sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Sai a lista de aprovados para a 26ª RBA

Saiu a lista de aprovados para apresentarem comunicação oral no Grupo de Trabalho Substâncias Psicoativas: Cultura e Política, que será realizado na 26ª Reunião Brasileira de Antropologia, entre os dias 01 e 04 de junho, em Porto Seguro.
Confira a relação: Clique Aqui

Pesquisdores publicam artigo criticando Resolução 196/96 do Min. da Saúde

A Resolução 196/96, do Ministério da Saúde, que regula os aspectos éticos de qualquer pesquisa "envolvendo seres humanos", parece não atender às necessidades específicas dos estudos antropológicos e sociológicos. Em artigo publicado na última edição da Revista de Antropologia da Universidade de São Paulo, o pesquisador associado do Centro de Estudo e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad/UFBA) e doutor em Antropologia pela USP, Edward MacRae, em parceria com o estudante Sérgio Souza Vidal (Giesp/UFBA e NEIP), faz uma leitura crítica do documento, apontando seus principais entraves para as pesquisas sociais. "A Resolução 196/96 e a imposição do modelo biomédico na pesquisa social: dilemas éticos e metodológicos do antropólogo pesquisando o uso de substâncias psicoativas" ressalta que a generalização dos valores e padrões da biomedicina para todas as outras disciplinas científicas, ameaça a plena utilização de alguns métodos da Antropologia e das Ciências Sociais, como a observação participante em inúmeras situações, especialmente entre populações ocultas. Para o autor, a metodologia e a condição ilícita de atividades estudadas (usuários de drogas ilícitas, pessoas em situação de rua, traficantes etc.) demandam considerações éticas específicas que não são contempladas pela Resolução. O artigo pode ser lido, na íntegra, na Revista de Antropologia, v. 49, n.2, julho/dezembro de 2006, São Paulo e no site http://www.scielo.br/.
Para ler o artigo: Clique Aqui

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

BOLETÍM ENCOD N. 38

Do 10 ao 14 de março de 2008, os delegados de 53 governos, formando a Comissão de Estupefacientes (CND), irão se reunir em Viena a fim de discutir o progresso dos esforços para “eliminar ou significativamente reduzir a produção, comercialização e tráfico ilícito de substâncias psicotrópicas”. Em junho de 1998, a Sessão Especial sobre Drogas da Assembléia Geral da ONU em Nova York acordou prolongar a guerra mundial às drogas com outros dez anos, depois que o governo dos EUA com a ajuda do então diretor-executivo da Agência de Controle de Drogas da ONU, Pino Arlacchi, tinha alcançado neutralizar os esforços de ONGS e países como o México para que se realizasse uma avaliação séria do impacto desta política que há estado em vigor desde 1961.

ENCOD tem o orgulho de organizar um apelo em massa pelo fim da guerra às drogas, uma das mais absurdas empresas na história da humanidade. No fim de semana antes de começar a reunião da CND, enviaremos uma mensagem destinado a penetrar os muros do Vienna International Centre. Sexta-feira 7 de março, uma Marcha pela Paz de Drogas (esperam-se milhares de participantes) reclamará a Liberdade para Cultivar: o direito de cada adulto no mundo de cultivar cannabis, coca, ópio e outras plantas com aplicações beneficentes para seu uso pessoal e objetivos não-comerciais. A fins de romper o consenso atrás da guerra às drogas, só se requer um governo corajoso para terminar a proibição das plantas. Como conseqüência, se abriria toda uma gama de oportunidades diferentes para construir novas políticas de drogas baseadas na razão e a compaixão, no respeito à dignidade humana e o futuro do planeta.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

7 - 8 - 9 de Março: MARCHA PELA PAZ NAS DROGAS EM VIENA

Entre os dias 10 e 14 de março de 2008 haverá uma reunião da comissão da ONU sobre Narcóticos em Viena, na Áustria. O objetivo da reunião será avaliar os resultados dos dez anos de estratégia que se decidiram em Nova York em 1998. O objetivo era eliminar o negócio internacional de drogas antes do 2008, através da erradicação da produção e de uma drástica redução da demanda de drogas.
Ninguém nega o facto, que desde 1998, ambas coisas, o abastecimento e a procura de drogas ilegais aumentou. De acordo com as estimativas da ONU o negócio mundial de drogas ilegais movimenta de 400 a 500 biliões cada ano com a venda de drogas ilegais. Como os custos de produção representam menos de 1% do preço na rua, as margens de benefício da indústria da droga são enormes. O benefício das organizações criminais que operam no negócio da droga superam o Produto Interno bruto de muitas nações.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SENTE A MARESIA

A marcha da maconha, que gerou polêmica no ano passado, cresceu e se multiplicou. Será realizada este ano, no dia 4 de maio, em 10 cidades: Rio, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, João Pessoa, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Salvador, Cuiabá e Santos.
Nota publicada no "Informe do Dia", Jornal "O Dia", 8 de fevereiro de 2008 página 4.