sábado, 30 de junho de 2007

SENAD premiará pesquisadores sobre drogas

A Secretaria Nacional Antidrogas torna público o Edital de Premiação de Pesquisadores e de Trabalhos Científicos sobre álcool e/ou outras drogas, divulgado na seção 3 do Diário Oficial da União de 25 de junho de 2007.
O Edital destina-se à premiação de pesquisadores nas seguintes modalidades:
  • Novo Talento de Iniciação Científica;
  • Dissertação de Mestrado;
  • Tese de Doutorado;
  • Jovem Pesquisador de Mestrado;
  • Jovem Pesquisador de Doutorado;
  • Pesquisador Sênior.
Todos os pesquisadores cadastrados na Rede de Pesquisa sobre Drogas da SENAD poderão se inscrever e concorrer aos prêmios de acordo com as disposições contidas no Edital.
Mais informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3303-8825, das 8:00 às 17:00 ou pelos e-mails rededepesquisa@fffcmpa.edu.br e pesquisa.senad@planalto.gov.br ou no site da SENAD www.senad.gov.br

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Comissão requer aprovação de obrigatoriedade de bebedouros em danceterias

Enviado pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos - Reduc,

O projeto que obriga danceterias paulistanas a instalar bebedouros, de autoria de Paulo Teixeira, enquanto vereador de São Paulo, e da vereadora Soninha deverá ser votado pelo plenário da Câmara dos Vereadores da capital paulista.

Em audiência pública realizada no mês de junho para tratar de diversos assuntos, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, a Comissão de Política Urbana acolheu um parecer do vereador Chico Macena e requereu a aprovação do projeto pelo plenário da casa.

O objetivo do projeto de lei, que tem o número 327/05, é estabelecer condições adequadas de uso nas danceterias, salões de dança e estabelecimentos similares. Para isso, obriga danceterias, salões de dança e estabelecimentos similares, a instalarem bebedouros de água potável destinados aos seus frequentadores.

Saúde

A Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (ABEAD) recomenda que se alterne o consumo de bebidas alcóolicas com água e bebidas não alcoólicas. Esta medida ajuda o consumidor a não ficar embriagado, origem de grande parte dos problemas com álcool.

Estudos médicos comprovam que quando se usa qualquer tipo de droga estimulante, a temperatura corporal aumenta e quando isto ocorre num ambiente quente como os das danceterias e locais nos quais há muitas pessoas dançando ao mesmo tempo, a temperatura corporal sobe ainda mais, aumentando o risco de ataque cardíaco, que pode ser fruto de desidratação causada pelo consumo de drogas legais ou ilegais.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Mesa Redonda "Cidadania, psicoativos e legislação"

Enviado por Isabel de Rose
O Curso de Extensão Cultura, Psicoativos e Consciência convida para a Mesa Redonda “Cidadania, psicoativos e legislação" com Eduardo Viana (UFMG), Henrique Carneiro (USP/NEIP) e Theóphilos Rifiotis (UFSC)- debatedor.
Dia 29/06, às 18:30hs, no auditório do CFH - UFSC.

Apoio: PRPG, PRCE, PRAE, PPGAS, Dep. de Antropologia, UFSC.

Para mais informações: belderose@yahoo.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Manifesto em Defesa da Redução de Danos

O Observatório da Cannabis e a Associação ANANDA também apoiam este Manifesto,

Manifesto em Defesa da Redução de Danos

Desde a década de 80 estamos acompanhando, no Brasil, vários avanços significativos no campo do uso de drogas, a partir da adoção gradual da perspectiva da Redução de Danos, seja pelos governos seja por organizações da sociedade civil, tornando-se inclusive uma política pública oficial no nosso país, regulamentada por decretos, portarias e leis.
A perspectiva da Redução de Danos da qual falamos, está em consonância com princípios fundamentais da promoção da saúde e da cidadania, pautadas em consensos do campo dos Direitos Humanos, especialmente do direito à Saúde, presente na Constituição Federal do Brasil e nos fundamentos e diretrizes do nosso Sistema Único de Saúde – SUS.
A perspectiva da Redução de Danos da qual falamos, tem possibilitado avanços significativos na redução da infecção pelo HIV e hepatites virais; na adoção de estratégias de prevenção, cuidado e auto-cuidado, comprometidas com as pessoas enquanto cidadãs; na possibilidade de tratamento digno e respeitoso, que leve em consideração as pessoas e sua autonomia, também no processo de busca por cuidados à saúde, como tem nos ensinado os processos de reforma sanitária e psiquiátrica.
A perspectiva de Redução de Danos da qual falamos, nos coloca diante do fracasso das concepções e intervenções polarizantes, que simplificam demais a existência humana, evidenciando que a questão não é apenas de ser contra ou a favor das drogas, mas sobretudo é necessário acolher e aceitar as pessoas que usam.
Adotar a Redução de Danos não é incentivar o uso, nem deixar as pessoas usarem - pensávamos que esse era um debate superado. É incentivar o Cuidado, a Saúde e a Cidadania, em suas formas mais poéticas e nas suas formas mais plenas de Direitos.
Como reafirmado em Carta recente da ABORDA – Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos, não é admissível o reforço aos “discursos reacionários que consideram à Redução de Danos como uma estratégia duvidosa, e não a política oficial do Estado Brasileiro para o tratamento de questões relacionadas ao uso problemático de álcool e outras drogas, além de suas inestimáveis contribuições ao combate da epidemia de Aids e hepatites entre pessoas que usam drogas e suas redes sociais”.
Os recentes incidentes e questionamentos acerca da legitimidade, efetividade e eficácia da Redução de Danos, acompanhados a partir da proibição dos folhetos na Parada do Orgulho GLBT de São Paulo e na suspensão de apoio da Fapesp ao Projeto Baladaboa, voltados ao consumo de ecstasy, são inadmissíveis e configuram-se como um retrocesso sem igual.
Assinamos esse Manifesto em defesa da Redução de Danos, da saúde e da cidadania das pessoas que usam drogas, das políticas públicas justas e humanizadas que temos no nosso país, da nova lei sobre drogas, dos decretos e leis municipais que regulamentam a Redução de Danos, da Política de Atenção Integral à saúde de usuários de álcool e outras drogas, enfim, de toda nossa história de construção de uma sociedade digna e democrática.
E que não precisemos outras vezes dizer o óbvio.
Brasil, junho de 2007.
INSTITUIÇÕES
• ABORDA – Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos• REDUC – Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos
• ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT
• Ipê Rosa
• Coletivo Princípio Ativo
• Instituto Papai
• REPARE - Rede Paranaense de Redução de Danos
• BEMFAM – Bem Estar Familiar
• GAPA Rio Grande
• Grupo Hipupiara Integração e Vida
• Centro de Prevenção às Dependências
• P!M – Programa Integrado de Marginalidade
• Rede de Usuários de Drogas do Estado do Rio Grande do Sul
• Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero
• Centro de Convivência É de Lei
PESSOAS
• Liandro Lindner – Jornalista - Consultor do Programa Nacional de Hepatites Virais
• Gabriela Felix Teixeira – Psicóloga – Voluntária do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas
• Rubia Abs da Cruz - Advogada – Coordenadora Geral da Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero
• Gilberta Acselrad – Mestra em Educação - Pesquisadora do Núcleo de Estudos Drogas, Aids e Direitos Humanos/Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
• Erica Vidal de Negreiros – Assistente Social
• Carlos Geraldo D'Andrea Gey Espinheira - Doutor em Sociologia - Professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia

Carta de Repudio do C.C. É de Lei

Enviado pelo Centro de Convivência É de Lei,

CARTA DE REPÚDIO

O Centro de Convivência É de Lei, instituição que desde 1998 atua na perspectiva da Redução de Danos com apoio do Ministério da Saúde, repudia as atitudes difamatórias em relação a política de Redução de Danos que nas últimas três semanas, de forma mais abrangente, tem tentado assolar ações sérias de promoção a saúde na cidade de São Paulo.

A Redução de Danos é uma política internacional de atenção aos usuários de drogas lícitas e ilícitas e desde 1994 é promovida pelo governo brasileiro. É uma política que considera a vulnerabilidade de usuários de drogas lícitas e ilícitas frente ao HIV/Aids e as Hepatites Virais, entre outras doenças, e tem dado efetiva resposta a esta realidade, além de promover a cidadania e os Direitos Humanos.

É também uma política responsável na medida em que oferece informações adequadas para a realidade em que vivemos que é justamente a de uso crescente de drogas lícitas e ilícitas. Pelo fato de que o consumo existe, a proposta é que ele se dê de forma consciente, de forma a reduzir os danos, pois apenas pedir que digam não as drogas ilícitas, sem se aprofundar na discussão do sentido e significado do consumo, comércio e legislação de drogas lícitas e ilícitas em nossa cultura, evidentemente não tem funcionado.

O surgimento das drogas se confunde com o surgimento da humanidade, e elas continuam entre nós e certamente continuarão por muito tempo e desta forma propomos um debate que não seja pautado por posições morais, mas sim realistas para enfrentamento desta questão.

Certamente se as pessoas tivessem informações adequadas sobre o consumo de álcool, muito presente na vida das famílias brasileiras, o seu consumo não representaria os sérios problemas de saúde pública que enfrentamos atualmente.

Assim nos solidarizamos com os colegas atacados por grupos reacionários às ações responsáveis e realistas de atenção ao fenômeno das drogas, que por sua vez se mostraram contrários ao direito básico de acesso à saúde de todo e qualquer cidadão. Solicitamos o apoio público dos órgãos governamentais financiadores destas ações e das instituições parceiras ao trabalho de Redução de Danos. E convidamos a todos estes e a sociedade em geral para um debate sobre as ações dirigidas às pessoas que usam ou usarão álcool, tabaco ou outras drogas.

Atenciosamente,

Junho, 2007

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Debate sobre drogas na MTV

Enviado pela Reduc,
A REDUC irá participar do debate sobre redução de danos, ao vivo na MTV dia 26/06, às 22h, no programa MTV Debate. O Debatedor da REDUC será o advogado Maurides Ribeiro.

Ainda sobre os ataques de Reinaldo Avezedo

Carta enviada pelo pesquisador Alexandre Varella,
Observando os argumentos do Reinaldo Azevedo, do blog da Veja, contra o projeto "baladaboa", ou contra os estudos acadêmicos sobre drogas, e enfim, contra as"drogas" entre aspas, considero que se deve reagir, ou melhor, contra-atacar, mostrando que o cerne da questão é combater o "direito positivo" do proibicionismo das drogas, que coloca, por exemplo, como criminosos os consumidores e vendedores de ecstasy, e, de outro lado, como cidadãos corretos e isentos, os que consomem e vendem whisky. Reinaldo é porta-voz desse "direito" de proibir algumas drogas, e aceitar outras, as drogas que ele usa e são "legais", é claro.
Este senhor do chapéu, o "Rei", como lhe chamam os comentaristas apaixonados pelo seu português correto (de manual de jornalismo), desqualifica o consumo do ecstasy e outras drogas, em última instância, pela tautologia "tostines": as drogas são ilegais porque são ruins ou são ruins porque são ilegais? O catedrático da Veja, confuso nesse raciocínio difícil, chega à conclusão rápida de que as drogas ilícitas sustentariam o tráfico e os monstros conhecidos como"traficantes". Os crimes (o senhor Rei do jornalismo não sabe disso?), quem os cometem são as pessoas, suas intenções e loucuras, quer seja sob estado ébrio ou excitado ou alucinado, ou asséptico, no mais alto graude ascetismo que possa haver.
Mas as drogas, esses monstros assustadores... tudo acaba em caso de polícia, contra os "fora da lei" que usam drogas "ilegais". Que coisa mais boba, se não fosse pelas consequências políticas e sociais, como os assassinatos de pessoas (pela justificativa de que usam e vendem drogas) pela polícia e sua "lei"antinarco, além de outros impasses que cria, como é o cancelamento de financiamento da política de reduçãode danos ou de outras pesquisas sociais e acadêmicas.Saindo do simplismo (e efetividade) da "lei positiva", o douto em português não pode usar outro argumento por muito tempo no seu discurso (direto de direita) contra as drogas. Argumentos de saúde pública (ou privada) contra as substâncias, é ilustrativo, este senhor apenas os utiliza em breves digressões, logo abandonadas pelo parecer de que ecstasy ou cocaína é crime. Reinaldo, este acecla da Veja, sabe muito bem que o argumento contra as drogas, pelo motivo do dano à saúde (pública e privada), daria muito mais trelapara criar uma lei de proibição do álcool e do cigarro, do que para manter proibidos o ecstasy, o ácido ou a cocaína. Mas isto, é claro, não aparece emseu bom português para inglês ver.
Este senhor se incomoda mais com o cheiro da maconhaque com o do tabaco, como ele mesmo comenta. Mas hácontrovérsias. Proibamos ambos ou nenhum fumo. Senão, o que se cheira é a hipocrisia dos que estão na "lei", de convenção de senhores que cheiram a tabaco e não suportam os que cheiram a maconha. Portanto, a luta é de "classe". Onde estão tais e quais drogas? Elas projetam a luta de grupos sociais, e de indivíduos,com distintos saberes e práticas, distintos projetosexistenciais e políticos. Que viva a informação como um "direito natural". O saber usar (pela experiência e pela educação) é que faz a diferença entre o dano maior e o dano menor, ouo benefício maior ou menor no consumo das drogas. O senhor Reinaldo sabe disso quando bebe e fuma? Ele escreve seus brilhantes textos durante, antes oudepois de fumar e beber? Se fosse melhor informadopela política de redução de danos, saberia comoaproveitar mais suas drogas em relação a seu ofício.Talvez, as drogas tenham alguma influência na suamaneira livre e solta de escrever, ao pé da letra, odiscurso dos embriagados pelo poder de repressão àsdrogas (as que ele declara não usar). Ele só usa o que é legal. Que cara bacana.
O mais importante e triste, é que este senhor, ao fazer o discurso de repressão às "drogas", faz o argumento de repressão aos "drogados" e "traficantes". Seu moralismo caquético, sob as vestes do combate à "apologia das drogas", custa caro à saúde de muitas pessoas, ao contribuir para manter droga um caso de polícia. Este senhor é apologista da neurose contra as drogas. Deveria ser tratado com prozac, uma droga legal (em sentido pleno) pra ele. Também, para o bem da saúde pública.

Psicotropicus no "Altas Horas"

Enviado pela Equipe Psicotropicus

Car@s amig@s

Link para o vídeo com os argumentos do Dr Magno e do Luiz Paulo Guanabara no quadro "Contra ou a Favor" que debateu a Legalização das Drogas, sábado passado, no programa Altas Horas da TV Globo.

Os comentários da Psicotropicus sobre os argumentos do Dr Magno - que mais pareceram falta de argumento!

Vejam também o vídeo com quase todo o debate - está faltando a parte final - cujo link se encontra na mesma página, após os comentários.

Envie SEUS comentários.

saudações psicotropicais.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Projeto BaladaBoa lança Petição On-line

Enviado por Bia Labate,

Caros amigos

A pedido de Maria Teresa Araújo Silva e Stella Almeida divulgo esta "petition" - uma lista de apoio do ao projeto Baladaboa e suas ações de redução de danos ao Ecstasy - por favor, não deixem de assinar: http://www.petitiononline.com/baladabo/petition.html

As autoras criaram também um blog onde podem ser postadas manifestações de especialistas e instituições: http://baladaboa.blogspot.com

Pelo menos conforta saber que talvez estas arbitrariedades chamem atenção para a importância do debate, lançando novas luzes sobre o tema -- paradoxalmente terminam por fazer os processos sociais avançarem.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

NOTA PÚBLICA sobre os recentes ataques à Redução de Danos

A Mariângela Simão - Diretora do Programa Nacional de DST e Aids
E Maria Clara Gianna - Coordenadora de DST e Aids do Estado de São Paulo

O incidente transcorrido nos dias anteriores à Parada do Orgulho GLBT de São Paulo envolvendo um material com orientações de Redução de Danos, preparado para ser distribuído durante o evento, poderia ter servido como estopim de um debate sobre os direitos das pessoas que usam drogas e sobre as formas de se fazer e pensar promoção de saúde para esta população. Num primeiro momento, foi isto o que se viu. Posicionaram-se acerca do assunto diferentes atores sociais: profissionais de saúde e da segurança pública, além de organizações e militantes do movimento GLBT e de Redução de Danos. Um debate intenso e saudável, desejado por todos aqueles que defendem saúde e democracia, e à democracia no debate sobre políticas de saúde.

O episódio poderia ter sido bastante esclarecedor para todos. Infelizmente, a postura de dois dos atores mais importantes neste processo deixou a desejar: o Programa Nacional de DST e Aids, e a Coordenação de DST e Aids de São Paulo. Imaginávamos, depois de mais de uma década investindo recursos financeiros e políticos nesta estratégia, que as coordenações fossem capazes de fazer a defesa da Redução de Danos com mais segurança. Ao terminarem sua nota oficial conjunta com um parágrafo que apóia à Associação da Parada do Orgulho GLBT em sua decisão de não disponibilizar os panfletos, referindo-se a um possível incentivo ao uso de drogas, o que as coordenações fizeram foi, em última análise, reforçar os discursos reacionários que consideram à Redução de Danos como uma estratégia duvidosa, e não a política oficial do Estado Brasileiro para o tratamento de questões relacionadas ao uso problemático de álcool e outras drogas, além de suas inestimáveis contribuições ao combate às epidemias de Aids e hepatites entre pessoas que usam drogas e suas redes sociais. Agora, vemos o ataque estender-se a linhas de pesquisa em RD financiadas com recursos da FAPESP. Nosso temor é de que a ausência de uma posição mais veemente por parte do PN de Aids e da Coordenação Estadual resultem em destruição desta política de saúde, que é tão importante quanto frágil.

Certos de que temos junto ao Programa Nacional de DST e Aids e à Coordenação Estadual de DST e Aids de São Paulo, parceiros na defesa da Redução de Danos, buscamos aqui o diálogo respeitoso, porém firme; nos pareceu extremamente maléfico para o desenvolvimento desta política, a nota oficial publicada diante da polêmica disparada pela reportagem da Folha de São Paulo do dia oito de junho. Solicitamos esclarecimentos quanto a posição oficial tomada por estes órgãos que têm historicamente se colocado de maneira corajosa em debates extremamente controversos, e contra inimigos bem mais fortes do que um simples órgão de imprensa, como no caso da quebra da patente do Efavirens.

Sendo o que tínhamos para o momento, subscrevemo-nos, enquanto aguardamos uma manifestação que possa sanar nossas dúvidas e nosso desconforto.
Atenciosamente

ABORDA – Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos
REDUC – Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos
Rede Paulista de Redução de Danos

Vencedores do “VI Concurso Nacional de Monografias sobre o tema Drogas”

Primeiro lugar: Edilene Seabra Mialick, da cidade de Jaboticabal (SP), do Centro Universitário Moura Lacerda, com a monografia A Importância da Prática de Atividade Física como Auxílio no Processo de Tratamento para a Dependência Química em Pessoas de 18 a 35 anos;

Segundo lugar: Nilton Nunes da Silva, da cidade de Fortaleza (CE), da Faculdade Integrada do Ceará - FIC, com a monografia “A Complexa Relação Entre Drogas, Álcool e Violência”;

Terceiro lugar: Jaqueline Garcia da Silva, Luciana Bohrer Zanetello, Magali Moreira Perusso, da cidade de Porto Alegre (RS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com a monografia “A Entrevista Motivacional em Adolescentes Usuários de Substâncias Psicoativas Atendidos em Clinica-Escola”.

Fonte: Secretaria Nacional Antidrogas

terça-feira, 19 de junho de 2007

Nota da REDUC sobre os recentes ataques à Redução de Danos

Enviado por Daniela Trigueiros
A REDUC - Rede Brasileira de Redução e Danos e Direitos Humanos, lamenta, novamente, a interpretação errônea da estratégia de redução de danos como uma política que incita o consumo de drogas. A proposta da ONU de um mundo sem drogas até 2008, onde o Brasil é signatário, evidentemente não foi atingida e diante desta realidade, cabe a nós, profissionais de saúde, educação, Direitos Humanos, miltantes do movimento de redução de danos optarmos: ou fingimos que não há nenhum consumo de drogas sintéticas ou outras drogas em danceterias e deixamos as pessoas se desidratarem, usarem de forma letal a droga, ou optamos pelo cumprimento de nosso papel: favorecer o acesso às informações que primam pela saúde, a fim de salvarmos vidas.Fica nosso protesto a não veiculação da cartilha sobre uso seguro de drogas sintéticas e nosso apoio ao projeto Baladaboa.
Atenciosamente Daniela Trigueiros".

Fapesp faz ataque a política de Redução de Danos

Do alto das estrelas

Notícia publicada no site Globo.com hoje aqui.
"Fapesp suspende recursos para projeto polêmico sobre ecstasyPanfletos ensinam estudantes a utilizar a droga com menos risco.Fundação diz que vai analisar conteúdo dos informativos.Simone Harnik Do G1, em São PauloFlyers com informações sobre como reduzir riscos do uso de ecstasy (Foto: Simone Harnik/ G1)
Flyer polêmico ensina estudantes como reduzir efeito do ecstasy
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) suspendeu nesta segunda-feira (18) a liberação de recursos para o projeto de pesquisa que distribui flyers com dicas para reduzir os riscos do consumo de ecstasy.No sábado (16), o G1 publicou uma reportagem informando que panfletos sobre os efeitos da utilização da droga estavam sendo distribuídos em universidades e casas noturnas de São Paulo.O público alvo do projeto são jovens de classes sociais altas, os principais consumidores da droga sintética. A molécula de ecstasy é uma metanfetamina, um parente químico muito próximo das anfetaminas, e funciona como estimulante.A Fapesp informou por nota que a liberação dos recursos ficará suspensa “até que sejam averiguados completamente os fatos denunciados”. Apesar de avaliar periodicamente a pesquisa, a instituição pretende conversar com a supervisora do projeto e analisar o conteúdo dos informativos.Em um dos panfletos, a orientação é que, para diminuir os riscos do consumo, uma alternativa “é tomar metade da dose planejada, aguardar os efeitos (pode demorar até 1h) e então decidir se tomará a outra metade”. Os informativos distribuídos têm o logotipo do projeto “Baladaboa” e foram feitos com apoio do Laboratório de Psicofarmacologia da Universidade de São Paulo (USP), da Fapesp e de uma empresa de design, que elaborou o formato.Ao todo são oito tipos diferentes de flyers, produzidos em papel reciclado, tipo cartão, com design moderno. O site do projeto afirma que a intenção é reduzir os danos provocados aos usuários da droga. Há uma seção que diz que o projeto “não encoraja nem promove o uso de ecstasy”. No entanto, um dos títulos do site diz: “Uma balada boa, ainda que sintética e ilegal”.
O G1 tentou contato com a professora responsável pelo laboratório da USP, que supervisiona o projeto, Maria Teresa Araujo Silva, mas ela não foi localizada nessa segunda (18). A professora informou na última sexta-feira (15), que os panfletos não estimulam o uso da droga: “Estão feitas advertências contra os inúmeros perigos, como misturar com outras drogas, falam da segurança no dirigir, da escalada para a dependência”. Segundo ela, a política de redução de riscos das drogas é uma tendência internacional de diversos organismos. A pesquisadora afirmou ainda que o panfleto foi analisado antes de ser distribuído. “A assessoria científica da Fapesp disse que a metodologia está boa”, afirmou Maria Teresa."
Stella Pereira de Almeida é uma das participantes do Projeto Baladaboa. Ela é colaboradora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoatiovos (NEIP). Conheça aqui sua biografia.Para entrar em contato com Stella: stella@usp.brPara entrar em contato com Maria Teresa: teresar@usp.br

sábado, 16 de junho de 2007

Uma nova perspectiva

05/04/2007 às 10:42

Coletivo Balance

Tatiana Mendonça

Se beber, não dirija. E se for usar ecstasy, tome só a metade. Você prefere o Diga não às drogas? Pois tem um monte de gente que acredita que essa é uma guerra perdida. Porque desde o começo dos tempos o homem usa drogas, mesmo que a lei diga que é proibido. Porque acredita que as pessoas têm a liberdade de escolher de que maneira querem viver as suas vidas, e a abstenção é um dos caminhos, não o único.

A lógica se inverte e vira uma questão de aprender a lidar. Por isso, na próxima vez que você for a algum Universo Paralello, não se espante se alguém aparecer no meio da música barulhenta e te der um cartão escrito "Se for consumir, tome só a metade e, depois do efeito, decida se quer tomar a outra parte". Esse movimento tem nome: redução de danos. Fazer com que o uso de drogas não se torne abuso e seja o menos prejudicial possível à saúde. Sem moralismo.

Ele ganhou mais visibilidade  e apoio do governo  com o combate à Aids. "Aquela história de dar seringa descartável, né?", alguém vai dizer. Mas não começou aí, nem se resume a isso.

Primeiro, informar sobre os efeitos da droga. Depois, evitar o envolvimento precoce. Para os usuários, orientação para reduzir os prejuízos à saúde e evitar que se tornem dependentes. Para os dependentes, modificar o padrão de uso, oferecendo a possibilidade de substituição por drogas de uso menos danoso, sem excluir a possibilidade da abstinência.

O psiquiatra Luiz Alberto Tavares, do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas [Ufba], explica melhor essa história. "Não é chegar para o usuário e dizer: Troque o crack pela maconha. O que fazemos é facilitar a escolha por drogas menos danosas. A abstinência não é a condição para o tratamento, mas pode ser um fim. Existem pessoas que não querem deixar de usar drogas, e elas continuam tendo direitos".

Para o antropólogo e pesquisador do Cetad Edward MacRae, o uso está ligado a um desejo de transgressão, enquanto as campanhas tentam convencer pela repressão. "É mais eficaz chegar de uma forma compreensiva, dialogar. Por que ao invés de fazer assim você não faz assado, pra você não se perder na sua curtição?".

Vítima - A imagem que se tem das pessoas que usam drogas é que são viciados que não conseguem se controlar. Então como seriam capazes de reduzir danos? Para Luiz, os usuários tendem a ser vistos pela lógica da culpa, do desvio social ou da vitimização. "Aqui nós trabalhamos com a responsabilização do sujeito, que responde pelo seu caminho e por seus desejos".

Para Edward, é preciso considerar as dimensões sociais e psicológicas do uso de drogas. "Não dá pra só falar em compulsão. Muitas vezes é curtição mesmo. Sem esquecer que determinados padrões de comportamento persistem, é o controle social informal que opera. A redução de danos trabalha nessa lógica, do controle pelos amigos, familiares, vizinhos".

No imbróglio que é a questão das drogas no Brasil, enquanto uns fingem que não vêem e outros morrem de verdade, os redutores muitas vezes são confundidos com incentivadores. Mas a Secretaria Nacional Antidrogas já reconheceu seu papel como agentes de saúde.

>> Balance monitora cena trance

No meio da música altíssima, do monte de gente ligada horas [dias] a fio, invariavelmente está o stand do Coletivo Balance, pioneiro na cena eletrônica do País. O que eles fazem? Redução de danos.

No Universo Paralello [rave que durou sete dias e reuniu 10 mil pessoas no reveillón de 2007, em Pratigí, BA], eles pegaram seus banners, filmes e cards para participar da festa. As orientações vão de "use protetor solar" e "beba água", conselhos de qualquer mãe, até o "tome só a metade".

O coletivo começou no meio do ano passado, a partir da pesquisa de doutorado de Marcelo Andrade, que está estudando o uso de substâncias psicoativas na cena trance. E para fazer jus ao nome, reúne DJs, produtores, profissionais da área de saúde, antropólogos.

Além de informar sobre o uso de drogas, lícitas e ilícitas, eles atendem, nos postos de saúde, as bad trips, pessoas com quadros psíquicos de ansiedade aguda e estados dissociativos. "Mas o número de gente muito alterada é bem pequeno. No Universo Paralello não chegou nem a 10", diz Marcelo.

>> Governador quer legalizar drogas

Legalize já. Marcelo D2? Não, Sérgio Cabral, governador do Rio. Em entrevista à Época [26/03], Cabral disse que o efeito da proibição da droga é "devastador" nos países pobres. "Se a gente for quantificar os mortos por conta da proibição da droga, o total é esmagadoramente maior do que os mortos por conta do uso da droga", argumentou.

Para Edward, a criminalização do uso de drogas teve o efeito de baixar a idade de uso. "Em 1900, os usuários eram as pessoas de meia-idade, da classe média. A criminalização foi a porta para a rebeldia da juventude. A relação com o mundo depende da forma como as coisas são apresentadas".

terça-feira, 12 de junho de 2007

Publicado artigo sobre cena eletrônica de Salvador

Do Alto das Estrelas

Foi publicado o artigo "O uso de psicoativos na cena de música eletrônica de Salvador: uma investida inicial", de Adriana Prates, no número 5 da revista digital de antropologia urbana "Os Urbanitas" (entrar no número 5 e clicar no nome da autora ou do artigo). O artigo trata da formação da(s) cena (s) de música eletrônica de Salvador e do do uso de drogas nessa(s) cena(s).

Para entrar em contato com a autora: adrianaprates@terra.com.br

Curso sobre drogas com o prof. Edward MacRae


Programa "Altas Horas" discute legalização das drogas

Enviado por Psicotropicus
Rio, 11 de junho de 2007

Car@s Amig@s

Vimos comunicar por meio desta que no próximo sábado haverá um quadro sobre legalização de drogas no Altas Horas. Serão apresentadas duas gravações, uma a favor e outra contra, seguido de um debate ao vivo.

O policial Luis Carlos Magno do Denarc de São Paulo vai argumentar a favor da proibição e de toda violência decorrente, essa política fracassada que há mais de um mês mantém 5.000 alunos fora da escola e creches fechadas no Complexo do Alemão, aqui no Rio. Dezenas de pessoas já morreram nesse conflito em nome do combate às drogas, uma guerra que se alastra há anos sem que haja menos consumo, menos oferta, sem que haja qualquer resultado positivo.

Luiz Paulo Guanabara, psicólogo e diretor da Psicotropicus, gravou no começo de abril sua argumentação a favor de mudanças nessa política repressiva - uma política que é muito mais prejudicial que o efeito de todas as drogas juntas. Esperamos que a edição tenha ficado boa.

Nao deixem de assitir e enviar seus cometários.

saudações,

Equipe Psicotropicus