sábado, 29 de setembro de 2007

Argentina: Natural Rasta

O Natural Rasta é um grupo de artistas argentino que têm em comum o fato de serem Rastafari. Atualmente eles mantém uma loja na Internet onde comercializam produtos ligados à cultura e filosofia Rastafari, e atuam em uma rede de colaboradores que lutam pela legalização da Cannabis sativa na Argentina, e pelo direito ao livre culto religioso.

O Observatório conversou por email com Ras Andrés J. Rolando, um dos integrantes do Natural Rasta. Os idiomas são diferentes, mas os corações falam linguagems semelhantes. Leia a entrevista na íntegra:

Sergio Vidal. Há quanto tempo você é rastafari?
Ras Andrés Rolando. Uno es rasta no por denominarse rasta, sino por sentirlo, por compartir modos, ideas y sentimientos relacionados con la doctrina Rastafari, pero qué pasa con el que no conoce sobre rastafarismo pero se acomoda básicamente a lo que se denomina rasta? Deja de serlo? No.

S.V.. O que o rastafari é para você?
R.A.R.. Para mi rastafari es un camino, el camino de buscar el bien, la buena intención, el respeto al prójimo y sus libertades individuales, el amor y la evolución mental y espiritual como medio y como fin.

S.V.. Há muito preconceito contra rastafaris na Argentina?
R.A.R.. La gente no sabe bien qué es ser rasta, piensan que es tener dreadlocks y fumar porro, desde ese momento se generan pre conceptos de casi todas las personas, desde una vieja fascista al pensar que sos un desecho social, hasta alguna chica que te mira y te anacondea por tener dreadlocks, como también mucha gente te tira buena onda porque fumas porro, todos son pre conceptos y eso hace que en muchos trabajos no dejen llevar dreads o que le vendan a los padres que los chicos que tienen dreads son sucios y drogones, porque por lo general es la intención de la Babylon, que nadie se destaque, ser ganado y el que busca destacarse, lo marginan.

S.V.. Existe algum tipo de tolerância legal para o uso sagrado da Cannabis na Argentina?
R.A.R. Ninguno, tampoco existe una tolerancia mínima al tema, te encuentran una tuca, adentro! 12 horas privado de tu libertad y ver que no se vuelva una causa y tengas que ir un año y medio al psicólogo o a hacer trabajo comunitario, y salir del país, olvidate!...por una tuca.

S.V.. Em Salvador, Bahia, a Câmara Municipal aprovou o Dia do Reggae, e já há quatro anos vem ocorrendo o Seminário "A importância de ser Rastafari na Bahia". Na Argentina existe alguma iniciativa pública do tipo?
R.A.R..Todavía no, el rastafarismo en Argentina es joven y está en un rápido crecimiento, el tema es tomarse las cosas con calma y pensarlo con mucho respeto, seriedad y compromiso. Por ahora buscamos difundirlo y darle identidad, mostrar la cultura y ver cómo la gente la adopta mejor y la adecúa a su vida.

S.V.. Qual mensagem você daria para as pessoas que pensam em se aproximar da filosofia Rastafari?
R.A.R.. Que el que lo siente lo sabe, quizá encuentran en el rastafarismo la convinación perfecta de sus emociones e ideales.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Mano Brown afirma: "Cachaça é pior do que maconha"

Mano Brown, líder dos Racionais MCs e um dos rappers mais importantes do cenário musical brasileiro, disse ontem em entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, que a cachaça faz mais mal que a maconha. "O que faz mais mal? Cachaça ou maconha? A cachaça", afirmou. "Esses caras (da indústria de bebida alcoólica) não vão presos porque não são pretos, nem pobres". Ao falar em drogas, ele disse também que era difícil usar a palavra traficante "porque muitas vezes são caras que estão do seu lado", e preferiu o termo "comerciante".
Durante 1h30 de programa, ontem à noite, Brown manteve o discurso sobre os problemas da vida da periferia, "que grande parte da sociedade não enxerga", mas foi pouco provocado sobre temas como a violência policial. Brown manteve a posição - explicitada em suas músicas - de considerar a polícia como inimiga nas áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos. E essa constatação, disse o rapper, vem da infância, antes mesmo de começar a compor suas letras. "Desde que nasci já me falavam: fica longe de polícia. Eles não gostam de nós", declarou o rapper.
Mesmo ao comentar esse assunto, não foi explorado o incidente ocorrido durante o show dos Racionais na última edição da Virada Cultural, promovida pela prefeitura de São Paulo em maio deste ano, quando fãs do grupo e policiais entraram em confronto nas ruas do Centro de São Paulo. Nenhum dos entrevistadores aprofundou o debate sobre o confronto "periferia/polícia".

Entrevista: Adriana Prates

Adaptado do site Pragatecno
Adriana Prates
Dj e socióloga
House / Techouse - Bahia

Contato: adrianaprates@terra.com.br
Currículo Lattes:
Clique aqui
Textos de Adriana Prates: Clique Aqui

Adriana Prates faz parte do Pragatecno, grupo formado por Djs, artistas gráficos e promoters, pioneiro em promover a música eletrônica no Norte e Nordeste do Brasil. Desde 2002 a Dj direciona sua pesquisa musical exclusivamente para a House Music, estilo que aprecia em suas variadas vertentes, mas sempre priorizando as produções alternativas e experimentais.

Entre os inúmeros eventos que a Dj participou, é possível citar: Skol Spirit (nas edições em Salvador e Porto Seguro), Festival de Verão, Camarote de Gilberto Gil, Festa A Praia, Love Beats, Salvador Trends, Miclets & Candies, Soar Festival de Djs I e II (Fashion Club), Pulsar VII, entre outros. Atualmente é umas das residentes da Kick - projeto do Pragatecno que acontece todas as sextas-feiras na Boomerangue.

Adriana Prates respondeu algumas perguntas do Observatório via email:

Sergio Vidal - Você além de DJ, pesquisa a cena de música eletrônica em Salvador. Atualmente na antropologia, um dos grandes dilemas é justamente o trabalho do antropólogo que pesquisa culturas às quais ele está fortemente vínculado. A antropóloga Beatriz Labate chega a propor a categoria antropólogo-ayahuasqueiro, quando discute o trabalho de campo de alguns autores que em suas etnografias ingeriam ayahuasca nos rituais que participavam. No seu caso, você pesquisa comportamento de uso de psicoativos, mas também outros elementos da Cultura Eletrônica como a música e os Djs. Como você lida com essa questão, e o que ela representa para você ?

Adriana Prates - Essa questão dá margem a muitas considerações... eu pessoalmente, acho que a proximidade traz mais vantagens do que desvantagens, embora também coloque desafios bem difíceis, tais como conseguir desnaturalizar o que é cotidiano para nós ou conseguir equilibrar a dimensão dos interesses pessoais e políticos no trabalho científico. Porque muitas vezes o que nós, cientistas sociais, dizemos, tem a chance de vir a se tornar parte do imaginário social. Isso torna muito forte a tentação da autoridade, quero dizer a tentação de impor um ponto de vista favorável às nossas crenças e desejos como se fosse uma verdade provada pela ciência.

Então acho que é importante ser honesto na escrita. Vários autores recomendam deixar claros os motivos que nos levaram a estudar um determinado tema e a relação que mantemos com o nosso objeto de pesquisa, pois só dizendo a nossa posição no campo conseguimos equilibrar mais ou menos o peso da subjetividade e conseguimos conter, em alguma medida, essa dimensão autoritária.

S.V. - O trabalho no Coletivo BaLanCe é das suas atividades mais recentes. Como você tem encarado esse novo desafio, e o que ele tem significado para o seu envolvimento com a Cena da Cultura Eletrônica?

A.P. - Primeiramente, quero dizer que acho que o trabalho do Balance, embora seja bem específico, tem uma importância política que vai além da cena de música eletrônica. Mais do que ajudar, no contexto das festas de música eletrônica, pessoas que enfrentem dificuldades decorrentes do uso, o trabalho do Balance é, acima de tudo, educativo. E também provocativo, pois o simples fato do coletivo existir já sugere pautas como a discussão da cidadania do usuário, seu direito à informação, auxílio, etc.

Você usou a palavra desafio... acho que o Balance existir já é um desafio - afinal a cena da música eletrônica foi escolhida como bode expiatório nessa guerra contra as drogas e nós, em vez de nos encolhermos amedrontados, partimos para o enfrentamento. E não somente no nível do discurso, mas também num nível concreto: porque a existência do Balance é nada menos que a execução de uma proposta alternativa para lidar com a questão do uso de psicoativos. E é fundamental propor outras alternativas para lidar com a questão das drogas, afinal ela está em todo lugar, faz parte da história da humanidade, e a proibição não tem dado resultados...

Aliás, pensando bem: a proibição tem dado resultado, sim! Porque ingenuamente se costuma pensar que objetivo da proibição é erradicar o uso de drogas - mas a experiência mostra que tal não acontece, pelo contrário. Então se a proibição é notavelmente ineficaz em inibir o uso de drogas e suas consequências sociais, e mesmo assim não se procura pensar em outras alternativas para lidar com a questão, só é possível concluir que o objetivo da proibição é outro e que, neste sentido, ela deve estar dando ótimos resultados – mas não para a sociedade como um todo, e sim, com certeza, para determinados grupos - vez que colabora para aumentar a concentração de poder e reafirmar valores que beneficiam certos setores da sociedade.

S.V. - Você é uma das poucas Djs mulheres de Salvador, mas é muito bem estabelecida na cena e tem 10 anos de um trabalho sólido. Como você acha que está atualmente a questão da inserção das mulheres nessa profissão e quais dicas você daria para outras mulheres que quisessem ser Dj´s?

A.P. - Graças a "Jack", ao menos na cena da música eletrônica underground, creio que quem abraça a profissão de Dj não conhece problemas em relação ao gênero ou mesmo em relação à orientação sexual. Não sei se você sabe, mas a música eletrônica, como a conhecemos hoje, começou a tomar forma nos guetos multirraciais e multissexuais de Chicago e N. York, e, felizmente, muito da atitude inicial de convivência pacífica entre pessoas com diferentes etnias e preferência sexuais ainda prevalece. O respeito às diferenças faz parte da nossa tradição!

Assim, a dica é uma só e serve para qualquer pessoa: ouçam muito som, pesquisem bastante, conheçam a história dessa música e se joguem!

Revista Especiaria n15 - Violência, Drogas e Sociedade

A revista Especiaria – Cadernos de Ciências Humanas, vínculada à Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) está voltada para as grandes áreas de ciências humanas e sociais aplicadas, com periodicidade semestral. A revista é composta de quatro seções, a saber: artigos sobre o tema proposto para o dossiê; artigos; resenhas; e traduções. Poderão ser publicados artigos de colaboradores nacionais e internacionais.O envio espontâneo de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão integral dos direitos autorais aos Cadernos de Ciências Humanas. A revista não se obriga a devolver os originais das colaborações enviadas, mesmo quando não aprovadas pelo corpo de pareceristas. Cada autor receberá três exemplares da Revista pela cessão dos direitos autorais.
Conheça a Edição 15 - VIOLÊNCIA, DROGAS E SOCIEDADE: Clique Aqui

Feira Hype Especial Pragatecno

Enviado por Adriana Prates

A Feira Hype, que acontece há meses no pátio do ICBA, sempre aos sábados à tarde, faz uma edição especial com o Coletivo Pragatecno, no sábado, dia 29.

Essa é umas das atividades em comemoração aos 10 anos do coletivo de djs (que oficialmente foi fundado em janeiro de 98).

A feira, além da tradicional exposição dos artistas e artesãos, terá uma seqüência de apresentação de djs do grupo, dentre eles Kikily, Angelis Sanctus (Cláudio M.) e Gabão.

Será feito um sorteio para interessados em participar de uma Oficina de Dj,a ser ministrada pela dj Adriana Prates, também integrante do Pragatecno.

O grupo programou ainda a exibição de dois vídeos com clássicos da música eletrônica.

No dia será distribuída mais uma edição do fanzine ZeroZine do coletivo, marcadores de livros, além de sorteio de ingressos-convites para a festa Kick, que o grupo realiza toda sexta-feira na Boomerangue (Rio Vermelho), e de camisetas.

SERVIÇO
Feira Hype Especial Pragatecno
Dia 29 (sábado), das 13 às 20h
Djs, vídeos, fanzine, oficina de dj, sorteios de ingressos e camisetas
Entrada franca
Local: Pátio do ICBA (Corredor da Vitória, Salvador - estacionamento livre pelo Vale do Canela)

Site da ENCOD publica Campanhas do Movimento Cannabis Social Clubs Brasil

A Lei 11.343 que entrou em vigor no Brasil em outubro de 2006 descreve penas semelhantes para as condutas de porte ou plantio para consumo pessoal, e prevê para estas penas alternativas e no máximo multa, mas nunca prisão em flagrante ou pena de restrição à liberdade. Com isso, a Lei procura fazer distinções claras entre as figuras do traficante e do usuário, reservando ao último um tratamento mais brando e mais de acordo com a interpretação oficial da UNODC em relação aos reais objetivos das Convenções Internacionais sobre Drogas da ONU.

Em acordo com esse momento histórico a Ananda - Associação Interdisciplinas de Estudo sobre Plantas Cannabaceae e outras ONG´s que lutam por políticas de drogas mais justas e eficazes e pela regulamentação das condutas de porte, plantio e aquisição destinadas ao consumo pessoal estão lançando duas campanhas:

1) Solicitar ao Governo Brasileiro um estudo sobre a viabilidade da implantação do modelo Cannabis Social Clubs no país;

2) Repudiar o Projeto de Lei 252 que trâmita no Senado Federal, propondo o aumento da pena para o cultivo para consumo pessoal.


A ENCOD vem chamando a atenção para a proposta Cannabis Social Clubs, que opera dentro do princípio de que o cultivo não-comercial da planta, individual ou coletivo, é uma prática que atua na prevenção ao crime organizado e na redução de danos e custos sociais relacionados ao mercado criminalizado de maconha. Em meio à uma Guerra às Drogas virtualmente sem fim, essa proposta surgem como a principal bandeira de paz a um conflito que em sua profundidade e extensão vitimiza a todos os envolvidos: Policiais e juízes que são obrigados, muitas vezes contra suas interpretações pessoais, a atuar sob o sistema; cidadãos que são criminalizados pela conduta de porte ou plantio para consumo pessoal; cidadãos que são estigmatizados por se envolverem nas esferas de distribuição e produção em um mercado tornado criminoso.

Em alguns países da Europa existem atualmente Associações Civis pelos direitos das pessoas que usam maconha que lutam pela implantação desse modelo, na Espanha, por exemplo, são mais de 30 associações em todo o país, e 1 Federação de Associações. Algumas delas atualmente empreendem cultivos coletivos, e vivem nos limites da legalidade, muitas vezes enfrentando processos judiciais longos, apesar de quase sempre favoráveis.


Em países como Austrália, Inglaterra, Espanha e Holanda diversas pesquisas e relatórios têm demonstrado que o nascimento de um Movimento Social em torno do cultivo não-comercial de Cannabis sativa tem causado alterações significativas no mercado dos derivados da planta.

Esses e outros paíse atualmente têm adotados políticas e legislações mais tolerantes com relação às práticas de cultivo para consumo próprio e até mesmo a de cultivo coletivo sem finalidades comerciais. Esses países compreenderam que é possível interferir de formas mais eficazes na configuração do mercado fornecedor, sem necessariamente tornar o mercado legal, conforme é possível conferir nos relatórios produzidos na Inglaterra e Austrália.

A ENCOD está atualmente empreendendo uma campanha para levar a proposta do Cannabis Social Clubs para ser aprovada na reunião da ONU em Vienna, 2008, quando serão revistas as Políticas Internacionais sobre Drogas em vigor. Estamos acompanhando esse debate e continuaremos dialogando com essa instituição.
Brasil

No Brasil essa discussão é recente, apesar de já existir um Movimento Social que busca o auto-cultivo como solução ao contato com o mercado criminalizado há pelo menos 6 anos. Atualmente, além da Ananda - Associação Interdisciplinar de Estudo sobre Plantas Cannabaceae, da Psicotropicus, a ONG Koinonia - Presença Ecumênica e Serviço, que atua em diversas frentes combatendo os problemas socias das populações camponeses no Nordeste, e há anos vem denunciando os abusos cometidos contra os cultivadores no chamado "Polígono da Maconha", também está engajada na divulgação do modelo Cannabis Social Clubs.

No entanto, somente em setembro de 2006 entrou em vigor a Lei 11.343 que entre outras definições equipara as condutas de porte e plantio para consumo pessoal, e prevê para estas contravenções penas nãos restritivas à liberdade. Além disso, a Nova Lei Antidrogas descreve a Redução de Danos como um conceito tão importante quanto os de prevenção e atenção aos usuários ou dependentes. A Lei 11.343 também prevê que essas estratégias devam respeitar as especificidades de cada substância psicoativa, do seu consumo, e das culturas das comunidades onde ocorre o uso.
Dentro desse paradigma recém inaugurado por essa legislação, e pelo lastro formado com as discussões empreendidas no âmbito da formação da Política Nacional Antidrogas em vigor desde 2005, e da experiência histórica acumulada pelo Brasil com as iniciativas de Redução de Danos existentes desde a décade de 1980, podemos admitir que seguir a tendência por políticas mais tolerantes para com o cultivo não-comercial apresentada pelos países supracitados não só se apresenta como uma necessidade estratégica, mas está de acordo com as abordagens preocupadas com a saúde e a ordem pública até hoje adotadas.
No Brasil é bastante remota a possibilidade da justiça autorizar a formação de Associações de Cultivo não-Comercial nos moldes dos CSC, onde pessoas adultas pudessem desfrutar da comodidade de se associarem e recolherem uma parcela do cultivo coletivo do Clube. No entanto, a proposta do Cannabis Social Clubs continua sendo a ideal para o enfrentamento maduro e realístico do atual mercado consumidor da planta no Brasil e no mundo.

Uma associação do gênero tem como princípios:

Só aceitar como associados pessoas maiores de 18 anos;

Não fazer qualquer tipo de publicidade;

Notificar constantemente a quantidade de plantas cultivadas, e de flores colhidas e distribuidas;

Não realizar qualquer tipo de comércio ou de distribuição gratuita a pessoas não associadas;

Manter um constante diálogo com os órgãos de Saúde Pública.


A Lei Antidrogas 11.343 , em vigor no Brasil desde outubro de 2006, apesar ter trazido alguns avanços continua sendo uma legislação proibicionista em suas intenções, e que desrespeita diversos direitos e princípios constitucionais estabelecidos. Ainda que haja muitos pontos dessa Lei que poderiam ter avançado mais, atualmente estão tramitando na Câmara e no Senado Projetos de Lei que pretendem modificá-la, muitos no intuito de torná-la ainda mais repressora, como é o caso da PL. 252, proposta pelo senador Demostenes Torres.

Esse Projeto de Lei propõe: Alterar a Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para prever pena de detenção no caso de descumprimento injustificado das medidas educativas aplicáveis ao uso indevido de drogas, bem como para punir mais severamente o plantio destinado a consumo pessoal.

É um absurdo que, apesar de todos os debates que vêm ocorrendo, quer seja no âmbito dos movimentos sociais que lutam pelo direito das pessoas que usam drogas, quer seja ligadas à instituições voltados para pesquisa, prevenção e redução de danos, ou mesmo dentro do movimento estudantil, ainda existam atores políticos que gastem tempo e dinheiro público buscando atuar na ampliação da repressão ao cultivo para consumo próprio, uma prática sabidamente típica de usuário.
A Ananda - Associação Interdisciplinar de Estudo sobre Plantas Cannabaceae repudia a atitude do senador Demostenes Torres, que não apenas ignora a demanda proveniente da Sociedade Civil, mas também desconsidera as discussões de especialistas sobre o tema, que mesmo antes da aprovação da lei 11.343 já tendiam a equiparar as condutas de plantio para consumo próprio à de porte para uso pessoal, e considerar o auto-cultivo como uma eficaz medida de redução de danos.

Para conhecer a PL 252, proposta pelo senador Demostenes Torres: Clique Aqui

Participe da Campanha em Repúdio ao Projeto de Lei 252: CLIQUE AQUI


Se Informe, Se Organize, Se Manifeste!

Ainda que não seja possível formar modelos idênticos ao Cannabis Social Clubs no Brasil, é possível formar Associações Redução de Danos que atuem na distribuição de informações sobre a Cannabis sativa e formas mais seguras e menos danosas de utilização. Para saber mais como realizar esse tipo de iniciativa em sua cidade entre em contato com o coordenador da Ananda: Sergio Vidal - sergiociso@yahoo.com.br

Petição On-line Cannabis Social Clubs - Brasil: Clique Aqui

Leia a proposta da ENCOD para o Cannabis Social Clubs: Clique Aqui

Petição On-line Cannabis Social Clubs - Internacional: Clique Aqui

Boletim Koinonia sobre o Cannabis Social Clubs: Clique Aqui

Filtros podem aumentar incidência de tipo específico de Câncer

Do OBID
Um estudo de pesquisadores americanos desfez mais um mito sobre o cigarro. Desta vez, o cigarro com filtro, além de não proteger contra os efeitos da nicotina, os médicos suspeitam que ele até aumente a incidência de câncer de pulmão.
O médico Carlos Gil Ferreira participou do congresso e disse que há uma epidemia mundial de adenocarcinoma, um câncer que ocorre na periferia dos pulmões. Os nódulos ficam mais perto das costelas, e não do coração, e atingem tanto homens quanto mulheres. "O que acontece é que as pessoas acabam tragando mais forte e a fumaça atinge mais a periferia do pulmão. Talvez esse seja a relação do aumento do adenocarcinoma”, explicou o chefe do Serviço de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional do Câncer - Inca, Carlos Gil Ferreira. Os médicos dizem que, na verdade, qualquer cigarro faz mal. E uma coisa é certa: “O maior filtro acaba sendo o nosso pulmão mesmo”, afirmou um homem.
O Observatório lembra que uma das medidas para reduzir os danos provenientes da práticas de fumar cigarros de maconha é não reter a fumaça nos pulmões por muito tempo. Há uma perda muito pequena na absorção dos princípios ativos, que é recompensada pela diminuição dos prejuízos ao sistema respiratório.
Leia matéria na íntegra: OBID

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O Boletim do Observatório de Favelas já se encontra disponível: Clique Aqui
Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
Rua Teixeira Ribeiro, 535 - Parque Maré, Maré
imprensa@observatoriodefavelas.org.br
(21) 3104 4057 / (21) 3888-3220

segunda-feira, 24 de setembro de 2007



Saiba Mais: Clique Aqui

Growroom publica aúdio do I Seminário "Maconha na Roda"

O site Growroom - seu espaço para crescer, um dos parceiros deste Observatório e da Ananda, acaba de publicar uma versão on-line da aula inaugural do I Seminário "Maconha na Roda": Políticas públicas em diálogo com a sociedade civil.
A gravação da aula inaugural "Da Diamba à Cannabis: reflexões sobre as relações entre as ciências e os usos da maconha no século XX", ministrada por Sergio Vidal, tem um total de 94 minutos, e apenas uma pequena fração do início da aula foi perdida por problemas técnicos. Em breve o site do NEIP - Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos, publicará uma versão integral do Seminário.

Para ouvir a aula: Clique Aqui

Para discutir sobre a aula no Fórum do Growroom: Clique Aqui

Para ler o relato sobre o evento: Clique Aqui

domingo, 23 de setembro de 2007

Simpósio sobre Psicoativos na Argentina

XIV Jornadas Sobre Alternativas Religiosas en América Latina
Simpósio 04: "Psicoativos, xamanismo, religião, festa e política: perspectivas cruzadas”
Buenos Aires
Quarta-feira, 26 de setembro, 9:00 — 13:00hs
Local: Aula 201 – UNSAM (Universidad de San Martín)
Expositores

Renato Sztutman - sztutman@uol. com.br

Xamanismo, Ritual e Consumo de Substâncias Psicoativas na Amazônia Indígena

Rodrigo de Azeredo Grünewald - grunewald@ufcg. edu.br

Jurema e Juremahuasca: Processos Sociais, Macro-Ecumenismo e Obstáculos Espírita-Culturais

Pedro Peixoto Ferreira - ppf75@yahoo. com.br

Um duplo devir: quando a música eletrônica de pista encontra o xamanisno e o xamanismo encontra as máquinas

Beatriz Caiuby Labate - blabate@attglobal. net

Hinos e Chamadas, Abrindo as Portas do Céu

Sandra Lucia Goulart - sgoular@uol. com.br

Estigmas de Cultos Ayahuasqueiros

Edward MacRae - macrae@uol.com.br

A Elaboração das Políticas Públicas Brasileiras em relação ao Uso Religioso da Ayahuasca

Antonio Marques Alves - ge_marques@terra. com.br

Tambores para a Rainha da Floresta: a inserção da Umbanda no Santo Daime

Inglaterra: Jardim Real exibe Cannabis e Coca

O Jardim Real Alnwick Garden, inaugurado em 2002 pelo Príncipe Charles, presente da Coroa à população da Grã-betanha, é atualmente um espaço de 12 acres onde são cultivadas as mais variadas especíes de plantas, mantidas em exposição para visitação do público.
Na sexta-feira foi inaugurada a segunda fase do projeto, e mais algumas variedades de plantas foram acrescentadas ao Jardim. Entre elas, alguns espécimes de Cannabis sativa e de Erythroxylon coca.
Ao visitar o Alnwick Garden, os cidadãos da Inglaterra e turistas poderão conhecer algumas dos raríssimos exemplares legalmente cultivados de duas das muitas especíes vegetais para o qual existem atualmente programas de extermínio em andamento em quase todos os países do mundo, visando torná-las especíes oficialmente extintas.
Apesar das plantas de Cannabis e Coca do Alnwick Garden não terem sido alcançadas pela proibição, são mantidas guardadas em locais fechados que permitem apenas a visualização a uma certa distância. Não se sabe se essa medida é para que ninguém as roube, para protegê-las dos guardiões da 'saúde pública', para impedir que elas saiam por aí aliciando pessoas, ou simplesmente porque a "pena de morte" foi trocada por "uma prisão perpétua".

sábado, 22 de setembro de 2007

RODA VIDA : MANO BROWN

Programa Roda Viva TV Cultura
24/09/2007
22:40hs

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Entrevistadores: Maria Rita Kehl, psicanalista; Paulo Lins, escritor, professor de literatura e roteirista de cinema; Renato Lombardi, jornalista da TV Cultura; Ricardo Franca Cruz, editor-chefe da revista Rolling Stone Brasil; José Nêumanne, editorialista do Jornal da Tarde e comentarista da rádio Jovem Pan e do SBT; Paulo Lima, editor revista Trip.

Apresentação: Paulo Markun

Aberta a temporada de caça aos negros e pobres em Salvador

Enviado por Carlão de Oliveira

No dia 14 de agosto um grupo de extermínio supostamente composto por policiais militares assassinou Aurina Rodrigues Santana, 44 anos, líder comunitária e integrante do Movimento dos Sem Teto da Bahia, o filho Paulo Rodrigo Santana, 19, e Rodson da Silva Rodrigues, 28, companheiro de Aurina. O crime aconteceu uma semana após Aurina e os filhos denunciarem na Corregedoria da Polícia Militar policiais de terem invadido sua casa e torturado os moradores. O crime ficou conhecido como a Chacina do Calabetão e até agora está impune.

Em 1º de março de 2007, no bairro de Nova Brasília, ocorreu o crime conhecido como “Matança de Nova Brasília”. Um grupo de extermínio executou com nove tiros o jovem negro, Clodoaldo Souza, 22 anos, e feriu gravemente Cléber Álvaro, 21 anos – atingido por dois projéteis na coluna e um na virilha – que só não foi assassinado na hora porque desmaiou. O crime continua sem que seja apontado um único culpado.

No dia 16, domingo, o músico do Ilê Aiyê, Agnaldo Pereira da Silva, foi agredido pelo sargento PM Menezes e seus comandados. Sua casa foi invadida sem nenhum mandado judicial e Guiguio do Ilê, como é mais conhecido, foi arrastado para a rua onde sofreu toda sorte de agressões. Até agora ninguém foi punido.

No dia 18, terça-feira, aconteceu a “Chacina no Bairro da Paz” com as mesmas características de grupos de extermínio. Foram mortos com projéteis de pistola calibre .40 (arma de uso exclusivo da polícia) e quatro estavam amarrados pelo pescoço a uma corda. Foram identificados os jovens negros Tiago da Silva Oliveira, 20 anos, e Fábio Valverde Ferreira, 25, enquanto os outros três cadáveres permaneciam com a identidade ignorada. Todos negros, pobres e excluídos.

Não por acaso todas as vítimas são pessoas negras, pobres, com baixa escolaridade e residentes em bairros periféricos. Abriu-se a temporada de caça a nós afro-descendentes! Cuide-se!

Argentina: 21 de setembro é dia de ativismo

Um tradição recente tem marcado as ruas da Argentina anualmente todos os dias 21 de setembro. Não se sabe exatamente a origem da data, mas a cada ano as intervenções urbanas de cunho artístico-ativista se inovam. Fazendo de muros, paredes e até mesmo semáforos espaços de intervenções e pontos de partida para reflexões sobre a realidade social da proibição à maconha, esses ativistas-artistas foram acompanhados de perto pela Revista THC. Veja as fotos:







Eco One: Carro de corrida 95% biodegradável que faz até 260km/h


Pesquisadores britânicos acabam de concretizar o projeto Eco One, um carro feito 95% com materiais orgânicos que podem ser absorvidos pela natureza sem prejuízo ou reciclados facilmente. O Eco One foi desenvolvido pelo Dr. Kerry Kirwan, pesquisador do Warwick Manufacturing Group (WMG), um departamento da Universidade que pode chegar a até 260 km/h, utilizando um combústivel feito à base da fermentação de trigos e beterrabas. Os pneus são feitos de batata, o corpo é feito com fibras de Cannabis sativa e óleo de uma varidedade de couve.

O Eco One foi construído pelo Dr. Kerry e seu orientando Ben Wood, em 2 meses e custou cerca de 20.000 libras. Wood, 23 anos (Foto), afirma que: Todos os componentes plásticos podem ser feitos a partir de plantas, fazendo com que seja um carro altamente reciclável... Se há a possibilidade de construirmos quase tudo num carro de alta-performance a partir do que plantamos na terra, imagine o que podemos fazer com carros familiares"

Em um teste promovido pela Triumph Daytona motor-cycle, o Eco One fez de 0 a 100 km/h em 4 segundos.

Zoe Howard, do departamento de comuncação da WMG, afirmou que "O Eco One mostra que carros ecológicos não precisam ser pequenos e elétricos, podem ser de alta-performance também".

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Documentário Redução de Danos: um olhar de dentro

Enviado por Maristela Moraes

Produzido pela Rede Pernambucana de Redução de Danos, o vídeo "Redução de Danos: Um Olhar de Dentro" documenta o cenário do uso de drogas e das ações de saúde pública desenvolvidas em Pernambuco.
O documentário será exibido no programa Curta Pernambuco, que vai ao ar no domingo (dia 23), às 19h, com reapresentação na segunda-feira (dia 24) no mesmo horário.

Dirigido por Maristela Moraes (coordenadora executiva do Instituto PAPAI, vice-presidente da Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos – Aborda e membro da Rede Pernambucana de Redução de Danos), a produção objetiva dar visibilidade às iniciativas da sociedade civil, na área de Redução de Danos, desenvolvidas em Pernambuco.

Produção – O material que será exibido neste domingo na TV foi gravado em 2003 e financiado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e o Crime (Undoc), pelo Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde e pelo Governo Federal. O roteiro, a edição e a captação das filmagens do documentário foram realizados pelos (as) próprios (as) redutores (as) de danos pernambucanos (as). Os (as) profissionais foram capacitados numa oficina de vídeo realizada em Brasília com representantes de 25 instituições brasileiras que trabalham com a temática de Redução de Danos (política pública para o campo do uso de drogas).


Mais informações:
Programa Curta Pernambuco (TVU) canal 11
Fone: (81) 3423.4000
E-mail: curtapernambuco@yahoo.com.br

Internacional: Conferência sobre Uso Medicinal de Cannabis

4th Conference on Cannabinois in Medicine
5 e 6 de outubro - Alemanha

A International Association for Cannabis as Medicine, em parceria com o Institute for Psychotherapy of the University of Cologne, estará realizando nos próximos dias 5 e 6 de outubro a IV Conference on Cannabinois in Medicine. Na programação do evento está prevista a premiação de 4 personalidades mundiais que tenham histórico de trabalho voltado para as pesquisas com o uso médico de Cannabis. Durante o evento ocorrerá também a Assembléia Geral Anual da International Association for Cannabis as Medicine, onde os associados elegerão a próxima diretoria, formada por no máximo 10 membros.
Na programação está incluído um work-shop sobre Cultivo de Cannabis. Estão previstos as exposições de Bernd Frank: "The growing of cannabis"; Tjalling Erkelens: "Indoor cannabis production of pharmaceutical quality" e Salvatore Casano e Gianpaolo Grassi: "Optimization of agro-techniques of hemp (Cannabis sativa L.) for pharmaceutical applications".
Veja a programação completa do evento: Clique aqui

Chile: La Hoja Sagrada, la Mama Coca

I SEMINARIO CHILENO/ARGENTINO DE LA HOJA SAGRADA DE LOS ANDES
29 de setembro - Chile
El uso ritual y/o medicinal de la hoja de coca tiene larga historia en Chile así como las lenguas andinas han sido el hilo conductor de la memoria de los pueblos andinos, la hoja de coca ha permanecido como el objeto ritual que continúa recordándonos nuestros orígenes. Antes de la conquista, el Kollasuyu comprendía el territorio que hoy día es parte de Chile, la división de la fronteras dejaron dentro del país a pueblos originarios andinos: Aymara, Quechuas, Licarantay, Collas y Diaguitas. Pueblos que utilizaban la hoja de coca como un hábito ritual y tradicional como en el resto de la comunidad andina. Durante este seminario intentaremos esclarecer la formal realidad del uso de la hoja de coca y su situación legal en el contexto nacional y la situación del país vecino.
Veja programação completa: CLique aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Governo Polonês pretende proibir manifestações culturais envolvendo drogas ilícitas

Do IBGF
O governo de ultra direita da Polônia, que tem os irmãos Kaczynski como presidente e primeiro ministro, encaminhou ao Parlamento um projeto de lei voltado a reprimir pesadamente o consumo de drogas proibidas, principlamente entre os jovens.
Com o apoio de católicos ultraconservadores, o governo, no projeto de lei, estabeleceu várias proibições como, por exemplo, apresentar-se em público vestindo uma camiseta a reproduzir a folha de maconha. O elenco de proibições é longo e procura tirar do visual dos jovens tudo aquilo que diga respeito à drogas ilícitas.
Para os conservadores, é importante estabelecer na Polônio uma cultura-antidrogas, em especial os jovens acima de 15 anos de idade. O projeto prevê, também, um dever de vigilância por parte dos empregadores. Eles poderão exigir que o empregado seja submetido a testes antidrogas no caso de suspeita de utilização.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vocalista da Banda Detonautas reage às acusações do Secretário Nacional de Segurança

O vocalista da Banda e coordenador do Movimento pela Paz, Tico Santa Cruz, respondeu às acusações do Secretário Nacional de Segurança, sr. Antônio Carlos Biscaia, publicadas em uma entrevista cedida ao Globo On-line de que o Movimento seria formado por pessoas que consomem drogas, o que, segundo o Secretário, tornaria suas reinvindicações hipócritas.
Apesar de absurdas, as posições do sr. Antônio Carlos Biscaia, baseadas em uma perspectiva no mínimo simplista sobre a questão do consumo de drogas atualmente consideradas ilíticas, refletem a opinião de muitas pessoas dentro da sociedade brasileira. Fazer uma conexão de culpa entre a violência e os consumidores de drogas ilícitas é no mínimo negligenciar os equívocos históricos no tratamento para com as pessoas que consomem drogas, sejam consumidores socialmente integrados ou dependentes.

É muito fácil ressaltar as relações das pessoas que usam e que vendem drogas com os aspectos violentos do mercado, principalmente quando essa tarefa ajuda a ocultar o papel do Estado na construção desse problema.

Acompanhe e saiba mais sobre a polêmica no site do Globo On-line

Abaixo, a íntegra da resposta de Tico:


Será que com estes péssimos salários pagos aos nossos policiais, com estas escandalosas atuações da banda podre da PM, com tantas desigualdades em relação ao potencial bélico, não estaria na hora de deixarmos nossas hipocrisias de lado e discutirmos em aberto a questão da legalização das drogas? Não existem campanhas alertando sobre o perigo de balas perdidas numa possível guerra entre traficantes e policiais ou mesmo entre quadrilhas rivais. Não existem livros que expliquem como uma bala perdida pode tirar sua vida ou te deixar paraplégico, ferido ou traumatizado. Mas existem cientistas e médicos com milhares de conhecimentos e informações preventivas e úteis sobre os malefícios do tabaco, do álcool, da maconha, da cocaína e etc. Estes conhecimentos estão disponíveis para qualquer um basta procurar. Não estaríamos nós enxugando gelo como falam alguns especialistas em criminalidade quando se referem ao combate ao tráfico de drogas?

Senad divulga resultado do 1º edital da Rede de Pesquisa sobre Drogas

Do OBID
A Secretária Nacional Antidrogas - Senad divulgou hoje (17/09) o resultado do 1º edital de Premiação de Pesquisadores e Trabalhos Científicos sobre Álcool e/ou outras Drogas. Foram premiados trabalhos e pesquisadores em seis categorias: Novo talento de iniciação científica, Dissertação de mestrado, Tese de doutorado, Jovem pesquisador de mestrado, Jovem pesquisador de doutorado, Pesquisador sênior. No total foram distribuídos 38 mil reis em prêmios. O resultado final foi divulgado no do Diário Oficial da União, pela Associação de Amparo à Pesquisa em Farmacologia e Toxicologia – AapefatoCriada com o objetivo de promover a formação, o intercâmbio e a descentralização de recursos humanos em pesquisa, a Rede Pesquisa sobre Drogas é um projeto de cooperação da Senad com o governo de Portugal.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Políticas de Drogas no Brasil

O Diretório Acadêmico de Ciências Sociais convida o corpo discente da UFBA para o bate-papo:
20 de setembro – Quinta-feira
Sala 8 – das 11 às 13 horas
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Est. de São Lázaro, s/n, Federação
Facilitador: Sergio Vidal (GIESP; NEIP; ANANDA)
Maiores informações: DA Ciso ou sergiociso@yahoo.com.br

Site do NEIP publica mais três obras do antropólogo Edward MacRae

Enviado por Débora Gabrich
Foram feitas novas atualizações no site do Neip:

- Três livros em PDF do Edward MacRae:
E dois textos do mesmo autor:

Fórum Growroom ganha novo apoio

O Fórum Growroom - seu espaço para crescer, acaba de firmar uma parceria com o Grow Shop Aliën, que passa a ser o mais novo colaborador do Portal. O Growroom, que já contava com o apoio da empresa Hipersemillas, e da publicação Cultura Cannabis, agora também conta com o apoio de mais uma empresa respeitada e bem estabelecida no mercado legal de produtos canábicos. Que novos apoios e parcerias possam ser firmados para tornar a manutenção do Fórum menos trabalhosa e possibilitar o desenvolvimento de novos projetos que estão por vir como a Revista do Growroom e o novo Portal.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Curso de Extensão Universitária

DROGAS NA PERSPECTIVA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

LOCAL: Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – Anfiteatro Flávio da Fonseca (rua Botucatu 862, Vila Clementino, São Paulo – SP;telefone para informações: 11 64968564, ramal 2045)
PERÍODO: de 3 de outubro a 21 de novembro de 2007; quartas-feiras das 19h30 às 22h
INSCRIÇÕES: de 5 a 27 de setembro
COORDENAÇÃO: RENATO SZTUTMAN (Departamento de Ciências Sociais da Unifesp – Campus Guarulhos; colaborador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Piscoativos – NEIP)
PROFESSORES: BEATRIZ CAIUBY LABATE (PPGAS/Unicamp; pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Piscoativos – NEIP) e MAURÍCIO FIORE(PPGAS/Unicamp; pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Piscoativos – NEIP)
OBJETIVOS:
1) fomentar uma compreensão multidisciplinar da questão das “drogas”, ressaltando a relevância da abordagem das ciências sociais;
2) sistematizar e difundir conhecimentos acadêmicos sobre os múltiplos significados históricos e culturais associados às “drogas”;
3) analisar problemas contemporâneos referentes às “drogas” e seus usos, tanto no contexto das sociedades “tradicionais” quanto no meio urbano;
4) incentivar o intercâmbio entre a pesquisa acadêmica sobre as “drogas” no campo das ciências sociais e os profissionais de saúde, educação, direito e outros;
5) fornecer subsídios para o debate atual em torno das alternativas de políticas públicas relacionadas às “drogas”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

BOLETIM ENCOD N. 33 - Setembro/2007

CHAMADA PARA VIENA 2008

A “Guerras às Drogas” poderia ser fruto de algum tipo de transtorno mental? Por que alguns políticos e membros do Estado e da Sociedade Civil continuam a manter esse tipo de política apesar da quantidade enorme de evidências que provam sua ineficácia e falha total?

Para alguns a "Guerras às drogas" é apenas um reflexo da ignorância generalizada a respeito do tema das drogas, mas para aqueles que estudam e pesquisam as questões humanas, essa primeira impressão não se sustenta por muito tempo. Uma conduta baseada na fixação irracional, quase desesperada, em proibir qualquer tipo de drogas ou seus usos, acaba por se aproximar muito de condutas patológicas com origem em algum aspecto traumático no histórico de vida das pessoas. Como comumente acontece com muitos tipos de traumas, o indivíduo que precisa conviver com eles tenta escondê-los de forma tão intensa e pelo máximo de tempo possível, mas não consegue se livrar totalmente das conseqüências da convivência permanente com o trauma em questão. É somente quanto se está pronto para olhar para trás, encarar as situações traumáticas de frente e lidar com as causas reais desses traumas é que qualquer tipo de cura se torna possível.

A Coligação Européia por Políticas de Drogas Justas e Eficazes (ENCOD), que representa mais de 200 ONG´s em todo o mundo, levando suas demandas ao Parlamento Europeu e à ONU, promoveu nos dias 19 e 26 de agosto passados o encontro para decidir os rumos da Coligação para os próximos meses. Ativistas da Áustria, Bélgica, Alemanha, França, Itália, Polônia, Espanha e Suíça, se reuniram na fazenda de propriedade da Chanvre-info (Suiça) para discutir quais devem ser os encaminhamentos da ENCOD para a Reunião da United Nations Commission on Narcotic Drugs, que será realizada em março de 2008 em Vienna. Nessa reunião, os representantes dos quase 200 países que compõe a Organização das Nações Unidas irão discutir se conseguiram alcançar os resultados propostos na reunião de 1998, e revisar as metas, os objetivos e as formas de atuação com relação às políticas de drogas.

A campanha da ENCOD para Vienna 2008 começa da Suíça, onde em agosto a polícia passou a intensificar as ações de repressão com base nas alterações recentes na lei. A lei Suíça que permitia o cultivo de Cannabis e a comercialização de produtos à base da planta, desde que esses não fossem usados como drogas, passou a criminalizar todas essas condutas. Desde 2003 foram fechadas mais de 300 empresas ligadas ao ramo, incluindo a Chanvre-info, cujo proprietário André Fürst está preso, condenado a uma sentença de 29 meses. A ENCOD convida a todos a assinarem a Carta Pública às Autoridades Suíças pela libertação de André Fürst.

Do coração da Europa, a campanha se espalhará para todo o continente. Nos próximos meses os membros da ENCOD planejam promover iniciativas baseadas no modelo Clubes Sociais de Cannabis, com o intuito de fornecer às autoridades locais uma alternativas concreta e saudável para permitir que seus cidadãos possam continuar a praticas seus hábitos sem burlar a Lei ou prejudicar a Ordem Pública. Em outubro serão impressos materiais informativos em várias línguas, explicando a proposta do modelo Clubes Sociais de Cannabis e divulgando o site da campanha “Liberdade para Cultivar”, onde haverá todos os dados sobre a proposta e dicas de como adequar o modelo às realidades locais específicas. A campanha “Liberdade para Cultivar” já está em andamento através da Petição Pública promovida pela ONG britânica Legalise Cannabis Alliance.

Participe da campanha “Liberdade para Cultivar”, assine a Petição On-line: CLIQUE AQUI
Até o final de 2007 deverá acontecer a primeira sessão do fórum “Sociedade Civil e Políticas sobre Drogas”, uma comissão exclusiva formada por representantes oficias ligados à Políticas de Drogas, por membros de estados da União Européia e 30 representantes de organizações da sociedade civil. Em agosto, diversos membros de ENCOD se envolveram com esse fórum. Se um deles for convidado, terá concretamente um espaço para expor novas abordagens e formas de enxergar a questão, e poderá ajudar a compor a posição oficial da União Européia em Viena 2008.
Diversas outras organizações estão tentando atuar na transformação da forma como as políticas de drogas são definidas na ONU, e também estão se preparando para a reunião de Viena em 2008, a exemplo do International Drug Policy Consortium, da International Harm Reduction Association e do Senlis Council. Em setembro a ENCOD estará se reunindo com diversas associações para tentar ver a possibilidade de construir ações coordenadas.
Não de

Não deve ser muito difícil explicar aos delegados enviados à ONU que a política de “Guerras às Drogas” é um erro e se transformou uma doença. A produção e a demanda por droga estão crescendo sistematicamente, às vezes maneira denunciadora como no caso do Afeganistão que, segundo relatam as nações unidas colheram cerca de 8.200 toneladas de ópio em agosto de 2007, cerca de 10 vezes mais do que era colhida antes da invasão dos EUA em 2001.

O maior problema vai ser convencê-los de que sustentar esse tipo de política não é a melhor decisão a ser tomada, e que acabar com ela traria novas e significantes perspectivas no sentido de ampliar o bem-estar seja em nível individual ou social

Dessa forma, a melhor estratégia para Viena 2008 deve ser a de expor o trauma e procurar tratá-lo. Por isso a ENCOD lançou um apelo mundial através da Internet a todos as pessoas que estão interessadas em colaborar na organização de um evento de 3 dias que deverá acontecer durante a realização da reunião da ONU em 2008.
O objetivo principal é organizar uma “Vila Global”, onde se mantenham espaços de exposição permanente sobre as diferentes culturas que fazem uso das plantas que são proibidas através das Convenções da ONU , culminando com uma conferência que pretende realizar uma psicanálise das Políticas Mundiais sobre Drogas e discutir os princípios que estariam norteando tais políticas.
Esses são os planos da ENCOD para os próximos meses, mas eles precisam de ajuda para realizar uma Coligação que efetivamente tenha amplitude mundial e possa dar lastro a todas essas ações. No Brasil, a Ananda – Associação de Estudo e Ação em Redução de Danos para Plantas Cannabaceae está buscando parceiros individuais e institucionais para construir o debate em torno do tema no país.

No Brasil também precisamos começar a exigir um debate público a respeito da construção da posição oficial do governo brasileiro com relação a Reunião da ONU em Viena, 2008. Qualquer dúvida sobre o modelo de Clubes Sociais de Cannabis ou sobre a campanha "Liberdade para Cultivar" pode entrar em contato.

Todos os interessados devem escrever para o coordenador da Ananda, Sergio Vidal – sergiociso@yahoo.com.br, ou diretamente para o coordenador da ENCOD, Joep Oomen - joep@encod.org.
OBS: Essa tradução para o portuguê é adaptada por Sergio Vidal. A versão original pode ser consultada no site da ENCOD - http://www.encod.org/

DEBATE - POLITICA DE DROGAS (RJ)

FORUM PERMANENTE POR UMAPOLÍTICA DEMOCRÁTICA DE DROGAS
CONVIDA PARA O DEBATE
POLITICA DE DROGAS: IMPASSES SOBRE A CRIMINALIZAÇÃO
Prezado(a) Senhor(a),
O Fórum Permanente por uma Política Democrática de Drogas retomasuas atividades após estabelecer enriquecedora parceria com o Centrode Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade CandidoMendes - CESeC, o que contribuirá para o aprofundamento e ampliaçãodos debates e de nossas atividades futuras.
Nossa próxima reunião será na quinta-feira 13 de setembro, às 17h, no salão Marquês do Paraná, no 42° andar do prédio daUniversidade Cândido Mendes, na Rua da Assembléia, 10, noCentro.
A mesa dos debates será composta por:
Carlos Minc, coordenador doFórum Permanente de Drogas;
Julita Lemgruber, diretora do CESeC;
Domingos Bernardo, jurista e professor universitário;
Ignácio Cano,coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj;
Pedro Gabriel Delgado, coordenador da Área Técnica de Saúde Mental/Álcoole outras Drogas do Ministério da Saúde.
A nova Lei de Drogas - Lei 11346/06 - completou um ano em 23 deagosto. Ela é recente e ainda não possuímos dados suficientes quepermitam um rigoroso balanço de sua aplicação. Mas apesar dessaslimitações, podemos e devemos procurar elaborar análises e buscaresclarecimentos.Há inúmeras questões a debater. Que práticas estão sendodesenvolvidas para alcançar o que a lei possui de mais positivo: aênfase na prevenção, a política de redução de danos, o respeito aosusuários? Que entraves dificultam essas práticas?
Como estão sendo enfrentadas pelas autoridades policiais e peloJudiciário as indefinições decorrentes da ambígua, tênue e subjetivadiferenciação que a lei faz entre consumidor – ainda consideradocriminoso – e traficante?Esses são alguns pontos. Mas não pretendemos nos ater simplesmenteà lei. Precisamos não apenas ampliar os temas debatidos, masconquistar novos parceiros, amplos setores da sociedade, para dar maisatenção, discutir, ter uma atitude ativa em relação às inúmeras questõesligadas ao tráfico, ao consumo, à repressão, à descriminalização –questões que, direta ou indiretamente, afetam o cotidiano de todos nós.
Para isso é fundamental procurar as diferentes mídias, paratentar estabelecer pautas que coloquem mais profunda econstantemente o tema das drogas e os atuais impasses; estimularpesquisas; abrir o debate; trazer movimentos sociais, ONGs, políticos,intelectuais, setores do executivo e outros para participar como atoresdiretamente vinculados ao enfrentamento do problema.Contamos com a sua presença e participação no debate.
Atenciosamente,
CARLOS MINC
Secretário de Estado do Ambiente
Coordenador do Fórum Permanente por uma Política Democrática de Drogas
JULITA LEMGRUBER
Diretora do Centro de Estudos deSegurança e Cidadania daUniversidade Candido Mendes

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Balance e Ananda na Pulsar VII

O Coletivo de Redução de Danos BaLanCe vai manter um stand no festival Pulsar VII, que será realizado em Arembepe - Ba, nos próximos dias 5, 6 e 7. Além das tradicionais ações de prevenção, atenção e redução de danos relacionados ao uso de drogas, também ocorrerá um workshop sobre redução de danos e a importância dos controles informais na elaboração de condutas seguras de consumo de drogas. A Ananda - Associação de Redução de Danos para plantas Cannabaceae também marcará presença no evento atuando em conjunto com o BaLanCe nessas atividades, e distribuindo material informativo a respeito da nova lei n. 11.343 e da redução de danos para Cannabis e derivados.
Tanto o BaLanCe como a Ananda são vinculado ao GIESP - Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Substâncias Psicoativas

Transmissão ao vivo do Seminário de Redução de Danos

SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE A ARTICULAÇÃO DAS AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS
4 e 5 de setembro

Assista à transmissão ao vivo e participe do Seminário através da Internet: Clique Aqui