quarta-feira, 25 de julho de 2007
Homem recebe encomenda da Holanda com sementes de maconha
terça-feira, 24 de julho de 2007
Nova York debaterá legalização do uso medicinal dos derivados da Cannabis sativa
Retirado da Revista Cañamo, n. 115, Julho de 2007. pp.24.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Nova Presidente da UNE é favorável à descriminalização de "drogas leves"
Gaúcha, de 25 anos, Lúcia Stumpf foi eleita presidente da UNE, semana passada, durante o 50oCongresso da entidade, que comemora 70 anos. Estudante de jornalismo nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo, ela é a quarta mulher à frente da UNE, a primeira depois de quinze anos de gestões masculinas. Lúcia assume com a promessa de, nos próximos dois anos, lutar contra o machismo no movimento estudantil.
MACHISMO: “A universidade ainda reflete o machismo. A mulher, quando passa numa sala para dar informes, é avaliada pela estética. Tenho certeza de que fui eleita pelo conteúdo. Mas muitas deixam de participar do movimento, sentem-se acuadas.”
ABORTO: “Sou favorável à legalização. A UNE vai levantar este debate. A mulher sabe que aborto não é contraceptivo, é um ato traumatizante. A legalização não vai estimular o aumento de casos.”
DROGAS: “Também vamos entrar no debate. A descriminalizaçã o das drogas leves é um tema que a sociedade deve encarar de frente, está diretamente ligado aos jovens.”
RECURSOS PÚBLICOS: “A UNE sempre teve autonomia. No governo FH, o ministro Paulo Renato nunca recebeu o movimento. Hoje conversamos com o presidente e com os ministros.
Isso possibilita o repasse de verba.
O Ministério da Cultura financiou a Bienal da UNE. Acho justo. O governo não patrocina ONGs?”
POLÍTICA ESTUDANTIL: “O apoio não minimiza a crítica. No nosso congresso, decidimos radicalizar na política estudantil. Faremos uma jornada de luta em agosto, pelo Plano de Assistência Estudantil. Vamos lutar também para que o governo enfrente os tubarões do ensino privado, que reajustam mensalidades e nem sempre oferecem ensino de qualidade. O governo também tem que aumentar vagas na universidade pública, pois 70% das matrículas estão nas particulares. Queremos que 7% do PIB seja investido em educação.”
IDADE: “Tenho 25 anos. Não acho uma idade avançada para presidir a UNE. Eu estava no 7operíodo, quando me mudei para São Paulo. Quando consegui me matricular na FMU, tive que voltar ao 4operíodo. Por causa das viagens, nem sempre dá para cursar todas as disciplinas. Mas eu conto com a ajuda dos colegas, que fazem cópias dos cadernos, passam a matéria.”
ESTUDANTE PROFISSIONAL: “De forma alguma. Acho ótimo estar na faculdade, mas sei que este é um momento, vai ter fim e um dia vou seguir minha carreira. Estudo à noite e sou uma boa aluna, média 8,5.”
VIDA SOCIAL: “Dá para ter. Tomamos uma cervejinha no bar em frente à faculdade. Gosto de cinema, sou frequentadora assídua das salas da Rua Augusta. Também gosto de balada eletrônica. Já fui a raves. Na minha adolescência em Porto Alegre, gostava de shows de punk rock.Tenho namorado há dois anos. Ele não é militante, faz direito na USP.”
VAIDADE: “Sou vaidosa, sim. Gosto de pintar o cabelo quando dá. Também adoro tatuagens. Tenho 16, sendo 14 estrelinhas coloridas.”
COMLUTE: “Nunca conseguiram se colocar como uma entidade estudantil, não avançam como movimento. Não acho que sejam uma ameaça à UNE.”
domingo, 15 de julho de 2007
HOLLYWEED: FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE PSICOACTIVO DE SANTIAGO

Mais Informações: Revista Cañamo; Growroom Blog
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Congresso da UNE debate Drogas
Sergio Vidal apresentou uma detalhada história do movimento estudantil e dos movimentos antiproibicionistas no país. Maurício Fiore abordou o tripé "criminalização- medicalização-moralização" presente no tratamento geralmente conferido a questão das "drogas". Bia Labate desconstruiu algumas das principais categorias fundantes do debate público e do imaginário social sobre as "drogas". Vinícius da Silva traçou a história do surgimento da instituição policial no Brasil e relacionou-a com a abordagem autoritária e problemática do tema pela polícia e judiciário hoje.A sala estava lotada de estudantes, alguns uniformizados com camisetas de suas correntes políticas. No final, o público presente fez longas intervenções, algumas polarizando confrontos ideológicos existentes entre correntes políticas diversas que disputam espaço no movimento estudantil. O debate foi interrompido por vezes por gritos de guerra coletivos entusiasmados como "um beck [cigarro de maconha] gigante, na boca do estudante!" ou outros similiares. Parece, contudo, não existir um consenso interno da UNE a respeito do apoio a legalização do consumo da Cannabis.
Foram coletadas propostas de encaminhamento de moções e discutida a necessidade da UNE incluir o debate sobre o tema das drogas na sua agenda política daqui para frente. Foi apontada a existência de uma vaga para um representante da UNE no CONAD, a qual permanece desocupada por falta de mobilização dos estudantes. O nome de Sérgio Vidal foi sugerido como um eventual candidato a preenchê-la.
Maurício Fiore e Sergio Vidal - Brasília, 06/ julho de 2007quarta-feira, 4 de julho de 2007
50º Congresso da UNE debaterá o tema das drogas
O 50º Congresso da União Nacional dos Estudantes terá um painel dedicado ao tema das drogas. Personalidades políticas, artistas e intelectuais vão particpar das principais atividades do encontro, que será realizado na Universidade de Brasília, de 4 a 8 de julho. O painel sobre drogas ocorrerá no dia 6, a partir das 9hs.Local: Anf. 13 (ICC-Norte)
• Vinicius de Oliveira da Silva - Delegado de Polícia do RJ
• Mauricio Fiore - NEIP /CEBRAP
• Pedro Bodê de Moraes – UFPR
• Sergio Vidal - GIESP / NEIP / ANANDA
Veja a programação completa do evento: UNE
terça-feira, 3 de julho de 2007
Notícias Internacionais
(ESPANHA) Decisão judicial inédita determina devolução de 17,4 quilos de Cannabis sativa à Associação de Usuários Pannagh
A Pannagh é uma associação sem fins lucrativos fundada em 2003, na Espanha, formada por cidadãos que consomem derivados de Cannabis sativa, cujo principal objetivo é promover cultivos coletivos para abastecer os seus associados. A Pannagh assim atuava dentro do modelo proposto pelos juristas Juan Muñoz e Susana Soto, da Faculdade de Direito de Málaga. Esse modelo afirma que uma das melhores formas de se estabelecer uma produção destinada ao consumo pessoal de maneira a cortar os vínculos com o mercado criminoso ou violento é o estabelecimento de clubes de consumidores, onde haveriam plantações coletivas de acordo com a quantidade de associados, e estes receberiam quantidades restritas de Cannabis, de acordo com suas necessidades, sejam elas medicinais ou não. Assim, esses clubes permitiriam o estabelecimento de um circuito limitado e discreto de consumo, restrito só à maiores de 18 anos e usuários medicinais, sem qualquer intenção de promover lucro e sem nenhum tipo de publicidade.Em plena colheita de 2005, a polícia promoveu uma ação na propriedade da Pannagh, detendo o presidente da Associação, Martín Barriuso, e dois associados, recolhendo também toda a colheita para possível utilização como prova. Alguns meses depois, a Audiencia Provincial de Vizcaya arquivo o caso devido à compreensão que uma associação de consumidores legalmente constituída não tinha nenhuma das características que poderiam caracterizá-la ou confundi-la com uma organização ilícita dedicada ao comércio ou tráfico de drogas.
A Pannagh prosseguiu seus trabalhos, promovendo uma das práticas mais eficientes de redução de danos para o uso de Cannabis, que é o cultivo doméstico para consumo pessoal. Este ano, no último dia 24 de abril, a Pannagh reafirmou a legitimidade social e legal da sua posição ao convocar uma coletiva de imprensa para anunciar que receberam de volta os 17,4 quilos de Cannabis apreendidos durante as operações policiais em 2005. Ainda que estejam sem condições sanitárias de serem utilizadas, se tornaram um grande símbolo de um momento histórico para aqueles que lutam por modificações nas leis e nas práticas jurídicas que permitam maior tolerância à estratégias de redução de danos baseadas no auto-cultivo de plantas psicoativas.
Nessa coletiva, a Pannagh informou que continua com suas atividades e que a colheita deste ano está garantida para os seus associados. Os advogados de defesa da Associação afirmaram que os principais pontos que contaram a favor da Pannagh foram os fatos de serem uma associação legalmente constituída que sempre se manteve em atividade, e terem uma quantidade limitada de plantas cultivadas ao ano, bem como de distribuição por associado, impedindo o desvio de sua produção para o mercado ilícito.
(BÉLGICA) Decisão judicial afirma que a Associação Trekt Uw Plant não é uma organização criminal
Na Bélgica a associação Trekt Uw Plant, formada por pessoas que consomem Cannabis, em moldes próximos da Pannagh, atua promovendo iniciativas que procurem diminuir os riscos associados ao consumo da planta. Esse ano, em meio à primeira iniciativa de cultivo coletivo, a polícia promoveu uma ação onde foram detidos 5 membros, apreendidas algumas plantas e toda a infra-estrutura informática da associação. Dos 5 membros, 3 foram liberados sem nenhuma sanção e 2 receberam multas de 15 euros cada.
Revista Cañamo, n.114, Junho de 2007. pp. 10.
