio deste convidar para participar do II ENCONTRO NORDESTE DE REDUTORES E REDUTORAS DE DANOS, a ser realizado em São Luís (MA), dias 18 (aberto ao público/ 8hs às 18hs) e 19 (somente para mobilizadores do Projeto RoDa (a partir das 16hs30min aberto a todos para encerramento e apresentação cultural) de julho de 2008, no Auditório da Escola de Música Lilah Lisboa de Araújo, localizada na Rua da Estrela, Fone: 98 3218-9940-Projeto Reviver-Centro Histórico-São Luís-MA.

O evento contará com a participação de redutores de danos e gestores, representantes de todos os Estados do Nordeste e é parte do Projeto RoDa - Organização e articulação nacional de redução de danos, desenvolvido pela ABORDA com apoio do PN-DST/Aids e UNODC. O objetivo maior do projeto, que vem sendo desenvolvido em todo país há um ano e meio, é contribuir para construção de parcerias entre diferentes setores que atuam no campo da Redução de Danos no Brasil.

Em todas as regiões do país estarão ocorrendo eventos semelhantes, seguidos de um Encontro Nacional que acontecerá em Santo André –SP, de 28 a 30 de agosto de 2008.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Lotus mostra carro que usa fibras de Cannabis

A Lotus anunciou uma de suas principais atrações para o Salão de Londres, que acontecerá no final de julho. Trata-se do Eco Elise, desenvolvido com foco nas novas tecnologias “verdes” que vem se tornando tendência entre os carros.
Leia na íntegra: Quatro Rodas

I Oficina de Prevenção das Hepatites Virais para Tatuadores

Quando: 15/07, das 09h às 17h
Onde:Auditório da sede da Secretaria Municipal de Saúde dos Aflitos

Mais informações: A Tarde Online

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Suprema Corte Da Itália Libera Porte Da Maconha Para Rastafáris

Segundo a Suprema Corte de Justiça italiana, os juízes devem reservar um tratamento diferenciado aos seguidores da religião rastafári encontrados carregando grande quantidade de maconha, considerando que, para os adeptos desta religião, fumar maconha favorece a contemplação e a reza, o que se baseia "na crença de que a erva santa tenha crescido sobre a tumba do Rei Salomão".

Leia na íntegra: O Globo On-line

Maconha tem antiinflamatório que ''não dá barato''

Um componente da maconha pode funcionar como um poderoso agente antiinflamatório sem causar "barato" nas pessoas, dizem cientistas. A descoberta pode trazer um grande alívio aos que sofrem de artrite, cirrose e outras doenças. As drogas já existentes nem sempre são tão eficazes, podendo ainda provocar efeitos colaterais, desde úlceras estomacais ao aumento do risco de ataques cardíacos.
Leia na íntegra: iParaiba

domingo, 13 de julho de 2008

A 'maconha produzida pelo corpo' faz bem à pele

Um grupo de cientistas da Hungria, da Alemanha e da Grã-Bretanha afirma ter descoberto que os endocanabinóides - compostos químicos semelhantes aos tetraidrocanabinóis (THC), ingrediente ativo da maconha- produzidos pelo corpo fazem bem para a pele.
Leia na íntegra: Globo On-line

Do Diabo ao Bafômetro. A nova legislação brasileira sobre consumo de bebida alcóolica e uso de drogas proibidas por motorista

Toda vez que escuto a expressão tolerância zero fico incomodado. Ela faz parte da doutrina norte-americana chamada “Da Lei e da Ordem”. Os governos e os congressistas norte-americanos acreditam que basta a ameaça de punição contida na lei para inibir as infrações.
Leia na íntegra: IBGF

quinta-feira, 10 de julho de 2008

“Vamos legalizar a maconha por 5 anos e ver se o mundo desaba”

Em entrevista a ÉPOCA, o jornalista britânico Misha Glenny, autor do livro McMáfia, que aborda as ligações do crime organizado no mundo, diz que é preciso descriminalizar a droga por um período para saber se as conseqüências serão tão ruins como se imagina.
Leia entrevista na íntegra: Época On-line

terça-feira, 8 de julho de 2008

Aos Produtores do Fantástico, Rede Globo de Televisão

Por Luiz Paulo Guanabara

O programa Fantástico há anos tem exibido excelentes matérias e informações de utilidade pública. Mas a peça de desinformação e de demonização da maconha aparentemente feita na Inglaterra e exibida neste domingo é propaganda barata, ridícula e mal feita. O apresentador começa dizendo que a pessoa pode ficar até dois anos presa por consumir maconha naquele país. Aqui no Brasil, de acordo com a lei de drogas em vigor, o “maconheiro” não é preso. Será que na Inglaterra a sanha punitiva chega a ponto de encarcerar por dois anos quem fuma maconha? Claro que não.

Leia na íntegra: Psicotropicus

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Fracasso do Dia Internacional de Combate às Drogas

Pelo mundo, o “Dia Internacional de Combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas”, criado pelas Nações Unidas, quase passa despercebido. Não é para menos. As convenções faliram. Prova disso é que ainda está em vigor a de 1961, celebrada em Nova York e que adotou a matriz norte-americana da “war on drugs”. A propósito marco-se o prazo de 25 anos para a de erradicação dos cultivos: o prazo, contado a partir de 1964, terminou em 1989.
Leia na íntegra: IBGF

DROGA: Prometeu-se mudar e tudo está igual

O fenômeno representado pelas drogas ilícitas continua sendo aproveitado para esconder interesses geopolíticos, geoestratégicos, geoeconômicos. Por isso, convenções, assembléias especiais, relatórios e conclusões devem ser analisados com cautela.
Leia na íntegra: IBGF

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Revista Canábica Brasileira

Um projeto de estudantes universitários apresentado como trabalho de conclusão de uma discíplina propõem algo para o Brasil que já é comum em dezenas de cidades no mundo: Uma revista dedicada à cultura canábica. Existem diversos empreendimentos a exemplo da estadunidenses High Times, da espanhola Cañamo e da Inglesa Cannabis Eye, além é claro das muitas versões da Softsecrets. O projeto, construido de forma experimental e que não se pretende realizar outros números, pode ser um indicativo de como a cultura da maconha no Brasil pode ser retrada de uma forma descontraída e livre de preconceitos.
Para conhecer: Clique Aqui

ONU estima que 208 milhões de pessoas consumam drogas

VIENA - O número de pessoas que consomem droga pelo menos uma vez por ano em todo o mundo experimentou uma pequena alta para o total de 208 milhões, 4,9% da população do planeta entre 15 e 64 anos, informou a ONU.
Leia na íntegra: Estadão

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Debate sobre a maconha em Sergipe

No último dia 17 de maio ocorreu no auditório da Universidade Federal de Sergipe o debate - Maconha: criminalização, descriminalização ou legalização? Quais os rumos da "erva maldita" no Brasil?" . O evento contou com um público médio de 50 pessoas, muitos estudantes de variados cursos da UFS. O representante da polícia cancelou a participação no evento, que contou com as exposições do pesquisador Sergio Vidal e da profa. do Departamento de Direito Adréa Depieri. O debate foi aberto com a excelente exposição da profa. Depieri que discutiu os aspectos jurídicos das políticas e leis antiproibicionistas no Brasil, destacando o caratér autoritário das mesmas e dando ênfase ao fato de que a construção dessas leis é dada de forma pouco democrática e sem acesso da sociedade civil. A exposição de Vidal traçou um panorâma das políticas e leis da experiência holandesa, autraliana e portuguesa, comparando-as com a realidade brasileira, destacando os aspectos negativos e positivos dessas experiências. A exposição de Vidal ainda contou com uma parte onde foi discutida a recente criminalização dos movimentos sociais que reivindicam mudanças nessas leis e políticas. Esse evento é um primeiro passo para construir o debate no estado do Sergipe, que pretende seguir a tendência de outros estados e iniciar a discussão em torno das mudanças sobre o tema. Abaixo algumas fotos do evento:

Debate: Drogas e Violência

Onde: Auditório do Caps-Ad Pernambués - Salvador/BA
Quando: 10 de julho (quarta-feira), as 14:30
Palestrante: Dr. Gey Espinheira
Inscrições até 7 de julho pelo tel: 31164699

Psychoactive Substances in Brazilian Anthropology

By Bia Labate and Sergio Vidal
Translated by Luana Malheiro; Revised by Brian Anderson

From the 1st to 4th of June in Porto Seguro, Bahia, Brazil, the largest Latin American event in anthropology took place – the 26th Meeting of the Brazilian Anthropology Association (ABA). This year the organizers of the ABA brought two proposals to life: one a Round Table discussion and the other a Working Group to discuss the “War on Drugs”.

On June 2nd, Dr. Edward MacRae, one of the founders-researchers of NEIP (the Interdisciplinary Group for the Study of Psychoactives) led the Round Table discussion entitled “Formal and informal controls of psychoactive substance use”. The room of the Round Table was packed and the discussion featured commentaries by the researchers Thiago Rodrigues (PUC/SP; NEIP), Paulo César Pontes Fraga (UESC), and Eduardo Viana Vargas (UFMG;NEIP), one of the most recent addition to NEIP.

Eduardo Vargas suggested that we should go beyond the categories as “substance itself”, “set” and “setting” to think about the question of drugs and, from a reading of the theory of Bruno Latour, to think about the notion of the “event” in drug use, about the ecstasy in agent-making and not just in agency. Paulo Fraga discussed the symbolic logic and material of marijuana’s polygon, and Thiago Rodrigues drew a wide network of historical and political relations and policies that make possible the establishment of the prohibition of drugs, considering also “the success of the policy failures of the war on drugs” (e.g. in whose interest it is and why to continue Prohibition and complete its goal of banning the consumption of psychoactive substances the world over).

June 3rd was the launching of the book “Religiões Ayahuasqueiras: um balanco bibliografico” by Bia Labate, Isabel de Rose and Rafael Guimarães dos Santos. On the same day was also the beginning of the Working Group on Psychoactive Substances: Culture and Politics, which included presentations of different works on the topic, with emphasis on the religious use of psychoactive plants, especially in modalities related to ayahuasca and jurema.

June 4th saw the last two sessions of the Working Group take place with presentations on various topics, such as drug use among academics, at rave parties in the Northeast of Brazil, public service measures for treating the drug-dependent, the new Brazilian law on narcotics and the discourses of physicians about drugs, among others.

Sergio Vidal discussed the need for more institutionalization of the discussion on drugs within the Brazilian Association of Anthropology and the need for a more effective dialogue between anthropology and other disciplines in order to help guide the development of public policies ands laws on the subject. The researcher noted that the issue of drugs has not been part of the discussion of the themes of the standing committees of the ABA.

Moreover, it was emphasized that in 2004 the ABA had refused an invitation to attend the Cannabis Sativa and Cannabinoid Substances in Medicine Symposium in order to take part in the debate “Should Cannabis Sativa remain in Tier IV of the Convention of 1961?”. It was suggested that the ABA’s absence may have influenced the decision contained in Decree 5.912/06 that allows the anthropologist representative of the National Anti-drug Council (CONAD) to not be appointed by the ABA, but rather by the President of CONAD, General Jorge Armando Felix, Chief Minister of Institutional Security in the Cabinet of the Presidency of the Republic.

Some of the topics that have preoccupied researchers in this area relate to legal and ethical issues. In relation to the former, was the concern that several prominent researchers in the field are being prosecuted or threatened with legal action on the grounds or their research activities. Regarding the latter, are the challenges that researchers in this area must face in their day-to-day efforts, such as the difficulty to obtain "informed consent" from their informants (normally a signed document stating that the research subject is aware of what the research entails and that they agree to participate), the frequent demands of the councils of medical ethics, which limit the activities of anthropologists, especially those related to the study of illicit activities.

This meeting of the ABA was a particularly fruitful time – we’d venture to say, even historic - because the ABA accepted to host a Round Table and a Working Group on psychoactive substances. Before that, at least as far as our colleagues can remember, only one such event had occurred previously – that of the Working Group on Psychoactive Substances at the 20th meeting of the ABA in Salvador in 1996 (also organized by Edward MacRae).

Remember that even if social scientists address the excessive medicalization of the debate about the use of psychoactive substances in society, the theme of "drugs" is still quite marginalized within their own social sciences. Apparently, this is beginning to turn around.

Sources: Alto das Estrelas e ANANDA

A Marcha pela Democracia

Tenho 70 anos e quero contar a quem interessar possa tudo o que ví na praia, naquele domingo, 4 de maio de 2008. Eram aproximadamente 17 horas quando chegamos, eu, minha filha e o namorado dela, ao local de onde sairia a Marcha de Democracia. Havia muitos jovens, muitas cores, sorrisos, brincadeiras e palavras de ordem. Era muita a energia que ali estava canalizada. Portavam e exibiam toscos cartazes em cartolinas, com mensagens escritas com pincel atômico.

Flórida: Redução de 300 para 25 pés de Cannabis

A partir do dia 1º de julho, 122 novas leis entraram em vigor na Flórida, depois de promulgadas pelo governador Charlie Crist. As medidas faziam parte de um pacote de 156 projetos aprovados pela câmara de representantes e senado estaduais.
Uma das alterações é na chamada Lei de Erradicação de Cultivos Caseiros de Maconha. O novo texto reduz de 300 para 25 unidades a quantidade de plantas cannabis sativa requeridas para que uma pessoa possa ser processada judicialmente pelo plantio ilegal, um crime de terceiro grau. Em caso de presença de crianças ou adolescentes na casa onde a droga foi plantada, o crime passa a ser considerado de primeiro grau, elevando com isso a pena de reclusão do praticante.
Leia matéria na íntegra: AcheiUSA

EUA: Americanos são os maiores consumidores de drogas

Baseada num questionário da Organização Mundial da Saúde, a investigação realizada por professores australianos traçou o perfil do consumidor de droga: jovem adulto, do sexo masculino, solteiro ou divorciado, com rendimento elevado. Consumo de álcool e tabaco também foi analisado.

Leia matéria na íntegra: Diário de Notícias