- Novo Talento de Iniciação Científica;
- Dissertação de Mestrado;
- Tese de Doutorado;
- Jovem Pesquisador de Mestrado;
- Jovem Pesquisador de Doutorado;
- Pesquisador Sênior.
sábado, 30 de junho de 2007
SENAD premiará pesquisadores sobre drogas
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Comissão requer aprovação de obrigatoriedade de bebedouros em danceterias
Em audiência pública realizada no mês de junho para tratar de diversos assuntos, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, a Comissão de Política Urbana acolheu um parecer do vereador Chico Macena e requereu a aprovação do projeto pelo plenário da casa.
O objetivo do projeto de lei, que tem o número 327/05, é estabelecer condições adequadas de uso nas danceterias, salões de dança e estabelecimentos similares. Para isso, obriga danceterias, salões de dança e estabelecimentos similares, a instalarem bebedouros de água potável destinados aos seus frequentadores.
Saúde
A Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (ABEAD) recomenda que se alterne o consumo de bebidas alcóolicas com água e bebidas não alcoólicas. Esta medida ajuda o consumidor a não ficar embriagado, origem de grande parte dos problemas com álcool.
Estudos médicos comprovam que quando se usa qualquer tipo de droga estimulante, a temperatura corporal aumenta e quando isto ocorre num ambiente quente como os das danceterias e locais nos quais há muitas pessoas dançando ao mesmo tempo, a temperatura corporal sobe ainda mais, aumentando o risco de ataque cardíaco, que pode ser fruto de desidratação causada pelo consumo de drogas legais ou ilegais.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Mesa Redonda "Cidadania, psicoativos e legislação"
Apoio: PRPG, PRCE, PRAE, PPGAS, Dep. de Antropologia, UFSC.
Para mais informações: belderose@yahoo.com.brquarta-feira, 27 de junho de 2007
Manifesto em Defesa da Redução de Danos
Desde a década de 80 estamos acompanhando, no Brasil, vários avanços significativos no campo do uso de drogas, a partir da adoção gradual da perspectiva da Redução de Danos, seja pelos governos seja por organizações da sociedade civil, tornando-se inclusive uma política pública oficial no nosso país, regulamentada por decretos, portarias e leis.
Carta de Repudio do C.C. É de Lei
O Centro de Convivência É de Lei, instituição que desde 1998 atua na perspectiva da Redução de Danos com apoio do Ministério da Saúde, repudia as atitudes difamatórias em relação a política de Redução de Danos que nas últimas três semanas, de forma mais abrangente, tem tentado assolar ações sérias de promoção a saúde na cidade de São Paulo.
A Redução de Danos é uma política internacional de atenção aos usuários de drogas lícitas e ilícitas e desde 1994 é promovida pelo governo brasileiro. É uma política que considera a vulnerabilidade de usuários de drogas lícitas e ilícitas frente ao HIV/Aids e as Hepatites Virais, entre outras doenças, e tem dado efetiva resposta a esta realidade, além de promover a cidadania e os Direitos Humanos.
É também uma política responsável na medida em que oferece informações adequadas para a realidade em que vivemos que é justamente a de uso crescente de drogas lícitas e ilícitas. Pelo fato de que o consumo existe, a proposta é que ele se dê de forma consciente, de forma a reduzir os danos, pois apenas pedir que digam não as drogas ilícitas, sem se aprofundar na discussão do sentido e significado do consumo, comércio e legislação de drogas lícitas e ilícitas em nossa cultura, evidentemente não tem funcionado.
O surgimento das drogas se confunde com o surgimento da humanidade, e elas continuam entre nós e certamente continuarão por muito tempo e desta forma propomos um debate que não seja pautado por posições morais, mas sim realistas para enfrentamento desta questão.
Certamente se as pessoas tivessem informações adequadas sobre o consumo de álcool, muito presente na vida das famílias brasileiras, o seu consumo não representaria os sérios problemas de saúde pública que enfrentamos atualmente.
Assim nos solidarizamos com os colegas atacados por grupos reacionários às ações responsáveis e realistas de atenção ao fenômeno das drogas, que por sua vez se mostraram contrários ao direito básico de acesso à saúde de todo e qualquer cidadão. Solicitamos o apoio público dos órgãos governamentais financiadores destas ações e das instituições parceiras ao trabalho de Redução de Danos. E convidamos a todos estes e a sociedade em geral para um debate sobre as ações dirigidas às pessoas que usam ou usarão álcool, tabaco ou outras drogas.
Atenciosamente,
Junho, 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Debate sobre drogas na MTV
Ainda sobre os ataques de Reinaldo Avezedo
Psicotropicus no "Altas Horas"
Car@s amig@s
Link para o vídeo com os argumentos do Dr Magno e do Luiz Paulo Guanabara no quadro "Contra ou a Favor" que debateu a Legalização das Drogas, sábado passado, no programa Altas Horas da TV Globo.
Os comentários da Psicotropicus sobre os argumentos do Dr Magno - que mais pareceram falta de argumento!
Vejam também o vídeo com quase todo o debate - está faltando a parte final - cujo link se encontra na mesma página, após os comentários.
Envie SEUS comentários.
saudações psicotropicais.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Projeto BaladaBoa lança Petição On-line
A pedido de Maria Teresa Araújo Silva e Stella Almeida divulgo esta "petition" - uma lista de apoio do ao projeto Baladaboa e suas ações de redução de danos ao Ecstasy - por favor, não deixem de assinar: http://www.petitiononline.com/baladabo/petition.html
As autoras criaram também um blog onde podem ser postadas manifestações de especialistas e instituições: http://baladaboa.blogspot.com
Pelo menos conforta saber que talvez estas arbitrariedades chamem atenção para a importância do debate, lançando novas luzes sobre o tema -- paradoxalmente terminam por fazer os processos sociais avançarem.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
NOTA PÚBLICA sobre os recentes ataques à Redução de Danos
O incidente transcorrido nos dias anteriores à Parada do Orgulho GLBT de São Paulo envolvendo um material com orientações de Redução de Danos, preparado para ser distribuído durante o evento, poderia ter servido como estopim de um debate sobre os direitos das pessoas que usam drogas e sobre as formas de se fazer e pensar promoção de saúde para esta população. Num primeiro momento, foi isto o que se viu. Posicionaram-se acerca do assunto diferentes atores sociais: profissionais de saúde e da segurança pública, além de organizações e militantes do movimento GLBT e de Redução de Danos. Um debate intenso e saudável, desejado por todos aqueles que defendem saúde e democracia, e à democracia no debate sobre políticas de saúde.
O episódio poderia ter sido bastante esclarecedor para todos. Infelizmente, a postura de dois dos atores mais importantes neste processo deixou a desejar: o Programa Nacional de DST e Aids, e a Coordenação de DST e Aids de São Paulo. Imaginávamos, depois de mais de uma década investindo recursos financeiros e políticos nesta estratégia, que as coordenações fossem capazes de fazer a defesa da Redução de Danos com mais segurança. Ao terminarem sua nota oficial conjunta com um parágrafo que apóia à Associação da Parada do Orgulho GLBT em sua decisão de não disponibilizar os panfletos, referindo-se a um possível incentivo ao uso de drogas, o que as coordenações fizeram foi, em última análise, reforçar os discursos reacionários que consideram à Redução de Danos como uma estratégia duvidosa, e não a política oficial do Estado Brasileiro para o tratamento de questões relacionadas ao uso problemático de álcool e outras drogas, além de suas inestimáveis contribuições ao combate às epidemias de Aids e hepatites entre pessoas que usam drogas e suas redes sociais. Agora, vemos o ataque estender-se a linhas de pesquisa em RD financiadas com recursos da FAPESP. Nosso temor é de que a ausência de uma posição mais veemente por parte do PN de Aids e da Coordenação Estadual resultem em destruição desta política de saúde, que é tão importante quanto frágil.
Certos de que temos junto ao Programa Nacional de DST e Aids e à Coordenação Estadual de DST e Aids de São Paulo, parceiros na defesa da Redução de Danos, buscamos aqui o diálogo respeitoso, porém firme; nos pareceu extremamente maléfico para o desenvolvimento desta política, a nota oficial publicada diante da polêmica disparada pela reportagem da Folha de São Paulo do dia oito de junho. Solicitamos esclarecimentos quanto a posição oficial tomada por estes órgãos que têm historicamente se colocado de maneira corajosa em debates extremamente controversos, e contra inimigos bem mais fortes do que um simples órgão de imprensa, como no caso da quebra da patente do Efavirens.
Sendo o que tínhamos para o momento, subscrevemo-nos, enquanto aguardamos uma manifestação que possa sanar nossas dúvidas e nosso desconforto.
Atenciosamente
ABORDA – Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
REDUC – Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos
Rede Paulista de Redução de Danos
Vencedores do “VI Concurso Nacional de Monografias sobre o tema Drogas”
Segundo lugar: Nilton Nunes da Silva, da cidade de Fortaleza (CE), da Faculdade Integrada do Ceará - FIC, com a monografia “A Complexa Relação Entre Drogas, Álcool e Violência”;
Terceiro lugar: Jaqueline Garcia da Silva, Luciana Bohrer Zanetello, Magali Moreira Perusso, da cidade de Porto Alegre (RS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com a monografia “A Entrevista Motivacional em Adolescentes Usuários de Substâncias Psicoativas Atendidos em Clinica-Escola”.
Fonte: Secretaria Nacional Antidrogas
terça-feira, 19 de junho de 2007
Nota da REDUC sobre os recentes ataques à Redução de Danos
Fapesp faz ataque a política de Redução de Danos
sábado, 16 de junho de 2007
Uma nova perspectiva
05/04/2007 às 10:42
Coletivo Balance
Tatiana Mendonça
Se beber, não dirija. E se for usar ecstasy, tome só a metade. Você prefere o Diga não às drogas? Pois tem um monte de gente que acredita que essa é uma guerra perdida. Porque desde o começo dos tempos o homem usa drogas, mesmo que a lei diga que é proibido. Porque acredita que as pessoas têm a liberdade de escolher de que maneira querem viver as suas vidas, e a abstenção é um dos caminhos, não o único.
A lógica se inverte e vira uma questão de aprender a lidar. Por isso, na próxima vez que você for a algum Universo Paralello, não se espante se alguém aparecer no meio da música barulhenta e te der um cartão escrito "Se for consumir, tome só a metade e, depois do efeito, decida se quer tomar a outra parte". Esse movimento tem nome: redução de danos. Fazer com que o uso de drogas não se torne abuso e seja o menos prejudicial possível à saúde. Sem moralismo.
Ele ganhou mais visibilidade e apoio do governo com o combate à Aids. "Aquela história de dar seringa descartável, né?", alguém vai dizer. Mas não começou aí, nem se resume a isso.
Primeiro, informar sobre os efeitos da droga. Depois, evitar o envolvimento precoce. Para os usuários, orientação para reduzir os prejuízos à saúde e evitar que se tornem dependentes. Para os dependentes, modificar o padrão de uso, oferecendo a possibilidade de substituição por drogas de uso menos danoso, sem excluir a possibilidade da abstinência.
O psiquiatra Luiz Alberto Tavares, do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas [Ufba], explica melhor essa história. "Não é chegar para o usuário e dizer: Troque o crack pela maconha. O que fazemos é facilitar a escolha por drogas menos danosas. A abstinência não é a condição para o tratamento, mas pode ser um fim. Existem pessoas que não querem deixar de usar drogas, e elas continuam tendo direitos".
Para o antropólogo e pesquisador do Cetad Edward MacRae, o uso está ligado a um desejo de transgressão, enquanto as campanhas tentam convencer pela repressão. "É mais eficaz chegar de uma forma compreensiva, dialogar. Por que ao invés de fazer assim você não faz assado, pra você não se perder na sua curtição?".
Vítima - A imagem que se tem das pessoas que usam drogas é que são viciados que não conseguem se controlar. Então como seriam capazes de reduzir danos? Para Luiz, os usuários tendem a ser vistos pela lógica da culpa, do desvio social ou da vitimização. "Aqui nós trabalhamos com a responsabilização do sujeito, que responde pelo seu caminho e por seus desejos".
Para Edward, é preciso considerar as dimensões sociais e psicológicas do uso de drogas. "Não dá pra só falar
No imbróglio que é a questão das drogas no Brasil, enquanto uns fingem que não vêem e outros morrem de verdade, os redutores muitas vezes são confundidos com incentivadores. Mas a Secretaria Nacional Antidrogas já reconheceu seu papel como agentes de saúde.
>> Balance monitora cena trance
No meio da música altíssima, do monte de gente ligada horas [dias] a fio, invariavelmente está o stand do Coletivo Balance, pioneiro na cena eletrônica do País. O que eles fazem? Redução de danos.
No Universo Paralello [rave que durou sete dias e reuniu 10 mil pessoas no reveillón de 2007, em Pratigí, BA], eles pegaram seus banners, filmes e cards para participar da festa. As orientações vão de "use protetor solar" e "beba água", conselhos de qualquer mãe, até o "tome só a metade".
O coletivo começou no meio do ano passado, a partir da pesquisa de doutorado de Marcelo Andrade, que está estudando o uso de substâncias psicoativas na cena trance. E para fazer jus ao nome, reúne DJs, produtores, profissionais da área de saúde, antropólogos.
Além de informar sobre o uso de drogas, lícitas e ilícitas, eles atendem, nos postos de saúde, as bad trips, pessoas com quadros psíquicos de ansiedade aguda e estados dissociativos. "Mas o número de gente muito alterada é bem pequeno. No Universo Paralello não chegou nem a 10", diz Marcelo.
>> Governador quer legalizar drogas
Legalize já. Marcelo D2? Não, Sérgio Cabral, governador do Rio. Em entrevista à Época [26/03], Cabral disse que o efeito da proibição da droga é "devastador" nos países pobres. "Se a gente for quantificar os mortos por conta da proibição da droga, o total é esmagadoramente maior do que os mortos por conta do uso da droga", argumentou.
Para Edward, a criminalização do uso de drogas teve o efeito de baixar a idade de uso. "Em 1900, os usuários eram as pessoas de meia-idade, da classe média. A criminalização foi a porta para a rebeldia da juventude. A relação com o mundo depende da forma como as coisas são apresentadas".
terça-feira, 12 de junho de 2007
Publicado artigo sobre cena eletrônica de Salvador
Para entrar em contato com a autora: adrianaprates@terra.com.br
Programa "Altas Horas" discute legalização das drogas
Car@s Amig@s
Vimos comunicar por meio desta que no próximo sábado haverá um quadro sobre legalização de drogas no Altas Horas. Serão apresentadas duas gravações, uma a favor e outra contra, seguido de um debate ao vivo.
O policial Luis Carlos Magno do Denarc de São Paulo vai argumentar a favor da proibição e de toda violência decorrente, essa política fracassada que há mais de um mês mantém 5.000 alunos fora da escola e creches fechadas no Complexo do Alemão, aqui no Rio. Dezenas de pessoas já morreram nesse conflito em nome do combate às drogas, uma guerra que se alastra há anos sem que haja menos consumo, menos oferta, sem que haja qualquer resultado positivo.
Luiz Paulo Guanabara, psicólogo e diretor da Psicotropicus, gravou no começo de abril sua argumentação a favor de mudanças nessa política repressiva - uma política que é muito mais prejudicial que o efeito de todas as drogas juntas. Esperamos que a edição tenha ficado boa.
Nao deixem de assitir e enviar seus cometários.
saudações,
Equipe Psicotropicus
