segunda-feira, 30 de abril de 2007

Mais de 230 cidades aderem ao projeto Global Marijuana March

No próximo final de semana mais de 230 cidades em todo o planeta estarão promovendo eventos para discutir a legalização da Cannabis sativa. Se trata da Global Marijuana March, uma iniciativa que ocorre desde 1999 sob coordenação da ONG norte-americana Cure’s not War. Essa iniciativa tem conseguindo promover o diálogo entre pessoas de todo o mundo que têm em comum o fato de serem contra o modelo monolítico de proibição a todas as drogas. Em centenas de cidades ao redor do mundo essas pessoas concentram esforços para promoverem passeatas, manifestações ou quaisquer outro tipo de intervenção do gênero na mesma data, incluindo o ato no mapa da GMM. Essas intervenções em rede mundial fortalecem a todos e cria o espaço que um assunto que há muito tempo deveria ter deixado de ser tabu possa ser discutido abertamente.

Esse ano estão programadas edições locais da GMM em 233 cidades em todo o mundo. A primeira edição em uma cidade no Brasil ocorreu em 2002, na cidade do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, foram realizadas manifestações no Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, e em 2006 as edições locais da GMM aconteceram também em Curitiba e Florianópolis. Este ano, no Brasil estão sendo organizadas atividades no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba, Santos, Juiz de Fora e em Salvador, mas nem todas as cidades optaram por realizar passeatas. Abaixo os detalhes sobre alguns dos eventos e os respectivos Flyers.


Dia: 4 e 5 de maio
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – UFBa
Horário: 9h às 18hs

Marcha Mundial da Maconha – Rio de Janeiro/RJ
Dia: 6 de maio
Local: Ipanema
Horário: Concentração às 14:00hs, no Arpoador saída as 16:20hs.
MMM – RJ no Jornal do Brasil

Legalidade Ainda que Tardia – Juiz de Fora/MG
Dia: 5 de maio

Local: Parque Halfeld

Horário: 10hs



Drogas e Sociedade - Na Contramão da Pré-história

Local: Salão Otávio Rocha - Câmara de Vereadores de Porto Alegre

Dia: 05 de maio

Horário: 8:30hs às 17hs

Marcha Rio pela Legalização das Drogas - Basta de Violência!

Dia: 4 de maio

Local: Largo de São Francisco

Horário: 14hs Exibição de "Notícia de uma Guerra Particular", saída da marcha às 16hs

Discuta o tema: Fórum Growroom



sábado, 28 de abril de 2007

Mr. Nice abre espaço para brasileiros

Seguindo a recente tendência do mercado baseado na cultura de consumo de Cannabis e derivados de apostar no potencial econômico dos brasileiros, o portal Mr. Nice abriu no seu fórum um espaço dedicado exclusivamente para discussões em português. Agora, as pessoas que querem discutir em língua portuguesa os diversos assuntos ligados à planta, principalmente os ligados às estratégias de redução de danos e auto-cultivo, têm mais essa opção de acesso. O maior desses fóruns continua sendo o pioneiro Growroom - seu espaço para crescer, mas a cada dia que passa surgem novos espaços como o do Cannabis Café, da Horta da Couve e da International Cannagraphic Magazine. Isso significa que o cultivo doméstido de Cannabis sativa como alternativa ao tráfico da planta é cada vez mais uma realidade no país. Ponto positivo para os ativista da causa.
Discuta o tema: Fórum Growroom

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Termina amanhã o prazo para as inscrições do concurso de Monografia

As inscrições para o VI Concurso sobre Programas de Prevenção de Drogas CIEE/Senad se encerram sábado, 28 de abril. Essa também é a data limite para o envio dos trabalhos. Os interessados deverão desenvolver o tema sobre qualquer um dos cinco capítulos da Política Nacional sobre Drogas. As inscrições são gratuitas e as premiações variam entre R$ 1.000,00 (hum mil reais) e R$ 6.000,00 (seis mil reais) a depender da categoria e da classificação do candidato. Os prêmios serão entregues em Brasília, na solenidade comemorativa da IX Semana Nacional Antidrogas (entre 19 e 26 de junho) com a presença do Presidente Lula. Para ver o regulamento completo, acessar a Política Nacional sobre Drogas e imprimir a ficha de inscrição visite o sítio: http://www.obid.senad.gov.br/.

Holanda proíbe oficialmente venda de maconha junto com álcool

Em 1976 o governo da Holanda adotou duas medidas jurídicas buscando criar intervenções sutis que promovessem transformações com relação ao mercado de Cannabis sativa e seus derivados, principalmente afastando os usuários da planta dos vendedores de heroína, principal problema de saúde pública na época. Passou a haver tolerância sobre a posse de algumas gramas de maconha ou haxixe (antes 30, hoje 5), e houve uma sistemática descentralização das operações de regulamentação do uso e comércio da planta. No início, pequenos distribuidores passaram a ser tolerados em Clubes e boates e, com o tempo, casas de chá e café (coffee shop) começaram a vender pequenas porções de maconha. Esse não foi um processo homogêneo nem tranqüilo. Muitas brigas jurídicas e diálogos com a comunidade foram necessários, e muitos pioneiros foram presos também, para que a experiência se mostrasse menos danosa aos usuários e à sociedade do que as políticas proibicionistas. Atualmente cada município faz a regulação e controle dos coffee shops, estabelecendo regras que ficam afixadas na entrada de todos esses estabelecimentos:
  1. Não é permitido vender 'drogas pesadas';
  2. Não é permitido vender maconha ou derivados a pessoas menores de 21 anos;
  3. Não é permitido gerar qualquer tipo de incomodo à vizinhança.
Em caso de descumprimento comprovado de alguma dessas regras os proprietários perdem seus registros legais. Dessa forma, a Holanda construiu sua forma de lidar com o uso de Cannabis e derivados, não permitindo o consumo de drogas leves associado ao uso de drogas pesadas, como álcool e cocaína.


(ANSA) 04 /04 /2007

A Holanda proibiu oficialmente a venda combinada de maconha e bebidas alcoólicas nos chamados "coffee shops", seguindo uma decisão já adotada pelo governo e pelo parlamento em 2003. Segundo a agência de notícias holandesa ANP, a medida adotada em 2003 previa a proibição da venda no mesmo estabelecimento de álcool e drogas leves a partir de 1º de janeiro de 2007. Nos últimos meses foi estabelecido um regime transitório para Amsterdã, a única cidade onde ainda estavam abertos os "coffee shops", junto a muitos outros bares que, no entanto, vendem apenas maconha, sem bebidas alcoólicas. Há um mês o prefeito de Amsterdã, o trabalhista Job Cohen, apoiado pela maioria do conselho municipal, solicitou ao novo governo para continuar permitindo a venda combinada. Mas, o ministro da Justiça holandês, Ernst Hirsch Ballin, do mesmo partido do premier, os cristão-democratas, rejeitou o pedido.Dos 44 "coffee shops" da capital, apenas quatro continuarão abertos, mas como simples cafeterias, enquanto os outros 40 decidiram voltar a ser "coffee shops", onde continuarão vendendo maconha, sem bebidas alcoólicas.Para frear o novo governo, formado por cristão-democratas, trabalhistas e a União Cristã, pequena formação protestante ortodoxa que, por não conseguir impor reformas substanciais das leis já em vigor, obteve compromissos obrigatórios para limitar alguns direitos.Entre estes, se encontra a proibição da consciência para celebrar os casamentos homossexuais, a luta contra a prostituição ilegal, alternativas para evitar eutanásia e abortos e uma limitação também para os "coffee shops", proibindo sua presença, por exemplo, próximo a escolas.

Leia mais: E-legalize; Folha On-line

Discuta o tema: Fórum Growroom.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Edição de Maio da Revista Galileu trará matéria sobre legalização da Cannabis

Maconha, É hora de liberar?

Com essa pergunta junto a uma carteira de baseados king size a revista Galileu do mês de maio traz uma entrevista com o Governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral em uma matéria sobre a possível legalização da maconha no Brasil. Vamos aguardar pra saber o conteúdo dessa matéria que se prõpoem discutir alternativas sérias às atuais políticas antidrogas adotadas no país.



Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Galileu de maio/2007.

A discussão sobre a descriminalização das drogas deve ser globalizada, incluir a ONU (Organização das Nações Unidas). O mundo está pagando caro pela proibição rígida, que está levando a milhões de mortes por ano. Quantas pessoas morrem na Ásia, na África, nas Américas, na Europa por conta da proibição do tráfico de drogas? Quantas morreriam se houvesse um processo de legalização e controle? É preciso botar essa conta na mesa, e o primeiro país a discutir isso tem de ser os Estados Unidos, como a principal nação do mundo desenvolvido e um grande consumidor de drogas. Enquanto isso, são gastos bilhões de dólares por ano no mundo inteiro no combate à droga. Os resultados são pífios, e muita gente continua morrendo." O trecho entre aspas foi dito a Galileu por Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro e primeiro político brasileiro em cargo executivo a erguer a voz a favor da legalização das drogas. Seria um indício de que chegou a hora de o Brasil considerar a descriminalização pelo menos da maconha, considerada há décadas a mais leve das drogas ilícitas?

Leia mais: Galileu
Discuta o tema: Fórum Growroom

Apontamentos sobre o mercado consumidor brasileiro de Cannabis e derivados

Em 2005, 2,6% da população brasileira de 12 a 65 anos fumo maconha, segundo o II Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas. Segundo o Relatório dessa pesquisa, esses valores são maiores do que países como Portugal (7,6%), onde legislações e práticas mais tolerantes ao consumo da planta são empregadas. Ainda segundo o Levantamento, cerca de 8,8% da população dentro dessa faixa-etária já utilizou maconha ao menos uma vez na vida.

O último Relatório Mundial da Agência das Nações Unidas para o Combate às Drogas e à Criminalidade (UNODC; 2006), baseado nos dados enviados pelas autoridades policiais brasileiras, aponta o Brasil como o principal país consumidor de maconha da América Latina. Segundo o relatório, atualmente a produção brasileira de Cannabis se concentra nas regiões Norte e Nordeste do país, em áreas onde os períodos de sol possibilitam um maior número de colheitas por ano. O custo de produção é de U$ 30,00 o quilo, chegando a custar até U$ 220,00 nas zonas urbanas, e chegar ao consumidor final custando U$ 2.000, ou U$ a grama. (UNODC, op. cit.; 167-168). A agência afirma ainda que, quando os dados sobre apreensões policiais são analisados em comparação com os dados do I Levantamento Domiciliar, o cruzamento indica uma taXa de consumo por usuário de mais de 1 quilo anual, o que, ainda segundo o relatório, levanta a suspeita de distorções nos dados fornecidos sobre quantidades apreendidas, sobre a quantidade de pessoas que usam, ou em ambos.



O relatório ainda aponta que as autoridade paraguaias relataram que 85% da produção do país é destinado ao mercado brasileiro, 12% ao mercado do Cone Sul, e apenas 3% ao mercado interno. Além disso, os cultivadores se dedicaram a novas técnicas e a utilização de híbridos melhores adaptados ao clima do país, e atualmente têm conseguido uma produção maior e a confecção de uma qualidade de haxixe apreciado na Argentina e no Brasil. (UNODC, op. cit.; 168). O relatório ainda aponta que as autoridade paraguaias relataram que 85% da produção do país é destinado ao mercado brasileiro, 12% ao mercado do Cone Sul, e apenas 3% ao mercado interno. Além disso, os cultivadores se dedicaram a novas técnicas e a utilização de híbridos melhores adaptados ao clima do país, e atualmente têm conseguido uma produção maior e a confecção de uma qualidade de haxixe apreciado na Argentina e no Brasil. (UNODC, op. cit.; 168).

Referências:

CARLINI, E. Et al. II Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas. Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID, 2005. Disponível no endereço: http://www.unodc.org/pdf/brazil/II%20Levantamento%20Domiciliar%20Dr%20Elisaldo%20Carlini_alterado2.pdf

United Nations Office on Drugs and Crimes – UNODC. World Drug Report 2006. Disponível no endereço:http://www.unodc.org/unodc/world_drug_report.html

Conversa sobre drogas na balada: sem apologia, sem hipocrisia!

OQUE: O evento vai contar com palestras da própria Soninha, da mestre em psicologia social Mônica Gorgulho, da psicóloga e pesquisadora Stella Almeida e da DJ e jornalista Clau Assef.
QUANDO: 08/05/07 - terça-feira - 19h30
ONDE: Auditório da Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94 - Centro – Metrô Anhangabaú

Inscrições Gratuitas:
PROGRAMAÇÃO:
Mônica GorgulhoMestre em psicologia social, diretora IHRA - International Harm Reduction Association - e coordenadora da Ong Dínamo. Vai expor o tema "Drogas no mundo contemporâneo".

Stella Almeida, psicóloga, pesquisadora da USP e do Núcleo Interdisciplinar sobre Psicoativos - NEIP. vai apresentar o projetoBaladaboa primeira intervenção preventiva brasileira direcionada a usuários de ecstasy. O projeto tem apoio da Fapesp – Fundação de Amparo a Pesquisa e do Instituto de Psicologia da USP.

Clau Assef - DJ e Jornalista, autora do livro “Todo DJ Já Sambou – A História do Disc-Jóquei no Brasil”, único livro escrito no Brasil sobre a história do DJ e da cena eletrônica nacional, participa da mesa, falando sobre o Projeto ‘Sem Noção’, um case de redução de danos para uso de álcool na balada.

Vice-Ministra da Saúde Britânica afirma: "Fumei, mas não gostei!"

A Vice-Ministra da Saúde do governo Blair, Patrícia Hewitt, afirmou em uma entrevista ao jornal The Independent, que fumou maconha uma vez, mas deixou claro que não gostou e fez questão de afirmar que aquela experiência não produziu nenhuma alteração no seu comportamento e percepções. Mas fica a dúvida, que experiência deve ter sido essa para que ela até hoje responda dessa forma? Talvez seja apenas um novo requinte para a velha fórmula do "Fumei, mas não traguei" de Clinton e do "Traguei, mas não gostei" de FHC. Vai saber.

Leia mais: IBGF

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Polícia Queniana prende 10.000 MungiKi

As autoridades policiais do Governo Queniano anunciaram na última terça-feira (24/04) que prenderam 10.000 membros do MungiKi, comunidade religiosa e milícia de oposição ao governo na qual é praticado uso tradicional da Cannabis sativa. O termo MungiKi, em uma tradução pouco generosa significa “Nós somos o povo”, ou, “Somos Nós”, designando dessa forma a crença compartilhada de serem um “povo escolhido”.

Conhecidos principalmente pela polêmica tradição da mutilação genital feminina, os MuginKi teriam surgido na década de 1950, na época a revolução Mau Mau e também se auto-denominam como "The Mau Mau Figthers". Em seus cultos, os pastores fazem um claro apelo para que os negros voltem a sua vida tribal. Possuem fazendas coletivas onde cultivam, entre outros produtos, o tabaco e a Cannabis, elementos essenciais nos seus ritos. Além de celebrar cerimônias religiosas, reintroduziram, apesar de ser legalmente proibida na nova África, as mutilações genitais, muitas vezes imposta à força em meninas e meninos, e a prática da poligamia. Ilegal desde 2002, os MungiKi continuavam a manter todas as suas atividades e contestar a autoridade do Governo Queniano liderando rebeliões contra o Estado, mesmo na clandestinidade.

Ao comunicar a prisão o comissário da Polícia queniana, general Hussein Ali, declarou:

"Ninguém está autorizado a formular discursos provocadores, injuriosos ou humilhantes contra os seus adversários e particularmente o chefe de Estado no
quadro da campanha eleitoral";
Sobre as declarações de alguns quenianos contra a execução das prisões, ele comenta:
"Infelizmente, existem defensores de Mungiki que estão sempre prontos a condenar
a Polícia pela sua repressão desta seita";
Mas adverte,

"quem incitar a população à violência, à ameaça ou proferir ameaças ou ainda
participar em actos violentos será imediatamente detido e processado
judicialmente seja qual for a sua posição no Governo ou na oposição".

Autópsia revela que overdose de medicamentos matou a modelo Anna Nicole

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de abril de 2007

Novela da Globo trata do tema das drogas e personagem pede: "no mínimo cadeia!"

Mesmo perdendo audiência para as novelas de outras emissoras, a Rede Globo insiste em querer retratar a realidade social do país de forma simplificada e conservadora. A última foi o tratamento dado a questão das drogas na novela Paraíso Tropical. No capítulo de hoje (terça-feira, 24/04), num passeio à praia 'Neli' e uma amiga são tombadas por 3 rapazes distraídos brincando no caminho do calçadão para a praia. Os 5 discutem e 'Neli' e a amiga, refeitas do susto, encontram um 'saquinho branco' no chão e afirmam: "Ah! Só podia ser! Deve ser droga!". Dirigem-se a uma dupla da Guarda Municipal com a intenção de, em suas palavras, "darem uma lição nos rapazes". A Guarda Municipal aborda os três rapazes de forma violenta, perseguindo-os e derrubando-os na areia, mas não encontra qualquer droga passando a abordar outros banhistas na praia. A cena é cortada para o grupo de amigos no qual interagem personagens secundários na trama: 'Mateus', 'Camila', 'Ivan' e sua namorada. 'Ivan', com receio da investida dos agentes policiais esconde alguma coisa na bolsa de 'Camila' e vai nadar com a namorada. 'Mateus' pede para 'Camila' pegar a carteira na bolsa e juntos abandonam a praia para fugir de uma possível acusação. A cena é cortada novamente para a dupla 'Neli' e a amiga que juntas contam o ocorrido a uma terceira pessoa, exclamando: "Isso tinha que dar no mínimo cadeia!". A questão das drogas é discutida com a mesma profundidade com que os outros problemas que os personagens atravessam durante a trama da novela, atingindo apenas o nível suficiente para servir de veículo para problemas de ordem individual, no máximo de âmbito familiares. Enquanto a novela da Rede Record Vidas Opostas vem ganhando audiência afirmando um discurso mais heterogéneo com relação à questão, tratando de temas como violência, corrupção policial, relações humanas e descriminalização das drogas de maneira ampla, a Rede Globo ainda aposta na velha fórmula que procura falar sobre um assunto reproduzindo as opiniões conservadoras existentes.
Os assinantes do Portal Globo.com podem assistir o capítulo de terça-feira (24/04) na íntegra clicando aqui. Os outros internautas podem conferir gratuitamente a Fotonovela publicada pela emissora clicando aqui.

São Paulo ganha 1º Centro de Saúde exclusivo para pessoas que usam drogas

A partir de hoje a cidade de São Paulo passa ser a primeira do país a ter um centro de saúde exclusivo para pessoas que usam drogas. A unidade da Secretaria de Estado da Saúde fica na região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo. Inicialmente o Cratod - Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas, contrará com os serviços de vacinação e tratamento odontológico.
Leia mais: A Tarde;

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Últimos dias para inscrições no concurso de monografias do SENAD / CIEE

Vai até a próxima sexta-feira (28/04) o prazo para envio de monografias para o VI Concurso para universitários sobre o tema DROGAS. Os trabalhos devem ser enviados, junto com a ficha de inscrição preenchida à Secretaria Nacional Antidrogas.
Leia aqui o regulamento.



Saiba mais: Observatório Nacional Antidrogas

Marcha da Maconha lança máscaras em seu site

Os organizadores da Marcha da Maconha, que acontecerá no próximo 6 de maio estão promovendo uma verdadeira festa para o dia. Já foram distribuídos milhares de flyers e cartazes e o evento já foi divulgado até mesmo em matéria do jornal O Globo. A Marcha da Maconha - RJ conta com o apoio da aLeda, Roopa, UtraEco alem do Growroom, La Cucaracha, Psicotropicus, da Ananda - Associação Multidisciplinar de Estudos sobre plantas Cannabaceae e deste humilde Observatório.
A última do coletivo que organiza o evento foi o lançamento das máscaras para serem usadas na passeata. Segundo o site:
Quando falamos da Marcha da Maconha todo mundo replica: “E o
Sergio Cabral, será que vai estar presente?” ou então, “E o D2, ele vai vir?”, e
claro não poderiam deixar de perguntar, “E o Gabeira?”.

Para nós da Marcha da Maconha seria um enorme prazer ter
esses nomes do nosso lado no dia 6 de Maio. Para garantir a presença de Sergio
Cabral, Marcelo D2 e Gabeira na passeata resolvemos disponibilizar suas mascáras
para download. Assim todos podem imprimi-las e fazer com que os nossos aliados
sejam lembrados no dia no baile das máscaras.

Não deixe de vir a Marcha! Imprima a sua mascará
preferida e venha participar conosco!
Faça aqui os Downloads das máscaras:

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Estudo afirma que vaporizar a cannabis pode reduzir danos ao sistema respiratório

Há algum tempo que a suspeita dos principais especialsitas eram de que os danos causados ao aparelho respiratório pelo uso prolongado de Cannabis sativa estavam mais relacionados com as técnicas de consumo do que com as características da resina psicoativa. Um artigo publicado no Harm Reduction Jounal na última segunda-feira (16/04) afirma que mesmo o uso ocasional de aparelhos vaporizadores pode reduzir os problemas no aparelho respiratório decorrentes do hábito de fumar Cannabis. O artigo traz dados a respeito de um estudo conduzido pelos Departamentos de Psicologia das Universidades de Albany e Southern California, que entrevistou 9.000 pessoas que afirmaram ter feito algum uso de Cannabis ao longo da vida, coletando dados a respeito dos seus padrões, quantitades e métodos utilizados para consumir a planta.
A pesquisa utilizou um recorte analisando apenas as pessoas que haviam declarado ter feito uso de maconha nos últimos 30 dias, o que representava uma amostra de 6.883 pessoas, dos quais 4.829 também consumiam tabaco (média de 8.6 cigarros/dia). Comparando os dados das pessoas que faziam uso de equipamentos de vaporização como principal forma de administração da resina, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o uso de vaporizadores pode de fato diminuir os problemas respiratórios decorrentes da Cannabis. Cerca de 65,8% dos que utilizavam a vaporização como método de consumo principal aprensentavam algum problema, enquanto no grupo que não fazia uso de vaporizadores esse número foi de 56%.
Referência do artigo - disponível do site do Harm Reduction Jounal:

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Já são 214 cidades confirmadas na Global Marijuana March

Mais de 214 cidades já confirmaram a adesão à campanha da Global Marijuana March. O dia oficial é 5 de maio, mas diversas cidades estão organizando eventos ao longo dos dias próximos à essa data, formando uma verdadeiro debate global pela revisão das legislações anti-cannabis. Abaixo, os cartazes oficiais de algumas cidades do mundo:


Jerusalem, Tel Aviv e Eilat



Nova York


Finlândia

Chile


Cidade do México

Lisboa
Rio de Janeiro

THC pode reduzir em 60% o avanço de cancer nos pulmões

O tetrahidrocannabinol (THC), considerado o principal canabinóide contido na resina da Cannabis sativa, pode diminuir em mais da metade o ritmo de crescimento de tumores no pulmão e reduzindo a disseminação de celulas cancerosas, segundo os estudos divulgados da revista New Science, sobre um os resultados preliminares divulgados nesta quarta-feira (18/04) por pesquisadores do Dana Farbar - Harvard Cancer Center, em Boston - EUA.

Ramesh Ganju, professor do Departamento de Medicina da Harvard Medical School e sua equipe aplicaram células cancerosas de pulmão humano à pele e vasos das caudas de grupos de cobaias, permitindo que os tumores crescessem nos animais. Após duas semanas, começaram a realizar aplicações diárias de 250 microgramas de THC.
Após 3 semanas de aplicações do grupo com células na cauda e 5 semanas no grupo com células na pele, os resultados eram que as cobaias as quais havia sido aplicado o THC haviam melhoria em 60% dos casos, em comparação com o grupo controle. O prof. Ramesh Ganju acredita que o que cause isso seja o fato do THC de alguma forma impedir o desenvolvimento de vasos sangüíneos que alimentariam o tumor. Apesar de outros estudos já terem apontado a eficácia terapêutica de compostos derivados da planta Cannabis sativa, as recomendações continuam sendo de que não se deva fumá-la.
De fato, os danos ocasionados pelos padrões de consumo geralmente estão ligados à métodos de ingestão que utilizam a queima da planta como principal veículo condutor dos princípios ativos. A ingestão de qualquer conteúdo inalando a fumaça da sua queima provoca irritação e danos nos órgãos e tecidos dos aparelhos digestivos e respiratórios, que podem levar ao desenvolvimento de feridas e até mesmo câncer. Usada na forma de cigarros, além da fumaça em alta temperatura, Cannabis libera substâncias tóxicas como o monóxido de carbono, que podem apresentar o mesmo potencial de risco que as substâncias liberadas pela queima do tabaco.

Quando o consumo é feito em locais reservados, os indivíduos geralmente se utilizam de técnicas para resfriar a fumaça antes de ingeri-la (cachimbos, piteiras, cachimbos d’água, bongs, etc.), ou se alimentam com preparados à base da erva. O médico Naverrete Varo, afirma que desde a década de 1990 estão disponíveis no mercado aparelhos que aquecem as inflorescências a uma temperatura que varia entre 150Cº e 250Cº, o suficiente para transformar em vapor toda a água e a resina contida na matéria vegetal, sem necessidade de provocar a queima. Os mais eficientes despejam jatos de ar-quente através de um recipiente contendo o fumo conduzindo tudo a recipientes à parte onde é guardado o ar ‘resinado’. Estas tecnologias reduzem ao máximo os riscos do ato de inalar a resina sem qualquer perda dos princípios ativos. Tais mecanismos tornam a administração dos compostos ativos da Cannabis sativa um ato praticamente inócuo, sem riscos de câncer ou outros problemas, mantendo a eficácia na dosagem e aplicação da resina com os princípios ativos.

Tenda da Volcano na Feira Cannatrade
março/2006

terça-feira, 17 de abril de 2007

Revista Mundo Estranho - "Dossiê Maconha"

A Revista Mundo Estranho, uma publicação da Editora Abril, lançou em março uma edição especial com uma matéria intitulada "Dossiê Maconha". A metéria é de excelente qualidade, expondo os diversos aspectos relacionados com a utilização das propriedades da planta. No entanto, contém alguns pequenos erros, absolutamente compreensíveis em se tratando de uma publicação que precisar traduzir informações extremamente detalhadas e dispersas em textos sintéticos e atraentes aos leitores juvenis. O cuidado com qualidade das informações publicadas na revista é realmente exemplar, tanto que os responsáveis tiveram a atenção de responder aos e-mails enviados a eles e publicaram uma parte da nota encaminhada à Revista. Leia na íntegra a nota:



Nota de esclarecimento sobre a matéria "Dossiê Maconha"

Prezado Redator-chefe da Revista Mundo Estranho e responsáveis pela matéria "Dossiê Maconha",

Primeiramente, gostaria de congratulá-los pela corajosa escolha por compor uma matéria que optou por expor fatos sobre as plantas do gênero Cannabis sativa que ultrapassam os meramente relacionados com suas propriedades psicoativas. No entanto, como pesquisador da história, dos usos, e dos aspectos botânicos das plantas Cannabaceae, envolvido em um projeto de pesquisa documental, e bibliográfico sobre o tema, e coordenador de um Coletivo de Estudo e Redução de Danos para os usos da planta, não poderia deixar de fazer algumas considerações a respeito de conteúdos publicados que estão relativamente em desacordo com alguns dados sobre a planta, seus derivados e seus consumidores.

Sobre o Cânhamo:
As fibras do caule da planta não são aproveitadas exclusivamente em variedades com baixa produção da resina. Durante todo o séc. XVIII e XIX, auge da utilização industrial das fibras da planta, as variedades cultivadas eram oriundas da Índia, então colônia britânica. O que de fato acontece é que nas lavouras destinadas à produção de fibra são aplicadas técnicas que favorecem a produção de fibra em detrimento da resina.
As plantas são cultivadas sem espaço entre si, para que cresçam concorrendo por luz e, com isso, possam produzir o caules mais longos possíveis (mais fibra). Além disso, as plantas são colhidas antes que comecem a florescer e produzir resina.No entanto, é verdade que muitos breeders (profissionais desenvolvedores de variedades canábicas comerciais) têm trabalhado e desenvolvido linhagens com teores mais baixos de THC. No entanto, em se tratando de baixa produção de resina, a técnica de cultivo ainda é mais importante que a origem genética da semente. "Os meticulosos padrões de cultivo industrial diminuem a potência da droga a níveis mínimos, mesmo nas linhas de sementes mais potentes". (CONARD, 2002: 24).

Sobre Folha, Caule e Maconha:
O que se chama no Brasil de maconha é o que os consumidores têm usado como produto psicoativo fumável. No entanto, o que se busca ao fumar alguma parte da planta são as propriedades psicoativas contidas em sua resina, e não a matéria vegetal não-psicoativa. Em diversos países europeus, africanos e asiáticos, os usuários preferem consumir a resina já submetida a tratamento e retirada da matéria vegetal (folhas, galhos, sementes, etc), à qual dão o nome de haxixe. Como, e em qual proporção de resina/material vegetal os consumidores de um determinado lugar irão fazer uso das propriedades psicoativas da planta são fatores que dependem da cultura, dos aspectos sociais, econômicos e políticos de cada localidade. No caso do Brasil, um dos países onde a repressão se dá de maneira mais violenta, o produto que chega às mãos do consumidor final é uma massa composta por folhas, galhos, sementes e flores, geralmente com um teor muito baixo de resina em comparação com outras amostras. (2% a 4%), enquanto amostras holandesas chegam a ter até mesmo mais de 30%. Isso não se deve apenas ao fato de que os cultivadores holandeses têm encontrado condições melhores para cuidar de suas plantas, mas também que têm podido diminuir aproporção de matéria vegetal vendida em relação à resina, devido à maiortolerância das autoridades governamentais em relação aos produtores, o que é bom para o consumidor que precisa fumar menos para obter os mesmos efeitos. Assim, não é correto afirmar de forma simples que folhas e caules são partes muito usadas para "fazer maconha", ao contrário, elas só entram na composição do que se chama de ‘maconha’, quando as flores não são densas o suficientes, quando se tratam das folhas e dos galhos anexos às inflorescências.Esse fato pode ser comprovado ao se observar que na prática, não apenas os especialistas recomendam que não se fume galhos, caule, folhas ou sementes, mas também os usuários têm conhecimento sobre isso e, ao confeccionarem os cigarros de maconha, descartam tanto quanto possível os galhos, as sementes e as folhas, procurando consumir apenas as inflorescências. (MACRAE & SIMÕES, 2000: 79-80)

Sobre Cannabis ‘sem cheiro’ e ‘mentolada’:
Há alguns anos que a imprensa vem ouvindo as autoridades policiais a respeito das variedades de maconha que têm chegado ao mercado, comprando o discurso de maconha ‘transgênica’ ou ‘mentolada’. Já escrevi para diversas outras instituições tentando corrigir a propagação de informações enganosas sobre as origens das variedades mais potentes ou com aromas mentolada,e todas ignoraram minhas considerações sobre o assunto. De fato, o que vem ocorrendo é o surgimento de uma nova configuração no mercado consumidor e produtor da planta, movimento esse que discuto em um artigo de uma coletânea ainda sendo organizada. Mas o que quero chamar atenção é que desde a década de 1970 que cultivadores de Cannabis conhecidos como breeders, se especializaram em observar e isolar espécimes da planta que tivessem características especiais, e procuraram colecionar variedades dos mais diferentes locais do mundo. Assim, cruzando espécimes de variedades intercontinentais, selecionando características genéticas próprias de cada localidade, e cruzando os espécimes mais especiais, esses breeders têm conseguido desenvolver variedades de Cannabis com muitas características especiais que não apenas a quantidade de resina e inflorescências, ou a concentração de THC. Eles têm buscado plantas com cores, aromas, sabores e aspectos que agradem aos diferentes gostos dos clientes de países onde a cultura do consumo de cannabis têm podido florescer mais abertamente, como Holanda e Espanha. Assim, um livro dedicado ao que tem sido chamado de cannabis connesoieur, especializado em variedades comerciais cita 3 principais categorias de aromas e sabores que seriam "fruity", "berry", "citrus", essa última subdivida em "lemon", "lime", "orange". Assim, o que mais provavelmente tem acontecido é a introdução de variedades com aromas mais próximos do tipo "citrus". (ROSENTHAL, 2001: 53).

Isso não se deve à mistura com folhas de menta, ou mesmo à manipulação genética, mas à técnicas de seleção e cultivo, semelhantes às usadas na criação de novas variedades de uva, feijão, mandioca, etc. Nesses casos, o que os breeders fazem é cruzar variedades de uma mesma espécie com características às quais procure reproduzir, diferente das plantas transgênicas, que utilizam outro tipo de técnica, na qual características de duas espécies diferentes são combinadas em manipulação genética. Um exemplo é a variedade Skunk® , atualmente comercializada em bancos de semente holandeses, foi desenvolvida nos EUA, a partir do cruzamento de espécimes fêmeas colombianas e machos afegãs. Cercada de mitos até mesmo entre os especialistas, a variedade registrada na Holanda teria sido desenvolvida na década de 1980, em pleno auge do surgimento das técnicas de cultivo com lâmpadas artificiais. Hoje o nome "skunk" é sinônimo de uma droga desenvolvida para "viciar mais" ou ser "mais forte" em todos os países onde as autoridades de repressão ao uso e cultivo desconhecem a história moderna dessa planta, dando margem ao surgimento dos mais inusitadas versões sobre sua origem e suas verdadeiras propriedades.

O estranhamento de que o aroma seja diferente da maconha apreendida comumente talvez se deva ao fato de que a maconha brasileira em geral tenha o mesmo aroma, o de uma planta em decomposição. A maioria do fumo que chega as mãos do consumidor final através longos períodos em condições inadequadas devido à forma como têm que ser transportado (em baixo de cargas, prensado em tijolos, etc). Assim, uma variedade de Cannabis de aroma cítrico ainda guarda certa distinção, mesmo após ser transportada e armazenada inadequadamente. À isso não se pode dar o nome de maconha sem-aroma, sem lembramos que, em rigor, o que ela tem é um aroma fresco, leve e agradável, ao contrário do que se fuma comumente e que se quer colocar como padrão, que tem em sua maioria cheiro de erva quase plenamente putrefata, ao qual nos acostumamos a associar com a resina psicoativa, mas que em muito se diferem dos seus aromas in natura.

Bibliografia citada:
CONRAD, C. HEMP – O uso medicinal e nutricional da maconha. São Paulo – SP: Editora Record, 2001.380 páginas.

MACRAE, E. & SIMÕES, J. Rodas de Fumo – o uso da maconha entre as camadas médias urbanas. Salvador – BA: Editora da UFBa, 2000. 147 páginas.

ROSENTHAL, E. Mapping the Pot Palate. In; The Big Book of Buds. Canada: Quick American Archives, 2001. pp. 54-53.

® Marca Registrada da empresa Dutch Passion Seed Company.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Relato de um brasileiro na Spannabis

Breve relato sobre a SPANNABIS: IV Feira de cânhamo e de tecnologias alternativas 23 a 25 de março en Barcelona, Espanha.


"Durante 3 dias Barcelona foi o palco de um evento que apresentou ao público uma ampla variedade de produtos à base do cânhamo, uma varieade da maconha com menor teor de THC, principal psicoativo da planta. A feira ofereceu palestras sobre o uso industrial da maconha, sobre a política espanhola sobre o assunto e sobre a relação entre saúde e essa planta. Boa parte dos produtos apresentados tinham um objetivo concreto: atrair a atenção não de usuários, mas de empresários interessados em financiar o desenvolvimento da industria do cânhamo e seus produtos. Pelo que foi apresentado, essa é uma área comercial que parece que vai crescer nos próximos anos: azeites ricos em vitaminas, produtos de beleza, alimentos, roupas etc.Além desses produtos, voltados para o mercado “grande”, havia também grupos de redução de danos como o Energy Control distribuindo folhetos informativos sobre várias substâncias psicotivas. Também haviam produtos para um uso mais “individual” – embora isso não signifique que esses não despertavam o interesse dos “grandes” compradores – como cachimbos, vaporizadores, cervejas e licores à base de cânhamo, aparatos para auto-cultivo e as próprias sementes de maconha. As sementes tinham uma ampla variedade de preços, dependendo da qualidade. Haviam catálagos e mais catálagos oferecendo as mais diversas sementes: com mais ou menos THC, que haviam ganhado o campeonato de sementes na Holanda etc.Dentre os produtos, destacamos:1 - Sementes de cânhamo (maconha) para produção de azeite e ração para animais (p. ex., pássaros).2- Aparatos para auto-cultivo em interiores.3 - Vaporizadores em forma de “bongs”. Os vaporizadores permitem o consumo do vapor da maconha, sem que haja combustão da substância, evitando a inalação de produtos tóxicos. Esses aparatos têm sido investigados para utilização da maconha como medicamento, pois reduzem os eventuais danos associados à fumaça produzida pela combustão da planta. Os vaporizadores que aparecem na foto formam bolhas quando se inala o vapor, e também mudam de cor quando se inala. Especificamente nesse local, as pessoas podiam experimentar a qualidade do produto, com maconha.4- Dentifrício à base de cânhamo.5 - Estante com produtos à base de cânhamo: cápsulas com azeite de cânhamo, feito à base de sementes da planta, ricas em ácidos graxos (Ômega 3 e 6) e em vitamina E; sabonetes; dentifrício; xampu; creme para as mãos; pirulitos etc.6 - Sementes comestíveis de maconha. Sabor “Cappucino” e “Doce: Baunilha e Canela”.7- Aparato para a produção de azeite (verde, escorrendo, à direita) e ração para animais (sólido tipo “macarrão”, à esquerda ) à base de sementes de maconha (acima da peça amarela, no centro).8 - “Ave Maria: Faço Milagres”, cerveja à base de cânhamo."

domingo, 15 de abril de 2007

Lisboa e Porto também terão Marchas da Maconha

Depois do retorno do fórum Horta da Couve, os portugueses que fazem uso da maria têm mais um motivo para celebrar. As cidades de Lisboa e Porto também sediarão edições locais da Global Marijuana March, que já conta com 208 cidades cadastradas. Desejamos a todos uma linda festa e muito êxito nas passeatas.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Jornal desportivo chama ex-zagueiro fluminense de maconheiro

O jornal desportivo, "Futebol Interior", que se auto denomina como "A melhor informação desportiva na Internet" em sua última edição on-line classifica de forma discriminatória o ex-jogador do Fluminense de 'maconheiro'. Talvez os diretores de tal instituição não saibam, mas atualmente todas as pessoas que usam drogas proscritas têm seus direitos assegurados em lei e não podem ser alvo desse tipo de abuso, ainda mais se tratando de uma pessoa pública sendo exposta por um veículo de comunicação como um jornal. Vale lembrar que durante as décadas de 1930, 1940 e 1950 foram esse tipo de manchete que ajudaram a consolidar as práticas de consumo ligados à planta Cannabis sativa com a criminalidade e as doenças mentais. Nessa época, eram comuns manchetes que relatava conflitos entre "guanges de maconheiros", assassinatos, estupros e outras violências cometidas por "maconheiros", consolidando um discurso que obviamente o uso da maconha como conexão causal para os outros crimes cometidos pelos indivíduos. É importante destacar também que as substâncias ativas da maconha não são usadas pelos atletas para aumentarem a sua performance durante os jogos e só são detectadas pelo exame porque permanecem no organismo durante semanas após o consumo. No entanto, a maconha está incluída na lista de substância apenas por uma questão de política amparada na moralidade proibicionistas, que acredita que atletas e profissionais do esporte não devem ser consumidores de 'drogas' uma vez que são exemplos de saúde e vigor físico. À matéria do "Futebol Interior" é uma triste retomada de uma postura que acreditávamos estar apagada da prática jornalística brasileira. Esperamos sinceramente que casos como esse, de declarada discriminação e causadores de estigma e polêmicas desnecessárias não se repita ma imprensa do país. O pior é que é possível medir quais os maiores prejuízos ao jogador, ele ser estigmatizado publicamente como 'maconheiro' pelo jornal ou ter sido demitido pelo Fluminense porque o resultado do exame antidoping foi positivo.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Brasil é tema da próxima edição da International Cannagraphic Magazine

A revista International Cannagraphic (ICMAG) é uma publicação que reune especialistas em história, antropologia e jornalismo, que visitam países onde existem comunidades onde tradicionalmente se faz uso da Cannabis sativa. Divulgando a importância de se promover a proteção à variabilidades genética da planta, e a proteção dos direitos dos individuos membros dos grupos culturais que a utilizam, a ICMAG vem realizando expedições em países da Ásia, África, Europa e Américas. Este ano a ICMAG está preparando uma edição especial sobre o Brasil e o próximo número da revista trará entre outras coisas uma entrevista com o antropólogo Anthony Henman, que na década de 1980 pesquisou o uso da planta entre os índios Tenetehara, no Maranhão, e um artigo sobre a história da planta no país, escrito por John Careatti, jornalista da revista e Sergio Vidal, ambos pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar sobre Psicoativos - NEIP.

Fonte: International Cannagraphic Magazine - ICMAG

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Novela da Record discutirá normalização de drogas

"Vidas Opostas", a novela da Record que vem chamando a atenção por sua abordagem realista da violência, vai atacar um tema tabu na teledramaturgia. Irá discutir a legalização do comércio de drogas como uma saída para reduzir o crime. No capítulo que vai ao ar no dia 24, líderes comunitários do morro do Torto (o fictício local que sintetiza os morros do Rio) aparecerão travando um diálogo em que defenderão a venda de drogas em farmácias, o que, acreditam eles, acabaria com as bocas-de-fumo e com os traficantes que tanto atormentam os moradores dos morros. Mas, o autor de "Vidas Opostas", Marcílio Moraes, pretende ir mais longe.
Uma das idéias é a TV Atlantis, a fictícia emissora da trama, promover um debate com defensores de diversos pontos de vista. "Eu quero abrir essa discussão. Ainda procuro a melhor forma de fazer isso com habilidade para o papo não ficar chato, cheio de discursos", afirma Moraes, que já abordou em "Vidas Opostas" temas como a corrupção policial e, nesta semana, começa a tratar de milícias. "Sou a favor da liberação da venda de drogas em farmácias. Acredito que a proibição causa mais males do que a liberação", afirma Moraes, para quem um avanço já seria a descriminalização do uso de drogas. Isso evitaria que jovens de classe média sejam submetidos à corrupção policial _a origem de tudo, na visão de Moraes.

Rio de Janeiro e Salvador terão edições da Global Marijuana March


RIO DE JANEIRO - www.marchadamaconha.org
Dia: 6 de maio de 2007
Local: Ipanema
Concentração: 14:00hs. no Arpoador

SALVADOR - http://gmm-salvador.blogspot.com
Dias: 4 e 5 de maio de 2007
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Est. de São Lázaro, s/n. Federação.


quinta-feira, 5 de abril de 2007

Campanha antidrogas de Israel

“Sou Omer, 16, de Raanana. Hoje eu deixei minha casa, deixei meus pais, meus irmãos. Vou beber álcool e me drogar em Tel Aviv. Mamãe, não chore. Estou a caminho do Paraíso.”

Para o “czar” antidrogas do estado hebreu, a campanha irá ajudar na redução do consumo de drogas proibidas, em especial a marijuana, abundante no Líbano e de lá procedente.

O objetivo é associar o líder do Hezbollah, considerada uma organização terrorista por Israel, EUA e União Européia, ao tráfico e ao consumo de drogas.

Provocatória, imprópria e de mau-gosto, para dizer o mínimo, usa-se na campanha a figura de Hassan Nasrallah, líder libanês do Hezbollah, organização xiita e de perfil filo-iraniano.

Nos “posters” produzidos para as paredes das escolas e das ruas das cidades israelenses, Nasrallah aparece como se fosse o gênio da lâmpada de Aladim. Só que Nasrallah surge da fumaça de maconha que escapa de um “bong”, recipiente também conhecido por water-pipe.


Parêntese: o “bong” ou “water-pipe” é usado para se fumar ervas, como o tabaco e a cannabis, uma tradição bastante antiga em diversos países e culturas da região. Pelo seu formato compositivo, a fumaça entra em contacto com a água posta no recipiente e borbulha durante o resfriamento. Uma vez resfriada, a fumaça é inalada e esse processo suaviza o contato com as vias respiratórias. A utilização do “bong” é considerada a maneira mais suave e agradável de se fumar. E uma grande quantidade de “fumaça resfriada” pode ser inalada rapidamente, sem esforço. Parêntese fechado.


Como reforço, a campanha vai divulgar que as forças israelenses de ordem seqüestraram, há pouco, 32 kg de heroína pura na fronteira com o Líbano e a droga seria ofertada, vendida, em Israel.

No “pôster”, abaixo do “bong”, da fumaça e da figura de Hassan Nasrallah, uma frase de alerta diz o seguinte: “O hezbollah está claramente pronto a executar um projeto voltado a inundar Israel com as drogas, um verdadeiro perigo para a nossa sociedade. Cada um que consome drogas tomará parte no próximo ataque terrorista”. Deve-se frisar que o consumo de marijuana em Israel é elevado, especialmente entre os jovens da animada e alegre Tel Aviv.

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